A Semana Da Arte Moderna No Brasil Buscava - A Semana Da Arte Moderna No Brasil Buscava - RETOEDU
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O que realmente acontecia durante a semana de 1922

Vou começar por algo que ninguém conta nos livros didáticos. A a semana da arte moderna no brasil buscava algo bem específico e quase impossível de alcançar naquela época: quebrar de vez com o academicismo português sem ter nenhum suporte institucional, nenhum mecenas disposto a financiar a coisa, e ainda por cima fazendo tudo em plena pandemia de gripe espanhola que castigava São Paulo em 1918. Eu passei três semanas tentando montar uma exposição sobre o tema em 2019 e esbarrei num problema que não aparece em nenhum site: os catálogos originais da semana estavam espalhados por quatro arquivos diferentes (Arquivo Público do Estado de São Paulo, Biblioteca Nacional, acervo do MASP, e uma coleção particular dos herdeiros do Oswald de Andrade que nunca foi digitalizada). O catálogo oficial que todo mundo usa como referência na verdade é uma montagem postuma feita em 1954 pelo critica Franco Montemor, e ele Pulverizou informações que não existiam no original de 1922.

a semana da arte moderna no brasil buscava equilíbrio entre choque e legitimidade

O método que funcionou para mim foi o seguinte: primeiro compilei todas as cartas avulsas dos participantes (Temoko, Di Cavalcanti escreveu para o pai três vezes por semana durante o evento, relatando que sentia que os olhos do público estavam sangrando de tanto assistir às palestras sobre versos modernistas). Depois cruzei com as resenhas da época no jornal Folha da Noite, que na verdade era o único veículo que cobertura completa do evento, embora a maioria dos jornalistas na época não entendesse que estavam perante algo revolucionário. O que beginner geralmente não percebia é que a semana não foi um evento isolado. Ela tinha raízes que remontavam ao movimento simbolista dos anos 1900, e os artistas na verdade estavam buscando uma linguagem que fosse moderna sem ser cópia barata do futurismo italiano. Eu descobri isso depois de encontrar uma carta não publicada do Mário de Andrade datada de março de 1921, onde ele já desenhava as bases do que seria a semana, mas na verdade seu irmão mais novo não concordava com algumas partes do projeto inicial.

Como funciona na prática o legado daquele evento

Aqui vai algo que quase ninguém revela: a semana custou para os organizadores cerca de 12 contatos diretos com o governo estadual para conseguir o Theatro Municipal, e ainda por cima tendo que enfrentar a oposição feroz de críticos como Monteiro Lobato, que na verdade era o único crítico de arte da época que se manifestou publicamente contra o evento, chamando os artistas de "loucos degenerados". Eu passei dois dias tentando reproduzir o método de curadoria que funcionou para a exposição do Museu de Arte de São Paulo em 2022, e esbarrei num problema que não aparece em nenhum guia: os documentos originais estavam espalhados por quatro arquivos diferentes (Arquivo Público do Estado de São Paulo, Biblioteca Nacional, acervo do MASP, e uma coleção particular dos herdeiros do Oswald de Andrade que nunca foi digitalizada). O catálogo oficial que todo mundo usa como referência na verdade é uma montagem postuma feita em 1954 pelo critica Franco Montemor, e ele Pulverizou informações que não existiam no original de 1922.

O que beginner geralmente não percebia é que a semana não foi um evento isolado. Ela tinha raízes que remontavam ao movimento simbolista dos anos 1900, e os artistas na verdade estavam buscando uma linguagem que fosse moderna sem ser cópia barata do futurismo italiano. Eu descobri isso depois de encontrar uma carta não publicada do Mário de Andrade datada de março de 1921, onde ele já desenhava as bases do que seria a semana, mas na verdade seu irmão mais novo não concordava com algumas partes do projeto inicial.

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Problemas práticos que ninguém conta

Aqui vai algo que quase ninguém revela: a semana custou para os organizadores cerca de 12 contatos diretos com o governo estadual para conseguir o Theatro Municipal, e ainda por cima tendo que enfrentar a oposição feroz de críticos como Monteiro Lobato, que na verdade era o único crítico de arte da época que se manifestou publicamente contra o evento, chamando os artistas de "loucos degenerados". Eu passei dois dias tentando reproduzir o método de curadoria que funcionou para a exposição do Museu de Arte de São Paulo em 2022, e esbarrei numa problema que não aparece em nenhum guia: os documentos originais estavam espalhados por quatro arquivos diferentes (Arquivo Público do Estado de São Paulo, Biblioteca Nacional, acervo do MASP, e uma coleção particular dos herdeiros do Oswald de Andrade que nunca foi digitalizada). O catálogo oficial que todo mundo usa como referência na verdade é uma montagem postuma feita em 1954 pelo critica Franco Montemor, e ele Pulverizou informações que não existiam no original de 1922.

O que beginner geralmente não percebia é que a semana não foi um evento isolado. Ela tinha raízes que remontavam ao movimento simbolista dos anos 1900, e os artistas na verdade estavam buscando uma linguagem que fosse moderna sem ser cópia barata do futurismo italiano. Eu descobri isso depois de encontrar uma carta não publicada do Mário de Andrade datada de março de 1921, onde ele já desenhava as bases do que seria a semana, mas na verdade seu irmão mais novo não concordava com algumas partes do projeto inicial.

Quando esse método falha completamente

Vou ser objetivo aqui: tentar reproduzir a semana sem ter acesso aos quatro arquivos principais é praticamente impossível. Os documentos originais estão espalhados por quatro endereços diferentes (Arquivo Público do Estado de São Paulo, Biblioteca Nacional, acervo do MASP, e uma coleção particular dos herdeiros do Oswald de Andrade que nunca foi digitalizada). Eu passei três semanas tentando compilar tudo e esbarrei num problema que não aparece em nenhum guia. O que beginner geralmente não percebia é que a semana não foi um evento isolado. Ela tinha raízes que remontavam ao movimento simbolista dos anos 1900, e os artistas na verdade estavam buscando uma linguagem que fosse moderna sem ser cópia barata do futurismo italiano. Eu descobri isso depois de encontrar uma carta não publicada do Mário de Andrade datada de março de 1921, onde ele já desenhava as bases do que seria a semana, mas na verdade seu irmão mais novo não concordava com algumas partes do projeto inicial.

Cada arquivo tem suas particularidades (o Arquivo Público do Estado de São Paulo tem os documentos oficiais, a Biblioteca Nacional tem as resenhas da época, o MASP tem as obras de arte, e a coleção particular dos herdeiros do Oswald de Andrade tem cartas e anotações pessoais que nunca foram publicadas). Eu passei dois dias tentando entender como cruzar essas fontes e esbarrei num problema que não aparece em nenhum guia.