Ano De Cada Geração - Marketing para a Geração Z vs. Millennials vs Geração X | Selzy Blog
Marketing para a Geração Z vs. Millennials vs Geração X | Selzy Blog

As faixas etárias que as pessoas usam nos dias de hoje

Existem classificações geracionais que são usadas por pesquisadores de mercado, recrutadores e departamentos de RH pra tentar entender comportamentos de grupos inteiros. O problema é que ninguém concorda exatamente sobre onde uma geração termina e outra começa. Tem gente que corta os millenials em 1995. Tem outra que usa 1996. Os baby boomers vão de 1946 a 1964 para a maioria, mas alguns estudos empurram até 1965. A confusão é real e acontece porque essas categorias não são ciências exatas. São convenções sociológicas que viraram padrão de mercado.

Qual o ano de cada geração?

Aqui está o consenso mais aceito atualmente no Brasil e nos Estados Unidos: Geração silent: 1928 a 1945. Nasceram durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra. São a geração mais disciplinada que existe na prática, mas também a que menos se autoidentifica como tal. Ninguém chama o tio avô de "silent".

Baby boomers: 1946 a 1964. O nome vem do baby boom pós-guerra. Representam o envelhecimento da população brasileira atualmente. No mercado, ainda ocupam cargos de diretoria com muita força. Geração X: 1965 a 1979. A gera\xe7\xe3o mais ignorada. Não tem o brilho dos boomers nem a quantidade dos millennials. São os que seguran\xe7a e independ\xeancia. No meu trabalho, vejo muitos desses caras agora em posi\xe7\xf5es de lideran\xe7a intermedi\xe1ria, frustrados com a cultura corporativa atual.

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Millennials (Gera\xe7\xe3o Y): 1980 a 1995. Os que cresceram com a internet se tornando comum. Trouxeram discuss\xf5es sobre equilíbrio vida-trabalho para o ambiente corporativo. Muitos j\xe1 est\xe3o em posi\xe7\xf5es de gest\xe3o agora. Gera\xe7\xe3o Z: 1996 a 2010. Nasceram j\xe1 com smartphones. A primeira gera\xe7\xe3o verdadeiramente digital nativa. Est\xe3o entrando ou j\xe1 est\xe3o no mercado de trabalho. As empresas est\xe3o tentando aprender a lidar com isso sem fazer besteira.

Gera\xe7\xe3o Alpha: 2011 a meados dos anos 2020. Filhos dos millennials. Ainda s\xe3o crian\xe7as, mas os pais j\xe3o est\xe3o comprando produtos pensando neles. O que poucas pessoas entendem é que essa divis\xe3o por ano de nascimento funciona como uma aproxima\xe7\xe3o estatística, n\xe3o como uma regra. Alguém nascido em dezembro de 1995 pode ter uma experiência cultural mais próxima de quem nasceu em janeiro de 1996 do que de quem nasceu em julho de 1995. O contexto local importa muito mais do que o ano civil.

Eu trabalhei com recrutamento e já vi candidatos serem descartados ou privilegiados com base nesses rótulos geracionais de forma completamente injustificada. Um candidato Gen Z pode ser mais tradicionalista que um boomer. Um millennial pode não se identificar de forma alguma com as características "padrão" do grupo. Outro detalhe que ninguém menciona: essas faixas mudam conforme o país. No Brasil, a geração X pode ser ligeiramente mais ampla porque o baby boom aqui teve características diferentes dos EUA. A classe média brasileira cresceu em um ritmo distinto, o que altera levemente os marcos geracionais quando se aplica pesquisa de consumo local.

Se você está usando isso para segmentação de marketing ou pesquisa, o importante é deixar claro quais faixas você adotou e por quê. A inconsistência entre estudos é um problema real. Um relatório de 2018 pode usar anos diferentes de um relatório de 2024 pra mesma geração, e isso distorce completamente as comparações temporais. O site do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas têm boas abordagens sobre o tema no contexto brasileiro. Para dados mais recentes e com divisões alternativas, o Pew Research Center continua sendo a referência mais citada, mas lembre-se de que eles focam na realidade americana.