Arvore Genealogica Em Ingles Para Preencher - Arvore Genealogica Em Ingles Para Preencher - REVOEDUCA
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Como preencher uma árvore genealógica em inglês: o que funciona na prática

Você provavelmente já baixou ou recebeu um documento chamado family tree chart e ficou travado nos primeiros campos. A tradução literal não ajuda muito porque os termos genealógicos em inglês têm nuances que não existem no português. Vou explicar como fazer isso funcionar de verdade, sem rodeio.

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O modelo mais comum é o Ahnentafel (ou register-style pedigree). Ele numera cada pessoa começando por 1 para o requerente e usando uma regra binária simples: pai = número * 2, mãe = número * 2 + 1. Então seu pai é 2, sua mãe é 3, o pai do seu pai é 4, a mãe do seu pai é 5, e assim por diante. Esse sistema elimina ambiguidade porque cada número corresponde a exatamente uma ancestral. Se alguém tentar te convencer de que precisa de um esquema diferente, na maior parte dos casos não precisa. O segundo formato que você vai encontrar é o fan chart ou gráfico de leque. Ele é visualmente bonito mas praticamente inútil para pesquisa séria. Cada fatia representa um ancestral, mas não há numeração, então você vira a página três vezes pra saber se aquela bolinha pequena ali é seu tataravô paterno ou materno. Eu desisti de fan charts em 2016. Só uso quando preciso enviar algo para um parente leigo que não vai fazer pesquisa de fato.

Então, na prática, use o formato Ahnentafel. Baixe uma planilha em branco, coloque seu nome na célula 1, e vá preenchendo. A maioria dos bancos de dados genealógicos — FamilySearch, Ancestry, MyHeritage — exporta em formato Ahnentafel ou something close. Se você começar do zero, faz sentido estruturar desde o início porque reorganizar dados depois é trabalho dobrado. Aqui vai o problema que eu encontrei na primeira vez que tentei fazer isso. Eu estava preenchendo uma árvore de 8 gerações e me deparei com dois registros diferentes para a mesma pessoa: um dizia William H. Johnson, born 1842, Virginia e outro dizia William H. Johnston, born 1844, North Carolina. A diferença era um "n" versus "nn". O registro mais recente do FamilySearch tinha data de nascimento aproximada, o que significa abt. 1842 — e "abt." significa "about", cerca de. Eu gastei quatro horas confirmando o recenseamento de 1850 porque não sabia que podia aceitar a aproximação. A solução foi ir direto ao original source, que no caso era uma certidão de óbito digitada nos Arquivos Estaduais da Virgínia. O nome estava correto com dois "n"s. Sempre confie no documento primário sobre qualquer árvore online montada por terceiros.

Outro detalhe que começo não entender direito: dates. Em documentos em inglês, a formatação padrão é dia/mês/ano em muitos contextos históricos, mas os registros americanos costumam seguir mês/dia/ano. Eu costumava usar a convenção ISO (YYYY-MM-DD) em todas as minhas planilhas porque eliminava confusão. 1842-07-15 é inequívoco. Se você estiver trabalhando com documentos britânicos ou australianos, preste atenção nisso, porque lá a formatação nativa varia conforme o período e o tipo de registro. Os campos que você vai encontrar com mais frequência são:

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Given name — nome de batismo, o primeiro nome. Não confundir com surname ou family name, que é o sobrenome. Em documentos antigos, especialmente antes de 1900, é muito comum ver a mãe listada apenas como Mrs. John Smith, sem o nome de solteira. Nesse caso, você precisa cruzar com registros de casamento ou testamentos para descobrir o b maiden name (nome de solteira). Spouse é o cônjuge. Marriage date é a data de casamento. Birth date e Death date são óbvios. Burial place é o local de sepultamento, que às vezes difere do local de óbito — e essa diferença gera confusão se você não verificar. Eu conheço gente que entrou em pânico achando que um ancestral tinha morrido em outro estado porque confundiu place of death com place of burial.

Se você está preenchendo isso para um projeto escolar ou para impressionar alguém, pode pular. Se quer fazer direito, há mais algumas coisas que precisam ser consideradas. Alt names e aliases existem porque imigrantes frequentemente mudaram o próprio nome ao chegar nos Estados Unidos. Antonio Giuseppe Rossi virou Anthony Ross em Ellis Island. O documento original pode estar sob um nome completamente diferente do que aparece no censo de 1940. Eu tive esse caso com um tio-avô meu. O registro de imigração dizia Giovanni Battista, o certificado de naturalização dizia John B., e o censo listava apenas Baptiste. A solução foi montar uma linha do tempo com todos os documentos na ordem cronológica e identificar padrões. Não adianta confiar em uma única fonte.

Um ponto que poucos explicam: citacao de fonte (source citation) não é optional. Você precisa registrar onde encontrou cada informação. O formato padrão aceito é o Evidence Explained do Elizabeth Shown Mills. Ele parece complicado no começo, mas na prática é só isso: autor, título da obra, página ou imagem, repositório, data de acesso. Sem isso, qualquer pessoa que receber sua árvore não conseguirá verificar nada, e você vai passar o resto da vida respondendo a perguntas como "como você sabe disso?". Há limitações importantes que ninguém gosta de admitting. Primeira: documentos em inglês anteriores a 1800 muitas vezes usam calendário juliano até 1752 no império britânico. Isso significa que datas entre 1º de janeiro e 24 de março eram escritas como 1749/50 — dois anos, porque o ano novo começava em 25 de março. Se você não conhece isso, vai duplicar pessoas na sua árvore achando que são gêmeas.

Segunda limitação: registros de escravizados nos EUA raramente incluem sobrenomes consistentes antes de 1870. A Emancipação veio com a 13ª Emenda, e muitos former slaves adotaram sobrenomes posteriormente. Se você está tentando rastrear linhagem africana-americana anterior a 1870, precisa mudar de estratégia. Bancos de dados convencionais quase não ajudam. A literatura especializada recomenda usar slave schedules do censo de 1850 e 1860, registros de alforria, e documentação de plantações. É um caminho mais lento e menos digitalizado, mas é o que existe. Para quem quer uma solução prática agora, o FamilySearch oferece formulários gratuitos em inglês que seguem o padrão Ahnentafel. Você pode baixar o PDF, imprimir, e preencher à mão se preferir, ou preencher digitalmente. O Ancestry tem funcionalidade similar mas exige assinatura para acessar além dos primeiros níveis. O Gramps é um software gratuito de código aberto que exporta em múltiplos formatos, incluindo Ahnentafel, e roda localmente no seu computador. Ele tem uma curva de aprendizado de umas duas horas, mas depois disso você nunca mais depende de uma plataforma de terceiros para seus dados.

O que eu recomendo é começar com o FamilySearch, preencher até a quarta geração usando Ahnentafel, e documentar cada fonte conforme avança. Quando atingir um beco sem saída — e você vai atingir — aí você decide se continua no FamilySearch ou migra para o Gramps. Migrar depois é fácil; começar no Gramps direto exige um investimento inicial que nem sempre vale a pena para projetos pequenos. Se o seu objetivo é apenas preencher um formulário para uma tarefa escolar ou curiosidade familiar rápida, o Modelo Ahnentafel em branco que você encontra no site do FamilySearch resolve em 20 minutos. Se o objetivo é construir um registro permanente que sobreviva a você, invista tempo desde o primeiro campo em fontes, citações e precisão de datas. O tempo que você economiza agora voltará como dor de cabeça daqui a cinco anos quando alguém pedir para verificar algo.