Atividade Concordancia Verbal E Nominal - Atividade Sobre Concordância Verbal e Nominal | PDF
Atividade Sobre Concordância Verbal e Nominal | PDF

Concordância verbal e nominal: como funciona na prática

A concordância é uma daquelas coisas que todo mundo acha que domina até encontra um caso que não se encaixa na regra decorada. Verbo concorda com sujeito em número e pessoa. Adjetivo concorda com o substantivo em gênero e número. Até aí está no manual. O problema é que o português brasileiro, especialmente na fala e em textos informais, tem variações que a gramática normativa nem sempre cobre com praticidade. Na hora de resolver atividade concordancia verbal e nominal, o erro mais comum não é ignorar a regra. É aplicar a regra errada porque o período foi construído de forma a levar a interpretação por um caminho equivocado.

Onde a maioria erra na hora da prova

Um erro recorrente envolve a partícula "se" como índice de indeterminação do sujeito. Quando o verbo é transitivo indireto e acompanha o "se" indeterminateador, ele fica sempre na terceira pessoa do singular, não importa o que venha depois. Aluno confunde com a partícula apassivadora, que exige concordância com o objeto direto. A diferença é prática: se dá pra transformar a frase na voz passiva, é partícula apassivadora e o verbo concorda. Se não der, é índice de indeterminação e o verbo fica no singular. Outro ponto que gera confusão constante é o sujeito composto anteposto ao verbo. A regra diz que o verbo vai para o plural. Funciona na maior parte das vezes, mas existe uma exceção importante que cai em quase toda prova: quando os sujeitos compostos são ligados por "ou", indicando exclusão mútua, o verbo pode ficar no singular. "O réu ou a ré será julgado amanhã" está correto porque a oposição é exclusiva, não cumulativa.

Acordo nominal e as armadilhas do gênero

Concordância nominal parece mais simples porque envolve menos variáveis, mas tempegadinhas específicas. "Anexo" é um deles. O adjetivo "anexo" significa "que está anexado" e deve concordar com o substantivo a que se refere. Já "em anexo" é uma locução adverbial invariável. Então "Os documentos estão anexos" é diferente de "Seguem em anexo os documentos". O primeiro varia, o segundo não varia porque "em anexo" é uma expressão fixa. Expressões como "bastante", "próprio" e "mesmo" também merecem atenção. "Bastante" funciona como adjetivo quando tem sentido de "muito" e concorda: "As questões estão bastante difíceis" está errado, o certo é "bastante difíceis" se for invariável como advérbio, ou "bastantes difficulties" se for adjetivo. A confusão acontece porque "bastante" como adjetivo é raro no uso cotidiano. A maioria das vezes ele é advérbio e, como advérbio, não varia.

"Próprio" e "mesmo" variam quando têm valor de adjetivo, mas ficam invariáveis quando equivaldem a "mesmo" como pronome reforçador. "Eles mesmos fizeram o trabalho" está correto com a forma invariável porque funciona como pronome enfático. Já "As portas próprias do sistema" varia porque é adjetivo.

Um caso específico que me pegou desprevenido

Numa correção de redação para vestibular, deparei-me com um período assim: "Fomos nós que fez a organização do evento." A resposta automática era marcar como erro porque o sujeito "nós" exigiria "fizemos." Mas o sujeito da oração subordinada é "que", que remete a "nós", primeira pessoa do plural. O verbo deveria concordar com o antecedente do pronome relativo. O correto seria "Fomos nós que fizemos a organização." Na prática, ouvi muita gente falando "Fomos nós que fez" como se fosse aceitável, mas em atividade de concordância isso é erro gramatical claro. Anotei essa nuance porque a tendência natural da fala é tratar o "que" como se fosse singular por proximidade fonética, mas a gramática não aceita essa aproximação.

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Sujeito posposto e a ordem indireta

Quando o sujeito vem depois do verbo, a concordância continua valendo, mas o aluno costuma travar porque o cérebro tende a concordar com o termo mais próximo, que pode ser um complemento e não o sujeito. Exemplo: "Houve vários problemas causados pela equipe." O sujeito é "vários problemas," plural, então o verbo deveria estar no plural: "Houveram vários problemas." Na prática, "haver" no sentido de existir é impessoal e fica no singular: "Houve vários problemas." Esse é um dos casos em que a norma padrão exige a invariabilidade, mesmo com sujeito plural aparecendo logo em seguida.

Termos iniciados por "meio" e "suficiente"

"Meio" como advérbio de intensidade é invariável. "Ela está meio nervosa" está correto, não "meia nervosa." Já como substantivo masculino, varia: "Comeu meio pacote." "Suficiente" e "bastante" seguem lógica parecida: quando funcionam como adjetivos, variam; quando são advérbios, não variam. "As questões estavam suficientes" soa estranho porque "suficiente" como adjetivo é raro e carrega sentido de "adequado," não de "em quantidade suficiente." O uso mais natural é como advérbio invariável: "As questões estavam suficientes" não é o padrão. Melhor: "As questões foram suficientes" ou "As questões estavam bastante difíceis."

Locuções verbais com "ter" e "haver" auxiliares

Quando "haver" funciona como auxiliar de locução verbal, ele perde a impessoalidade e concorda normalmente. "Devem haver mais candidatos" está errado porque "haver" no sentido de existir é impessoal. O correto é "Deve haver mais candidatos." Mas se fosse "Eles devem haver cometido o erro," aí "haver" é auxiliar de sentido perfeito, e a concordância seria com o sujeito "eles": "Eles devem haver cometido o erro." Na prática, quase nunca se usa "haver" como auxiliar dessa forma, mas em atividade de concurso isso aparece com frequência para testar se o candidato sabe diferenciar os dois usos.

Como revisar atividade concordancia verbal e nominal com eficiência

O método mais direto é isolar o núcleo do sujeito primeiro. Identifique o substantivo ou pronome que pratica a ação, ignore termos acessórios como adjuntos adnominais e complementos verbais que podem confundir. Depois verifique se há partículas como "se," "onde," ou Pronomes relativos que mudam a regência. Para concordância nominal, classifique cada termo variável como adjetivo, numeral ou pronome adjetivo, e aplique a regra de gênero e número correspondente. Se o exercício inclui itens com "custa," lembre-se de que o verbo "custar" é usado na terceira pessoa do singular quando indica dificuldade: "Custa-me aceitar essa decisão." Não varia mesmo que o sujeito seja plural. "Custam-me aceitar essas decisões" soa mais natural na fala, mas a norma culta prefere manter a invariabilidade nessa construção.

Para concordância nominal com substantivos dobrados como "recém-nascido" e "vice-prefeito," o hífen influencia a variação. "Recém-nascido" varia no substantivo mas não no advérbio "recém." "Vice-prefeito" varia apenas no elemento central: "duas vice-prefeitas." O prefixo "vice" é invariável. O principal limitador desse tipo de exercício é que a língua viva não obedece totalmente às regras prescritas. Em contextos informais, constructions como "a gente podemos" são frequentes e compreensíveis, mas em prova ou atividade formal devem ser marcadas como erro. Isso cria uma tensão constante entre o uso real e a norma culta que o exercício cobra. A melhor estratégia é estudar os casos de discordância entre norma e uso, conhecer as exceções exploradas em provas e não confiar apenas na intuição linguística, que muitas vezes reflete o registro coloquial e não o padrão exigido em avaliações formais.

Para quem está se preparando para provas, recomenda-se praticar com editais de concursos anteriores, pois eles revelam quais nuances são mais cobradas. A concordância verbal e nominal é um tópico de peso em seleções e dificilmente aparece de forma superficial. Os itens tendem a explorar justamente os casos limítrofes que a maioria dos candidatos trata com pressa. Revisar esses casos com atenção costuma ser suficiente para garantir pontos que muitos deixam na mesclagem entre o certo e o errado.