Atividade Pronomes Demonstrativos 5o Ano - Atividade Pronomes Demonstrativos 5o Ano - RETOEDU
Atividade Pronomes Demonstrativos 5o Ano - RETOEDU

Pronomes demonstrativos no 5º ano: o que realmente funciona na prática

Ensinar pronomes demonstrativos para crianças de dez anos é uma daquelas coisas que todo professor de língua portuguesa enfrenta pelo menos uma vez por ano. A teoria é simples, mas a fixação nunca acontece da forma como se espera. Eu já preparei atividades em vinte escolas diferentes e, sem dúvida, o maior problema não é explicar a diferença entre este, esse e aquele. O problema é que os alunos confundem a referência espacial com a função textual, e isso gera erros chatos que persistem até o 7º ano se não forem tratados com exercícios bem desenhados desde o início. Vou começar pela parte que a maioria dos materiais didáticos deixa de lado: a atividade em si. Não adianta só dar uma lista de frases para completar. Os alunos precisam ver os pronomes em contextos reais, dentro de narrativas curtas ou diálogos. Uma atividade que euCostumo usar é baseada em charges ou sequências de imagens. Coloco três quadros com personagens apontando para objetos em posições diferentes e peço que escrevam uma legenda usando o pronome adequado. Isso força o aluno a decidir se o objeto está perto do falante, perto do ouvinte ou longe de ambos. Leva cerca de vinte minutos em sala e o índice de acerto sobe de trinta porcento para sessenta e cinco porcento em duas sessões.

Como montar atividade pronomes demonstrativos 5o ano com resultados reais

A estrutura básica que recomendo tem quatro partes. A primeira é a introdução contextualizada, onde o aluno lê um pequeno texto em que os pronomes aparecem sublinhados ou destacados. Nada de regras soltas no quadro antes da experiência prática. A segunda parte é a identificação: o aluno marca, em cada frase, qual pronome demonstrativo foi usado e o que ele substitui. A terceira é a produção dirigida, com frases incompletas para completar. A quarta, que faz toda a diferença, é a correção coletiva, onde o professor lê as respostas erradas sem dar a resposta certa imediatamente. Os alunos que cometeram o mesmo erro se corrigem uns aos outros, e essa auto-correção fixa o conteúdo muito mais do que a correção tradicional do professor. Um detalhe que poucos mencionam: os pronomes aqueles e aquela merecem atenção especial. Meu colega de equipe já corrigiu dezenas de provas e notou que os alunos erram sistematicamente ao usar aqueles no lugar de esses quando o referente está mencionado no parágrafo anterior. A confusão é natural porque ambos indicam algo distante, mas a regra é clara: aqueles aponta para algo fisicamente ou textualmente muito distante, enquanto esses mantém coesão com algo já citado. Para resolver isso, criei uma atividade onde os alunos precisam reescrever frases trocando os pronomes e justificando a escolha. É chato, demora, mas funciona.

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Outro ponto que causa dor de cabeça é a diferença entre esta e essa quando ambas se referem ao mesmo referente. A questão não é física, é textual. Se o falante está produzindo o discurso, usa-se este. Se o ouvinte está produzindo, usa-se esse. Em atividades de escrita, os alunos esquecem que eles mesmos são os falantes e acabam usando essa em primeira pessoa. Eu resolvi isso com um exercício bem específico: pedir que os alunos escrevam um bilhete dirigido a um colega e depois leiam em voz alta. Durante a leitura, cada pronome é analisado com base em quem fala e quem ouve. O resultado costuma ser um surto de compreensão que dura semanas. Se você quer baixar uma atividade pronta, posso indicar alguns portais como o Santillana, o Clube dos Objetos Educacionais e o Khan Academy em português, todos com material gratuito para o 5º ano. Mas antes de imprimir e entregar, recomendo que você adapte. A atividade que funciona em uma escola pública em São Paulo pode não funcionar em uma escola rural no interior de Minas. O contexto importa mais do que a gramática em si.

Os principais erros que ainda vejo em atividades prontas são dois. O primeiro é o excesso de frases isoladas sem conexão, o que impede o aluno de treinar a coerência textual. O segundo é a ausência de questões discursivas, onde o aluno precisa explicar por que escolheu determinado pronome. Sem a explicação, o aluno decora a regra e esquece no mês seguinte. Afixação real só acontece quando ele precisa justificar a escolha com suas próprias palavras. Existe também um limite importante que vale mencionar. Pronomes demonstrativos são difíceis não só por causa da norma culta, mas porque em muitos dialetos brasileiros a distinção entre este e esse simplesmente não existe. Em partes do Nordeste e do Norte, o uso de esse e aquele cobre funções que em São Paulo ou no Sul são divididas. Isso significa que alunos desses regionais podem ter dificuldade adicional e não por negligência, mas por interferência do variety linguístico deles. Tratar isso como erro e não como variante é um equívoco comum que gera frustração tanto no aluno quanto no professor.

Uma alternativa que funciona bem nesses casos é introduzir primeiro a ideia de distância relativa antes de apresentar os pronomes formais. Pedir que os alunos desenhem uma linha imaginária entre eles e o colega da carteira ao lado, marcando o que está perto de um e de outro, cria uma base concreta antes de entrar na gramática. Funciona especialmente com turmas de 5º ano que ainda pensam de forma muito concreta. O professor Guga, com quem trabalho há três anos, adotou essa técnica e reduziu o tempo de ensino de pronomes demonstrativos de três semanas para uma semana e meia, com resultados muito mais consistentes. Resumindo o que deve ser feito: comece com contexto, vá para identificação, passe para produção e finalize com correção coletiva e justificativa. Use imagens e situações reais. Adapte a atividade ao perfil da sua turma. E nunca subestime o impacto de explicar o porquê, não apenas o quê.