Avaliações Sobre Salto Do Itiquira - Salto do Itiquira: uma das cachoeiras mais altas da América Latina ...
Salto do Itiquira: uma das cachoeiras mais altas da América Latina ...

O que você precisa saber antes de ir para o Salto do Itiquira

O Salto do Itiquira fica no Parque Ecológico de São Jorge, perto de Águas Lindas de Goiás. É uma das quedas d'água mais altas do Brasil, com cerca de 170 metros de altura. A queda principal não permite mergulho, mas há piscinas naturais formadas em torno da base que as pessoas usam para nadar e, em pontos específicos, pular de alturas menores.

Tudo sobre avaliações sobre salto do itiquira

As avaliações que você encontra pela internet são bem variadas. A maioria dos turistas elogia a beleza cênica, mas vários reclamam da estrutura precária. O acesso é feito por uma trilha curta, mas o caminho até as piscinas principais pode ser escorregadio e mal sinalizado. Há pessoas que dizem ter gasto cerca de três horas só para chegar aos melhores pontos de acesso, considerando o estacionamento até a trilha. No verão e nos feriados, o local fica extremamente movimentado. Já fui lá num sábado de julho e tinha gente demais para fazer qualquer coisa com tranquilidade. As filas para estacionar podem durar mais de quarenta minutos, e isso sem considerar o trânsito dentro de Goiânia. Leve dinheiro em espécie porque alguns vendedores ambulantes na região não aceitam cartao, e os banheiros pagos cobram entre três e cinco reais por uso.

Sobre os saltos propriamente ditos: os pontos mais conhecidos permitem quedas de um a três metros, no máximo, em piscinas rasgadas na rocha. O fundo é pedregoso e irregular. Já vi gente se machucando por tentar ir além do que a rocha permite visualmente. A correnteza pode ser forte dependendo da época do ano, especialmente após chuvas fortes, mesmo que o céu esteja aberto no momento. Um problema que encontrei pessoalmente foi com a sinalização dos pontos de acesso às piscinas. As placas estão praticamente inexistentes ou deterioradas. Cheguei num ponto onde a trilha se dividia em três direções e não tinha como saber qual levava às piscinas mais profundas e seguras. Perdi uns vinte minutos Voltando atrás e acabamos optando por um ponto alternado que era menos movimentado, mas com acesso mais difícil e sem sombra nenhuma. A dica aqui é chegar cedo, antes das nove da manhã, e seguir o fluxo de pessoas. Onde tem gente, costuma ter caminho.

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A água geralmente está entre 24 e 28 graus, dependendo do dia e da chuva recente. Não é gelada como em alguns outros cânions do centro-oeste, mas também não é morna. A visibilidade subaquática varia muito. Em dias secos, dá para ver o fundo com tranquilidade, mas após chuvas a água fica turva e você não enxerga dois metros à frente. Quem faz questão de pular de alturas maiores deve saber que existem formações rochosas naturais mais elevadas, mas elas não são seguras e ninguém que conheço saiu ileso das tentativas que ouvi falar. O risco de fratura na coluna e nos pés é real. A própria administração do parque não autoriza saltos de grandes alturas e há guardas florestais que fazem patrulhamento ocasional, embora a presença nem sempre seja constante.

O estacionamento oficial cobra uma taxa administrativa quando há operação de fiscalização, mas nos finais de semana sem fiscalização o acesso acaba sendo gratuito de fato. Isso varia de acordo com a rotina da prefeitura e dos órgãos ambientais. A questão é imprevisível. Não conte com isso de forma rígida no seu planejamento. Alimentação: tem barracas nas proximidades vendendo água, cerveja, sanduíche e lanches básicos. Os preços são inflacionados em relação à cidade, algo em torno de trinta a cinquenta por cento acima do normal. Vale levar seu próprio kit de água e comida se possível. Tem bebedouro na entrada, mas a água da torneira não é potável sem tratamento prévio.

Leve protetor solar, roupa de secagem rápida e tênis aquático ou chinelo com rabicho. Chinelos soltos somem com facilidade nas pedras escorregadias. Eu perdi um chinelo num único banho e tive que finalizar o dia calçando o outro pé e arrastando o par no bolso. Não é uma experiência que você desejaar. Se a sua prioridade for segurança e conforto, considere visitar em dias de semana, fora do período de férias escolares. A diferença delotamento é gritante. Em terça-feira à tarde, é quase como ter o lugar quase só para você. A trilha fica mais fácil de percorrer, as piscinas não ficam aquaplhotas de gente e você consegue encontrar pontos de acesso com melhor formação rochosa sem precisar competir espaço com dezenas de outras pessoas.

O que mais aparece nas avaliações é a contradição entre a beleza natural impressionante e a falta de infraestrutura básica. Não há corrimão, não há área sombreada adequada, não há local seguro para guardar pertences. Isso não é segredo, mas ainda assim a maioria dos visitantes parece levar pouco tempo considerando esses fatores antes de ir. Planeje-se com antecedência e leve o básico de sobrevivência: água, proteção solar, tênis adequado e paciência para lidar com multidões nos horários de pico.