Baixos Da Tagima - Baixo Tagima TW-65 4 cordas preto com escudo tartaruga - Precision Jazz ...
Baixo Tagima TW-65 4 cordas preto com escudo tartaruga - Precision Jazz ...

Entendendo os Baixos Tagima: o que esperar na prática

Tagima é uma fabricante brasileira de instrumentos musicais que existe desde 1965. A linha de baixos deles começou a ganhar tração principalmente a partir dos anos 2000, com modelos como a série TB e os baixo de corpo sólido que competem diretamente com marcasentry-level como Cort e Squier no preço. O posicionamento deles é claro: instrumentopara quem quer custo-benefício sem abrir mão de um acabamento que não passe vergonha. O que vejo com frequência em workshops e ensaios é gente comprando um baixo Tagima pela primeira vez sem saber exatamente o que está levando. Muitos ficam surpresos com a qualidade do acabamento, outros se decepcionam com o eletrônica original. Vou listar aqui o que funciona, o que não funciona, e onde eu precisei gastar tempo extra nos meus próprios instrumentos.

Baixos da tagima: modelos principais e especificações

Os modelos mais encontrados no Brasil são a linha TB, com destaque para o TB-55, TB-700 e versões mais recentes como o TB-SM. Eles usam basicamente construction debody em faia ou mogno, pescoço de faia parafusado ou collado, e hardware genérico importado. Os captadores costumam ser single-coil ou humbucker da própria Tagima, que são unidades decentes para o preço, mas nada que rivalize com Seymour Duncan ou EMG sem troca prévia. Eu tive um TB-55 há alguns anos e ele funcionou bem por cerca de dois anos de uso intenso em bandas locais. O problema que encontrei e que não estava no manual foi com o afinador trastejado na casa 12. O intonation simplesmente não queria travar, mesmo ajustando o cavalete várias vezes. A solução foi substituir a ponte por uma modelo genérico de alumínio com selles individuais, o que custou cerca de R$ 80 e resolveu o problema na hora. Depois disso, o instrumento ficou muito mais estável.

O que funciona e o que não funciona nos baixos Tagima

Construção geral é sólida para o faixa de preço. O acabamento lakchado é razoavelmente bom e raramente vejo detalhes mal lixados ou colas aparecendo, o que já é um diferencial em comparação com alguns konkurentes asiáticos na mesma faixa. O peso costuma ser equilibrado, o que ajuda em longos sets ao vivo. A desvantagem mais comum é a eletrônica original. Os potenciômetros e capacitores padrão são de qualidade entry-level e tendem a oxidar ou ficar crock após um ano ou dois de uso regular. Eu recomendo troca preventiva se você toca com frequência e transpira nos palcos. Uma higienização simples com contato spray ajuda, mas não resolve o problema de fundo. Substituir por componentes de marca como CTS ou Sprague pode custar entre R$ 60 e R$ 120, dependendo do modelo, e geralmente melhora o sinal de forma perceptível.

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Outro ponto que muita gente não considera é o nut. As réguas de osso ou material sintético que vêm de fábrica costumam ser cortadas em massa e ficam com slot um pouco alto ou irregular. Isso gera problema de ação e afinação nas primeiras casas. Eu já vi baixos Tagima com ação tão alta na primeira casa que o jogador precisava forçar o dedão para fazer um bend. O custo de um nut novo feito sob medida fica entre R$ 40 e R$ 80 em qualquer luthier de confiança.

Dicas práticas para quem vai comprar ou já tem um Tagima

Se você está pensando em comprar um baixo Tagima usado, verifique primeiro o estado do braço e da escala. Peça fotos detalhadas das primeiras casas, porque é aí que o desgaste é mais visível. Um nut gastado demais pode ser substituído, mas se o escala estiver com depressões profundas, aí o problema é mais sério e o custo de reparo sobe. Para quem já possui um modelo e quer melhorar o som sem gastar fortuna, a troca de captadores é o caminho mais direto. Eu testei captadores da Graphtec e da Lulu naquela TB-55 e o resultado foi uma saída de sinal muito mais limpa, com menos ruído de fundo do que o original. Custou cerca de R$ 250 para os dois captadores, incluindo instalação, e fez uma diferença maior do que qualquer pedal ou pré-amp que eu tenha usado no mesmo setup.

Se o objetivo é usar o baixo em gravações profissionais, considere que o som de fábrica pode não ser suficiente para sessões exigentes. Nesse caso, a combinação de troca de eletrônica mais um set de cordas novo (eu prefiro D'Addario EXL160 ou Rotosound NS7) já eleva o nível para algo aceitável em produções independentes. Para grandes selos, aí entra a questão de upgrade completo ou troca por outro instrumento, mas isso é outra conversa. Há quem diga que baixo Tagima é só para iniciante. A experiência mostra que isso não é necessariamente verdade. O problema é que muitos músicos tratam o instrumento como descartável e não investem nos ajustes básicos que qualquer baixo nessa faixa de preço precisa. Um bom setup, trocas pontuais de componentes e manutenção regular transformam um equipamento barato em algo que funciona sem dor de cabeça. Sem esses cuidados, qualquer marca vai decepcionar.