Brincadeira De São João - 17 Brincadeiras de São João animadas e superdivertidas - Artesanato ...
17 Brincadeiras de São João animadas e superdivertidas - Artesanato ...

Como montar uma quadrilha de são joão sem cair nas mesmas besteiras todo ano

A maioria das pessoas pensa que brincadeira de são joão é só dançar quadrilha, correr atrás do burro cego e chutar o pau-da-bandeira. Na prática, organizar isso em uma escola, comunidade ou evento de bairro envolve muito mais logística do que parece. A parte que ninguém te avisa é que o sucesso não depende dos jogos em si, mas do que acontece entre eles: quem conduz, como você gerencia os tempos, e o que fazer quando tudo dá errado. Comece definindo o formato antes de qualquer coisa. Tem três modelos principais. O primeiro é a quadrilha artística, onde um casal de novios se casa no palco, os dançarinos entram em coreografias pré-definidas e os versos são ensaiados. O segundo é a brincadeira de rua, com jogos misturados espalhados pelo espaço, tipo gincana. O terceiro é o misto, que funciona melhor para a maioria dos lugares porque mantém o ritmo sem exigir coreografia elaborada. Se você está organizando para uma escola com duzentas pessoas e pouco ensaio, fuja da quadrilha artística. Ela precisa de pelo menos três semanas de repetição e um maestro de quadrilha experiente. Sem isso vira desastre em dez minutos.

Vamos falar do método de condução primeiro porque é o ponto onde a maioria falha. Um mestre de cerimônia precisa segurar um cronômetro na mão, ter uma lista de brincadeiras em ordem previsível e saber cortar uma atividade na hora sem parecer rude. A sequência que costuma funcionar em eventos de rua é: aquecimento com puxador da forrobosó, brincadeira de sorteio rápido como casamento dos palitos, um jogo ativo como corre cutia ou pescaria, intervalo de alimentação, e então a quadrilha fechando. Cada etapa deve durar entre oito e quinze minutos. Mais do que isso e o público entedia. Menos do que isso e parece apressado. O problema que eu mais vejo acontecer é com o casal de noivos. Todo mundo quer colocar os filhos ou alunos para representar, mas poucos percebem que o noivo e a noiva precisam saber decorar pelo menos quarenta versos e manter o ritmo sem travar. Eu já vi um casal esquecer o nome da noiva no meio do "sim" durante a troca de votos, o que travou toda a encenação por quase dois minutos. A solução que funcionou foi simples: dar a eles um cartão plastificado com os versos principais colado no chão do palco, visível só para quem está na frente. Não é bonito, mas evita o silêncio constrangedor que desmonta a atração inteira.

Brincadeira de são joão: os jogos essenciais e como evitar erros comuns

Dentro do universo de brincadeira de sono joão existem atividades que todo mundo conhece mas pouca gente executa direito. Vou listar as que realmente funcionam e pontuar onde os organizadores erram sempre. O casamento dos palitos é o mais subestimado. Você escreve nomes femininos em pedaços de palito e masculinos em outros, mistura tudo num saco, e cada pessoa tira um par. Quem tirar seu próprio nome paga prenda. O erro clássico é não ter palitos suficientes para o número de participantes, o que gera fila e espera. A correção é calcular um terço a mais de palitos do que o esperado e ter um reservatório pronto. Outra armadilha é deixar as pessoas conversarem durante o sorteio, o que quebra a emoção. Silêncio total enquanto cada um retira o palito faz diferença real no clima.

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A pescaria de_doces ou objetos pequenos num aquário é clássica mas tem um detalhe técnico que muitos ignoram. A vara de pescar precisa ter ímã suficiente para levantar os objetos sem escorregar. Eu usei fita magnética comum de geladeira e não funcionou para tampinhas metálicas grossas. Troquei por ímãs de neodímio pequeno, vendidos em lojas de ferragens, e a eficiência triplicou. O custo extra é de cerca de cinco reais por vara. O corre cutia exige espaço e superfície adequada. Se você fazer isso em piso irregular ou com pedras soltas, alguém vai tropeçar. A regra não escrita é limpar a área dez minutos antes e marcar o percurso com fita adesiva, mesmo que provisoriamente. Já aconteceu comigo de um participante escorregar numa laje molhada por causa de um balde virado e precisar interromper a brincadeira para cuidar de um machucado. A partir daí passei a verificar o piso com uma lanterna antes de qualquer jogo ativo, inclusive procurando buracos ou desníveis que passavam despercebidos de dia.

A adivinhação é outra que quase todo mundo executa de forma rasa. As charadas mais usadas estão tão batidas que as crianças respondem antes de você terminar de falar. A alternativa é usar charadas regionais ou enquetes ao vivo, tipo "quem já fez X" com votação por levantada de mão, o que engaja mais do que a resposta correta de um enigma decorado. Isso também elimina a pressão de saber a resposta certa e mantém o ritmo. Sobre a pinta a cauda do burro cego, há um ponto que organizações profissionais levam a sério e amadores negligenciam. O burro precisa estar fixo de verdade. Um quadro com desenho de burro preso apenas com fita adesiva em parede de alvenaria ruim cai com o primeiro impulso. Use parafusos de expansão ou fixação em vigas. E o pano que tapa os olhos precisa ser suficiente para não deixar transparência. Eu já vi gente espiando por baixo do paninho e estragando a brincadeira porque o tecido era fino demais. Panos de algodão grosso ou retalhos de jeans funcionam bem.

Tem limitações que todo mundo deveria considerar antes de apostar nesse tipo de evento. A brincadeira de são joão tradicional depende muito do tempo. Se chover durante um evento ao ar livre, metade das atividades com movimento perde o sentido. A pescaria com água vira bagunça, o corre cutia fica escorregadio, e a quadrilha externa perde o público. Ter um plano B interno, mesmo que um salão comunitário simples, faz toda a diferença entre um evento cancelado e um que segue adiante. Outro problema real é a gestão de premiação. Muitos organizadores esquecem de definir antecipadamente o que será dado de prêmio para os vencedores e terminam comprando coisas por cima da hora, gastando acima do orçamento ou entregando prêmios que não interessam a ninguém. Definir os prêmios antes com valores fixos por categoria, como cem reais para o primeiro lugar em cada jogo e cestas básicas para os jogos de participação, ajuda a controlar os gastos e evita discussões pós-evento.

A duração total de um evento completo com todas as brincadeiras costuma ficar entre duas e três horas. Menos do que isso é corrida e deixa gente para trás. Mais do que isso exige rodízio de premiações ou divisão em rodadas para não cansar o público. Eu prefiro o modelo de rodadas com intervalo, porque mantém a energia alta e permite que quem chegou atrasado não fique perdendo tudo. Se você quer montar algo rápido sem muita complicação, comece com três jogos bem executados e uma quadrilha de fechamento. Evite encher o programa de atividades que vãoamarelar por falta de preparo. Qualidade em três pontos vale mais do que dez atividades feitas às pressas e mal ensaiadas. O resultado é um evento que as pessoas lembram por ter sido divertido de verdade e não por ter sido extenso.