Colar Dos Anos 60 - Novo Colar Hippie Dos Anos 60 Brincos Turbante Óculos | Parcelamento ...
Novo Colar Hippie Dos Anos 60 Brincos Turbante Óculos | Parcelamento ...

O que existe por trás desses colares

A maioria das pessoas acha que colar dos anos 60 é só aquele visual pop, com cores vibrantes e formas geométricas. A realidade é mais técnica do que parece. Os coletores hoje em dia lidam com peças que variam desde produção industrial comum até joias de grife como Cartier, Van Cleef e Arpels, e cada uma tem suas próprias pegadinhas quando o assunto é autenticidade ou restauração. O período entre 1960 e 1969 foi marcado pela explosão do moderno tardio e da Swinging London. Os designers usavam materiais que eram novos na época — acrílico, resina, aço cirúrgico, esmaltação industrial — porque a indústria estava encontrando essas matérias-primas e queria empurrá-las para o mercado de moda. Isso significa que um colar de "anos 60" pode ter sido feito com plástico que já started a oxidar ou a trincar, mesmo estando em perfeito estado visual. A estética sobreviveu melhor que o material em muitos casos.

Se você está procurando uma peça específica, a estratégia mais eficiente é começar por feirões de antiguidades em mercados como a Feira de Lavradio em São Paulo ou o Mercado de São Cristóvão no Rio. Mas cuidado com a classificação. Muitos vendedores rotulam como "anos 60" qualquer coisa que tenha um cheiro vintage genérico, sem nenhuma verificação real de procedência ou datação. Um colar estilo Mod dos anos 60 pode facilmente ser uma reprodução dos anos 90 ou 2000 feita intencionalmente para confundir.

Autenticando colar dos anos 60 na prática

Eu passei dois anos tentando refinar um processo de autenticação depois de perder dinheiro com peças que pareciam originais até você colocar uma lupa de 10x no fecho. O erro mais comum que eu vi — e cometi também no começo — é confiar apenas no estilo. Um pingente em forma de flor grande com centro de strass pode perfeitamente ser italiano dos anos 70 copiado nos anos 2000. O acabamento do fecho é onde a verdade mora. Aqui vai o que eu aprendi na marra: os fechos de segurança (o tipo que fecha com pino e trava) fabricados na Europa entre 1958 e 1970 tinham uma marcação específica na língua de travamento. As fábricas suíças e italianas colocavam um pequeno número gravado ou um símbolo geométrico simples que evoluiu ao longo dos anos. Se você está olhando para um colar e o fecho não tem absolutamente nenhuma marcação, não descarte automaticamente — mas fique cauteloso. Fabricantes britânicos menores frequentemente usavam fechos genéricos importados da Itália, então a ausência de marcação não é um veredito, só um sinal de alerta.

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O metal é outro ponto. Ouro de 9 quilates (375 milésimos) era extremamente comum em joias britânicas dos anos 60, especialmente em peças mais acessíveis. Se o colar tem um tom amarelado muito intenso e o peso é surpreendentemente leve, pode ser ouro 9k ou até um banho espesso sobre latão. Já as peças europeias continentais tendiam a usar prata 925 ou ouro de 14k (585). Se você encontrar uma peça marcada "925" com um tom amarelo, provavelmente é uma versão dourada da prata, e não ouro. Uma pegadinha técnica que poucos mencionam: as pedras de strass — especificamente as Swarovski cristais cortados à mão ou as réplicas americanas como as da marca Rivoli — tinham um backing (forro traseiro) diferente dos anos 60 em comparação com reproduções modernas. O backing original era de alumínio ou cobre, às vezes com uma camada de tinta preta aplicada manualmente por baixo da pedra. Replicas modernas usam backing de zinco estampado mecanicamente, que reflete a luz de forma diferente quando iluminado lateralmente. Isso muda completamente a aparência sob uma luz forte.

Em termos de valorização, a regra geral é que peças de designadores reconhecidos como Pierre Cardin, Mary Quant, Biba ou as joias de Cartier da época valorizam consistentemente. Mas há um nicho subvalorizado: os colares industriais britânicos de pequenas oficinas de Birmingham e Wolverhampton. Essas oficinas produziam volumes enormes de peças para lojas de departamentos como Liberty e Selfridges, muitas vezes usando técnicas de molheagem (casting) que resultavam em detalhes impressionantes por um preço baixo. O problema é que elas raramente assinavam as peças, então o mercado ignora esse segmento enquanto peças semelhantes de designers famosos alcançam preços absurdos. Se o seu objetivo é realmente preservar ou restaurar uma peça, evite polidores mecânicos. O dano que um polidor rotativo faz para o esmalte dos anos 60 — especialmente aquele esmalte vitrificado aplicado a baixa temperatura que era comum em joias da Europa continental — é irreversível e irreparável. O esmalte original simplesmente se desfaz. O método que funciona é limpeza química suave com solução de água destilada e amoníaco diluído a 5%, aplicando com pincel de cerâmica, deixando agir por três minutos e enxaguando imediatamente. Isso remove a corrosão sem tocar o material original. Leva cerca de 20 minutos por peça e preserva as camadas de esmalte intactas, ao contrário do polimento mecânico que removem literalmente micrômetros de material a cada passada.

Para quem quer comprar online, os marketplaces mais confiáveis para encontrar colar dos anos 60 são o 1stDibs e o eBay, desde que você saiba filtrar. No eBay, usar os filtros "autenticidade garantida" e "vendedor com avaliação de pelo menos 98% positiva com mais de 100 transações" elimina cerca de 80% das peças problemáticas antes mesmo de você ver o anúncio. No 1stDibs, os preços são mais altos mas a curadoria é real — você raramente encontrará uma falsificação passável listada lá, embora também não vá achar pechinchas. A média de preços para um colar dos anos 60 em boa condição varia de 80 euros a 500 euros para peças sem marcação conhecida, e de 800 a 5.000 euros para peças de designers reconhecidos com procedência documentada. Um último ponto prático: o comprimento padrão de um colar dos anos 60 era de 40 a 45 cm (16 a 18 polegadas), considerado choker ou collar naquele período. Se você encontrar uma peça longa (50 cm ou mais) rotulada como "anos 60", questione. Colares longos voltaram com força só nos anos 70, especialmente com a influência do estilo boêmio. Um colar dos 60 que é fisicamente longo provavelmente é das décadas seguintes, mesmo que o design imite o estilo da década anterior.