Como proteger seu iPhone com senha
O procedimento para colocar senha no iphone é direto, mas tem algumas nuances que a Apple não deixa óbvias de primeira. Vamos ao passo a passo.
colocar senha no iphone
Vá em Ajustes, depois Toque ID e Código (ou só Código, nos modelos mais novos sem botão home). Toque em Alterar Código e siga as instruções na tela. Você terá a opção entre um código numérico de 4 dígitos, um de 6 dígitos ou um código alfanumérico personalizado. A maioria das pessoas escolhe o de 6 dígitos por ser o padrão, mas o alfanumérico oferece proteção significativamente maior contra ataques de força bruta. Depois de ativar, o iPhone vai solicitar o código toda vez que for desbloqueado. Isso também ativa a criptografia de dados no dispositivo. Os dados no seu iPhone são criptografados usando o chip Secure Enclave, que isola suas chaves de criptografia do sistema principal. Sem o código, ninguém consegue acessar seus dados mesmo que tenha acesso físico ao aparelho.
Aqui vai algo que pouca gente sabe: se você perder o código e não tiver uma cópia de segurança recente, não há volta. A Apple não consegue resetar seu código de acesso. O dispositivo precisa ser restaurado completamente, e você perde tudo que não estava sincronizado na nuvem ou em backup. Isso não é um exagero, é como o design funciona. Já vi gente levar um iPhone a uma assistência porque o filho brincou com o código e esqueceu. Restauração foi a única solução, e os dados tinham sido salvos no iCloud uns três dias antes. Ainda assim, perder três dias de mensagens e fotos dói. Outro ponto que as pessoas ignoram: o número de tentativas falhas é limitado. Depois de várias tentativas erradas, o iPhone começa a aplicar delays crescentes entre as tentativas e, em alguns casos, apaga todos os dados automaticamente se essa opção estiver ativada. Vá em Ajustes > Toque ID e Código > Apagar Dados para verificar se isso está ligado. Para a maioria das pessoas, recomenda-se deixar ativo. É um recurso difícil de justificar não ter.
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Se você quer facilitar a vida no dia a dia sem abrir mão da segurança, considere ativar o Face ID ou Touch ID como alternativa ao código. O código ainda será pedido pelo menos uma vez a cada 48 horas, conforme o design do sistema, mas na prática você usa biometria na grande maioria das vezes. Vale destacar que a biometria pode ser burlada em situações específicas — um parente próximo pode ter um rosto similar o suficiente para o Face ID reconhecer, por exemplo. Em geral é improvável, mas acontece. Uma coisa prática que quase ninguém considera: se você viaja muito ou trabalha em ambientes com muita luz solar direta, o Face ID pode falhar com mais frequência. Nesse caso, ter o código de reserva bem curtinho e memorizado evita que você fique travado na porta do aeroporto precisando digitar oito dígitos com as mãos cheias de bagagem. Eu uso um código de 6 dígitos com padrão geométrico no teclado numérico. Não é a coisa mais segura do mundo teoricamente, mas é rápido de digitar e fácil de lembrar quando estou correndo.