Desenhando Labubu: o guia que ninguém te conta
Labubu é aquele personagem dos The Monsters criado pelo artista Kasing Lung, com presunção de duende das florestas escandinavas. Tem orelhas pontudas, dentes afiados e aquela expressão ambígua entre malícia e ternura. Desenhar ele parece fácil na primeira vista — é basicamente uma cabeça grande, olhos redondos e um sorriso quadrado — mas tem armadilhas que fazem o desenho final parecer cartoon genérico em vez de Labubu de verdade.
como desenhar o labubu passo a passo
Começa sempre pela forma geral. Desenha um ovo invertido para o crânio, levemente mais largo no topo do que na base. As orelhas são o detalhe mais importante — elas não são pontas triangulares normais, são mais alongadas, curvadas para fora e com a ponta levemente arredondada. Se você desenha elas muito finas ou muito retas, o personagem perde a identidade visual na hora. A face precisa seguir uma proporção específica. Os olhos ficam na metade superior do rosto, bem separados, e cada um ocupa cerca de um quarto da largura total da cabeça. O nariz é praticamente inexistente — só um pequeno relevo entre os olhos e a boca. A boca é o que define o Labubu: um sorriso arredondado que se abre bastante, mostrando dois dentes frontais proeminentes que parecem pequenos molas. Os dentes não são retos, têm aquela curva característica.
O corpo é propositalmente pequeno em comparação à cabeça, seguindo o estilo chibi. Pernas curtas, braços roliços, sem muitos detalhes anatômicos. Isso é intencional. O contraste cabeça-corpo é o que dá o charme todo. Eu aprendi isso na marra. Na minha terceira tentativa de desenhar Labubu, passei duas horas inteira preocupada com a proporção do corpo quando o problema real estava nas orelhas. Elas ficaram simétricas demais, rígidas, e o desenho ficou com cara de qualquer monstro fofo do mercado. O que eu fiz foi pegar referências oficiais do Kasing Lung e medir com régua virtual o ângulo de abertura de cada orelha — a esquerda varia entre 30 e 45 graus da vertical, a direita entre 20 e 35. A assimetria proposital é o que faz funcionar.
detalhes que fazem diferença técnica
Os olhos são outra armadilha comum. Eles não são círculos perfeitos — são mais ovais, ligeiramente oblíquos, com a pupila deslocada para cima e para o lado de fora em relação ao nariz. Esse olhar torto dá aquela expressão de quem está escondendo algo. Preenche o olho todo de preto ou marrom escuro, deixa um pequeno reflexo branco no canto superior esquerdo de cada olho. Sem o reflexo, fica morto. A textura do pelo é sutil. Labubu não é peludo como um urso — tem listras horizontais sutis nas têmporas e nas bochechas, quase como marcas de lápis passadas uma vez. Nada exagerado. Se você colocar muita textura, o desenho vira outro personagem.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Para colorir, a paleta clássica varia entre tons de marrom chocolate, cinza-ardósia e bege claro. Algumas versões vêm em rosa pastel ou azul claro. O segredo é manter o tom geral uniforme, com sombreamento suave abaixo dos olhos e nas laterais da cabeça, nunca usar preto puro para sombra — um marrom avermelhado escuro funciona melhor.
ferramentas e fluxo de trabalho
Se estiver desenhando à mão, papel branco comum com lápis HB para o esboço e grafite 2B para o tracejo final resolve. Para cores, lápis de cor Faber-Castell ou Prismacolor dão boa cobertura sem brilhar demais. No digital, eu recomendo começar com uma camada de blocagem de cores antes de qualquer detalhe. Isso economiza cerca de 30 minutos em comparação a pintar tudo de uma vez. O Fluxus Art Studio, Clip Studio Paint e Procreate são opções padrão no mercado. Não tem motivo para usar algo mais complexo do que isso para esse tipo de desenho.
Um ponto que todo mundo erra: o Labubu não tem sobrancelhas. As orelhas e a forma dos olhos já comunicam a expressão suficiente. Colocar sobrancelhas adiciona uma emoção que o personagem original nunca teve — e nisso o desenho perde a essência.
quando o método não funciona
Desenhar Labubu com proporções realistas de corpo humano falha completamente. O estilo é intrinsecamente chibi e qualquer tentativa de torná-lo "mais realista" resulta em algo que não é nem o personagem original nem um retrato coerente. Se o objetivo é um boneco articulável ou uma ilustração em estilo mais maduro, o caminho é adaptar o Labubu para aquele contexto com cuidado, não forçar a anatomia realista sobre o design original. Também não funciona bem em escalas muito pequenas — em imagens de 50x50 pixels, por exemplo, os detalhes das orelhas e dos dentes ficam ilegíveis. Nesses casos, simplificar para os traços essenciais (forma das orelhas + sorriso + olhos) é mais eficaz do que tentar incluir todos os detalhes.