Sobre a grafia de Sansão
A forma correta de escrever é Sansão, com S no início, n antes do s, e til no a final. O nome próprio vem do hebraico Shimshon, que por sua vez deriva da raiz relacionada ao sol. No português, a grafia consolidada pelo uso segue essa estrutura. É um erro comum ver pessoas escreverem "Sansom" ou "Sansão" com N duplo, mas a norma culta não aceita essas variações. O dicionário Aurélio, o Houaiss e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa tous registram apenas a forma "Sansão".
Como se escreve sansão
O jeito certo é: S-A-N-S-Ã-O. Uma forma prática de fixar é lembrar que a sílaba tônica é o "são", igual à palavra "cão", e que o til indica nasalização do ditongo, não um acréscimo de letra. Enfrentei uma situação concreta numa revisão de tese doutoral em que o orientador corrigia constantemente "Sansam" como se fosse aceito, argumentando que "soa igual". A questão é que ortografia não é fonética pura. Existem homófonos no português que se escrevem de formas diferentes — "sensação" vs "censura", por exemplo — e Sansão se enquadra nessa categoria. O fato de soar como "sansom" para alguns falantes regionais não justifica alterar a grafia padrão. Usei como argumento a menção do VOCALIP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da AILP), que é a referência normativa mais direta, e o orientador aceitou a correção.
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Um detalhe que poucos percebem: quando você vê "Sansão" escrito em contextos históricos em português antigo (séculos XVI a XVIII), frequentemente aparece como "Sansao" sem til. A diacrítica com til só se consolidou como padrão ortográfico muito depois, durante as reformas do século XX. Isso explica por que algumas fontes antigas trazem grafias variantes que não devem ser adotadas hoje. Não há uma fonte de download ou aplicativo específico para aprender isso. O conhecimento está disponível gratuitamente em sites como a Folha de São Paulo (seção de redação), que tem um guia de dúvidas frequentes, ou no portal da língua portuguesa do governo brasileiro. A informação básica sobre a grafia correta também consta no site oficial da Academia Brasileira de Letras.
O problema real é que muita gente acha que saber a pronúncia é suficiente para escrever certo, e isso gera inconsistências em textos formais. Em processos seletivos e editais, erros de grafia de nomes próprios costumam ser penalizados, ainda que o candidato tenha domínio do conteúdo. É um risco evitável com duas verificações rápidas: consultar o dicionário e testar a palavra em um corretor ortográfico confiável, como o doGrammarly ou o integrado ao Google Docs.