Entendendo o básico do jogo
O Paciência (também chamado de Klondike) é jogado com um baralho padrão de 52 cartas, sem coringas. O objetivo é montar quatro pilhas base, uma de cada naipe, na ordem crescente, do ás ao rei. Cada naipe forma uma pilha separada no canto superior direito do tabuleiro. As cartas iniciais são distribuídas em sete colunas. A primeira coluna tem uma carta virada para cima. A segunda tem uma carta virada para baixo e uma virada para cima. A terceira tem duas viradas para baixo e uma para cima, e assim sucessivamente, até a sétima coluna, que tem seis cartas viradas para baixo e uma virada para cima. Sobram 24 cartas que formam o monte, empilhadas no canto superior esquerdo.
Como se joga paciência na prática
Para mover cartas da mesa, você coloca uma carta sobre outra se a carta que sobe for exatamente uma ordem menor e de cor oposta. Preto sobre vermelho, vermelho sobre preto. Um 7 vermelho sobe sobre um 8 preto. Uma 3 preta sobe sobre um 4 vermelho. A sequência deve ser decrescente e alternar cores consistentemente. Sequências inteiras de cartas encadeadas podem ser movidas juntas, desde que respeitem a regra. O monte é virado carta por carta (ou três a três, dependendo da variante). A carta revelada fica disponível para ser colocada na mesa ou diretamente na base. Quando o monte acaba, as cartas viradas retornam ao monte e o processo recomeça, mas só após você tentar usá-las.
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Um detalhe que muita gente ignora: quando uma coluna fica vazia, só um rei pode ser colocado nesse espaço. Não vale nenhuma outra carta. Isso parece óbvio, mas gera travadas constantes porque o jogador tenta encaixar um valete ou um 10 em um espaço vazio e descobre tarde demais que não pode. A minha experiência foi bem específica uma vez: estava jogando e precisava decidir entre mover uma sequência de cartas da mesa para liberar uma carta virada abaixo dela, ou guardar a sequência para usar o espaço depois. Achei que a lógica padrão diria para mover a sequência imediatamente. Na prática, isso bloqueou minha jogada seguinte porque a carta que eu queria acessar ficava presa sob outro grupo. A solução foi mover a sequência para outra coluna que tinha espaço disponível, preservando a possibilidade de acessar a carta embaixo. Só funcionou porque reservei uma coluna extra como espaço temporário.
Dicas reais de como se joga paciência que ninguém conta
A lógica mais importante não é óbvia: sempre que possível, priorize movimentos que revelem cartas viradas para baixo nas colunas. Uma carta virada que é revelada vira uma nova opção de movimento. Uma carta já virada para cima na coluna já está disponível, então não há ganho adicional em movê-la. Outro ponto: use os reis com parcimônia. Cada coluna vazia que você criar depende exclusivamente de ter um rei disponível. Se você gastar todos os reis em movimentos desnecessários, fica impossibilitado de limpar colunas no futuro. Verifique se há reis no monte ou na mesa antes de decidir virar uma carta que criaria um espaço vazio.
O monte é o ponto mais problemático. Se o monte acabar e nenhuma carta puder ser movida para a mesa, o jogo está travado. Isso acontece com frequência porque você gastou todos os reis disponíveis em movimentos apressados e agora não tem para onde colocar as colunas vazias. A solução básica é simples, mas exige disciplina: antes de virar uma carta do monte, verifique se existe um rei livre para preencher qualquer coluna que possa ficar vazia. Também vale considerar que existem variantes do jogo com regras diferentes. O Paciência Klondike padrão permite virar três cartas do monte por vez, mas algumas versões permitem virar apenas uma. A variante de virar uma carta é significativamente mais fácil, mas também menos desafiadora. Se você está tendo muita dificuldade, experimentar a variante de uma carta pode mudar bastante a taxa de vitória.