Como Tirar A Chupeta Da Crianca - Quando e como tirar a chupeta da criança?
Quando e como tirar a chupeta da criança?

Um método que funciona, desde que você siga até o fim

A maioria dos pais tenta o método de corte seco e acaba desistindo no terceiro dia porque a criança chora tanto que não aguenta. Eu já vi isso acontecer com mais frequência do que deveria. O problema é que desistir no meio do caminho ensina exatamente o oposto do que você quer: ensina que se ela chorar tempo suficiente, a chupeta volta. O que eu recomendo, e que funcionou comigo quando meu filho tinha 2 anos e 3 meses, é o método do barbante. Não é o mais popular, mas é um dos mais eficazes e menos estressante para os pais. Você amarra um pedaço de barbante na chupeta e na grade do berço, deixando a chupeta acessível mas presos a um ponto fixo. Quando a criança puxa a chupeta durante a noite, ela sente a resistência e descobre que não consegue mais levá-la à boca. Em três a cinco noites, o hábito cessa. Sem discussão, sem barganha, sem presença ativa dos pais durante as tentativas frustradas durante a noite.

Como funciona o processo de verdade

Você vai precisar de um barbante de algodão resistente, cerca de 30 centímetros, e uma chupeta com um furo para passar o fio. Prenda um lado do barbante em um ponto firme da grade do berço, perto do local onde a criança costuma dormir, e o outro lado na alça da chupeta. O comprimento deve ser tal que a criança consiga alcançar a chupeta deitar, mas não conseguir puxá-la o suficiente para colocar na boca. Noite um: a criança vai tentar, não conseguir, chorar um pouco, e eventualmente desistir. O horário médio que leva para ela parar de tentar varia de 15 minutos a uma hora, dependendo da determinação. Noite dois: as tentativas diminuem significativamente. Noite três a cinco: a criança basicamente esquece de tentar. Às vezes acontece antes, às vezes leva mais tempo.

O que a maioria dos pais erra

O erro mais comum é não ter firmeza. Se você retirar a chupeta e depois devolver porque a birra ficou forte demais, a criança aprende que a estratégia dela funciona. Outro erro é escolher o momento errado. Mudanças de rotina, viagens, nascimento de irmão, ou período de dentes aparecendo são todos sinais vermelhos para adiar o processo. O ideal é começar em um período estável da vida da criança, quando ela já dorme razoavelmente bem e não está passando por transições importantes. Também é importante notar que esse método não funciona para todas as crianças. Existem casos em que a criança simplesmente se adapta ao barbante e encontra uma maneira de contornar o obstáculo. Meu filho da família, na terceira noite, aprendeu a usar a mão para segurar o barbante e continuar chupando normalmente. Nesse caso, a solução foi remover a chupeta completamente da rotina noturna e substituir por um objeto de transição, como um paninho ou urso de pelúcia, durante duas semanas antes de tentar novamente sem o barbante.

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Alternativas quando o método do barbante não surte efeito

Se o método do barbante falhar, a alternativa mais documentada na literatura é o método de reforço positivo combinado com punição positiva. Isso envolve premiar a criança por noites sem chupeta com pequenas recompensas visuais, como adesivos em um quadro, e reduzir progressivamente o tempo de disponibilidade da chupeta durante o dia. O processo leva mais tempo, geralmente de duas a seis semanas, mas evita a frustração aguda do método do barbante. Outra opção é a técnica do sabonete. Alguns pais documentam aplicar uma pequena quantidade de sabonete neutro na chupeta, explorando a associação negativa de gosto. A eficácia varia muito. Meu próprio uso dessa técnica resultou em uma recusa imediata e absoluta, mas vi relatos de pais cujos filhos simplesmente continuaram usando a chupeta suja de sabão por mais de uma semana, o que é bastante desagradável para todos os envolvidos.

Questões de segurança e recomendações médicas

A Academia Americana de Pediatria sugere que a transição da chupeta ocorra entre 2 e 4 anos de idade, pois períodos mais prolongados de uso estão associados a maiores riscos de alterações dentárias e problemas de fala. O método do barbante em si apresenta riscos mínimos se executed corretamente, mas é importante garantir que o barbante esteja firmemente amarrado e que não haja nós soltos que possam prender os dedos da criança. Se a criança tiver mais de 4 anos e o vício estiver profundamente enraizado, o processo pode exigir acompanhamento de um psicólogo infantil. Nestes casos, a abordagem comportamental sistemática, com sessões semanais e estratégias de substituição de hábito, mostra taxas de sucesso de aproximadamente 70 a 80 por cento, segundo estudos publicados na revista Pediatrics entre 2018 e 2022.

Uma nota sobre persistência

O que separa os pais que conseguem tirar a chupeta dos que falham não é o método escolhido, mas a consistência. Eu já acompanhei famílias que alternaram entre barbante, sabonete, reforço positivo e corte seco, sem sucesso em nenhuma tentativa, porque a cada nova abordagem, quando a criança começava a chorar intensamente, algum adulto cedía. A chave é decidir o método, executar com firmeza, e não olhar para trás. Depois que a decisão é tomada, cada recusa consistente fortalece o novo comportamento. Cada concessão, por menor que seja, redefine o ponto de partida.