Elementos Da Conclusão Enem - Os 4 elementos para a conclusão perfeita! | Enem, Redação enem dicas ...
Os 4 elementos para a conclusão perfeita! | Enem, Redação enem dicas ...

A conclusão da redação ENEM não é um resumo, é o momento mais valioso da sua nota

Muitos alunos tratam os últimos parágrafos como se fossem uma forma de encerrar o texto sem esforço. Achei isso há anos, corrigindo provas. O problema é que a conclusão carrega elementos que definem se você vai ficar na média ou subir para os 800, 900. Vou explicar o que funciona na prática, não o que está nos manuais.

elementos da conclusão enem

A estrutura da conclusão no ENEM é fixa. Ela precisa começar com um conectivo de conclusão: portanto, assim, logo, diante disso, ou equivalente. Não use "finalmente" ou "concluindo". Esses soam artificiais. Depois do conectivo, você retoma brevemente a tese discutida ao longo do texto. Não repita argumentos inteiros. Um parágrafo, duas frases. Em seguida, a proposta de intervenção, que é o coração da competência 5. Os cinco subelementos obrigatórios são: agente (quem executa), ação (o que será feito), meio/modo (como será feito), detalhamento (um complemento específico) e efeito (o resultado esperado). Se faltar um desses, a correção penaliza diretamente. Já vi corretores zerarem detalhamento porque o candidato escreveu "o governo deve investir em educação" sem especificar onde, como ou para quem. Vago demais. Um detalhe que poucos mencionam: o detalhamento precisa ser factível dentro do escopo da proposta. Se você fala que a prefeitura deve criar um programa de reciclagem, o detalhamento não pode ser "implementar usinas de triagem em todos os municípios do estado". Isso foge da alçada da prefeitura. Já corrigi várias redações em que o agente e o detalhamento entravam em conflito direto. O corretor marca automaticamente because a inconsistência é evidente.

O que realmente importa na prática

A proposta de intervenção não precisa ser original. Os corretores esperam soluções plausíveis, não invenções revolucionárias. O que separa uma proposta nota mil de uma nota 700 é a consistência entre os cinco elementos e a capacidade de linkar cada um ao argumento desenvolvido no desenvolvimento. Se você falou de descaso governamental no D1 e não propõe nenhuma ação estatal na conclusão, há uma desconexão lógica que baixa a nota da competência 5. Outro erro comum é usar fórmula pronta sem adaptação. "Devemos conscientizar a população" aparece em milhares de redações por ano. A frase em si não é proibida, mas soa genérica demais. Substitua por algo como "campanhas de sensibilização veiculadas em redes sociais e unidades básicas de saúde, sob responsabilidade do Ministério da Saúde, com o objetivo de reduzir em 30% os casos de dengue em dezesseis meses". Mais concreto, mais detalhado, mais fácil de pontuar. Eu já tive uma prova em que o candidato propunha "incentivar a prática esportiva nas escolas" e o detalhamento era simplesmente "com aulas de futebol". Sem agente claro, sem modo, sem efeito mensurável. Notei a lacuna na hora. A proposta ganhou 160 dos 200 pontos possíveis na competência 5, não menos.

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Erros que custam pontos que ninguém percebe

Existem nuances que parecem pequenas mas mudam a nota. A primeira é a repetição excessiva de conectivos. Se você já usou "portanto" no segundo parágrafo, não repita na conclusão. Varie. A segunda é a falta de coesão lexical. Falar de "problema" no D1 e "questão" na conclusão é aceitável, mas criar sinônimos forçados como "epicentro do mal-estar social" soa artificial e chama atenção negativa. A terceira é propor algo já implementado. Se o tema é alfabetização de jovens e adultos e a proposta é "criar o Brasil Alfabetizado", isso é ineficaz porque o programa já existe desde 2003. O corretor sabe. Ele nota quando a proposta não acrescenta nada novo ao cenário factual. Há também o caso em que o aluno propõe ação de múltiplos agentes sem diferenciar as responsabilidades. "Governo, escola e família devem agir juntos" é uma frase bonita que não tem valor prático para a correção. Cada agente precisa ter uma ação específica e delimitada. Eu já corrigi redações em que a proposta parecia um manifesto político, não uma intervenção concreta. A nota caiu porque não havia como executar o que foi proposto.

Um roteiro que economiza tempo

Na hora da prova, reserve aproximadamente dez minutos para a conclusão. Use os primeiros dois para revisar rapidamente os argumentos do desenvolvimento e garantir que a proposta esteja alinhada. Dois minutos para estruturar os cinco elementos em tópicos mentais. Seis minutos para escrever com cuidado, revisando ortografia e coesão. Eu costumo recomendar que os alunos treinem isso antes do exame com cronômetro. A pressão do tempo faz muitos abandonarem o detalhamento porque sentem que estão acabando. Treinar a estrutura pronta evita esse colapso. Se quiser praticar, existem bancos de redações notas mil disponíveis gratuitamente no site do INEP e em portais educacionais. Leia as conclusões dessas provas e identifique os cinco elementos. Anote agente, ação, meio, detalhamento e efeito em cada uma. Leva cerca de vinte minutos por redação. Após dez exemplos, o padrão se torna reconhecidamente automático. É mais eficiente do que escrever cinquenta propostas do zero sem referência.

Quando a estrutura tradicional não funciona

Nem sempre o modelo padrão é a melhor escolha. Redações com temas muito abstratos, como filosofia ou questões de ética contemporânea, às vezes se beneficiam de uma conclusão mais argumentativa do que propositiva. Isso não significa abandonar a intervenção, mas sim apresentá-la de forma menos esquemática. Um exemplo que me lembro: um candidato sobre o debate sobre inteligência artificial escreveu uma conclusão que integrava a proposta ao raciocínio filosófico em vez de separá-la em tópicos rígidos. A proposta estava lá, mas envolta em argumentação. Ainda assim, os cinco elementos estavam presentes. Isso funcionou. Não recomendo como regra, mas mostra que a rigidez excessiva pode prejudicar mais do que ajudar quando o tema permite flexibilidade. O que resta é prática constante e revisão honesta das próprias produções. Os elementos da conclusão do ENEM são objetivos. A aplicação deles exige leitura atenta, vocabulário preciso e consciência do que é factível. Não existe truque de dez segundos que resolva tudo. O que existe é treino bem direcionado e a capacidade de reconhecer onde você está errando antes da correção final.