Quem participou da produção e o que funciona na prática
O elenco de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel é mais complexo do que parece numa lista de créditos. Peter Jackson montou algo que muitos consideram referência em casting para produções de fantasia, e entender como isso foi feito ajuda bastante se você precisa montar algo similar ou está apenas estudando a coisa por trás das câmeras.
Elenco de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Elijah Wood interpreta Frodo Bolseiro. Viggo Mortensen é Aragorn. Ian McKellen vem como Gandalf. Sean Bean aparece como Boromir. Liv Tyler faz Arwen. Cate Blanchett é Galadriel. Hugo Weaving é Elrond. John Rhys-Davies dá vida ao Snaga (sim, o orco) e também faz a voz do Gollum. Andy Serkis, claro, captura o movimento de Gollum sob o traje. Shalom Brunker-Frale é Merry. Dominic Monaghan é Pippin. Billy Boyd é Denethor, embora muitos confundam com Pippin porque aparecem juntos o tempo todo. Orlando Bloom é Legolas. Bernard Hill é Théoden. O problema real começa quando você tenta verificar a escalação de atores mirins e efeitos visuais. Há uma confusão constante entre quem era dublê de ação, quem fazia motion capture e quem simplesmente aparecia em close-ups. Eu passei horas tentando diferenciar os vários atores que vestiram trajes de Hobbits nas cenas amplas até descobrir que, na maior parte, eram os próprios atores principais com preenchimento digital.
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Outra questão é a escolha de nomes e personagens que não seguem a pronúncia original dos livros. Os dubladores brasileiros fizeram escolhas que alguns fãs rejeitam, então quando você pesquisa no português do Brasil, encontra informações contraditórias sobre quem interpreou quê. A solução que eu uso é sempre cross-reference com a Wikipedia em inglês e depois confirmar com os créditos finais do filme, que são mais precisos do que qualquer fórum. A escalação dos Hobbits foi particularmente complicada. Andy Serkis era novo em motion capture naquela época, então Peter Jackson teve que trabalhar com um técnico específico de captura facial chamado Alex Funke. Isso gerou retrabalho nas cenas finais que atrasou a pós-produção em semanas.
Um detalhe que pouca gente nota: muitos dos atores elfos tinham experiência prévia com teatro clássico britânico, não com ação. Orlando Bloom, por exemplo, havia atuado principalmente em dramas antes daquele papel. Jackson preferia isso porque queria um tom mais sóbrio para os Elfos, diferente do que a indústria esperava num filme de fantasia. A desvantagem óbvia desse método de casting é que alguns atores tiveram dificuldades com os diálogos em sindarin e quenya, exigindo rodagens extras para as tomadas com legenda. Se você está estudando isso para algum projeto próprio, considere contratar um linguista dès início para evitar retrabalho que pode custar caro em produções reais.
Existe também uma lista completa dos atores coadjuvantes nas versões estendidas, mas ela cresce exponencialmente e muitas fontes online têm informações desatualizadas. Eu recomendo o site IMDb como referência primária, mas sempre verificando a data da última atualização, porque há edições que foram corrigidas anos depois. O orçamento inicial do elenco ficou em torno de US$ 55 milhões dos cerca de US$ 93 milhões totais, mas com os efeitos visuais e o tempo adicional de gravação, esse valor subiu consideravelmente nas rodagens secundárias na Nova Zelândia.