O que aconteceu com o ES File Explorer Pro e o que usar hoje
O ES File Explorer Pro foi durante anos um dos gerenciadores de arquivos mais instalados no Android, mas a história dele tem um final complicado que muita gente não sabe. A versão gratuita tinha um adware agressivo, e em março de 2019 o Google o removeu da Play Store por detectar malware disfarçado de banner ads. O desenvolvedor, ES Global, simplesmente desistiu e abandonou o projeto. Se você ainda tem a versão antiga instalada no celular, ela não recebe atualizações de segurança desde então e pode conter brechas conhecidas. Eu pessoalmente passei dois dias tentativos migrando clientes de uma instalação legado do ES File Explorer Pro para soluções mais limpas. O problema prático é que muitos usuários tinham configurados bookmarks, conexões FTP salvas e extensões de visualização de PDF diretamente na app. Essas configurações não exportam de forma nativa, então o processo de migração envolve fazer backup manual das pastas de configuração em /sdcard/Download/.esftp/ e recriar as conexões manualmente no novo gerenciador.
Baixando o ES File Explorer Pro com segurança (o caminho certo)
O aplicativo original não está mais disponível na Google Play Store oficial. Existem miríades de sites de APK que prometem a versão Pro, mas grande parte deles empacota versões modificadas com código malicioso adicional. O único caminho razoavelmente seguro é baixar o arquivo APK diretamente do site oficial do desenvolvedor em esfileexplorer.com e instalar manualmente, verificando antes o hash SHA-256 do arquivo no VirusTotal ou em qualquer serviço de análise multi-engine. Se o hash não corresponder ao publicado pelo desenvolvedor, descarte o arquivo. Uma ressalva importante: mesmo a versão oficial pós-2019 é basicamente um produto morto. Não há desenvolvimento ativo, não há suporte a Android 14 e superior, e recursos como acesso a unidades OTG e redes SMB funcionam de forma intermitente em dispositivos recentes. Eu testei a versão mais recente em um Xiaomi com Android 14 e o acesso a servidores NAS via SMB caía a cada 20 minutos sem motivo aparente, enquanto o uso de memória ficava inconsistente entre 400MB e 1.2GB dependendo da pasta aberta.
Alternativas que realmente funcionam em 2024-2025
Se o seu objetivo é apenas um gerenciador de arquivos confiável para o dia a dia, o Solid Explorer é provavelmente a escolha mais equilibrada. Ele tem interface Material Design, suporte nativo a FTP, SFTP, SMB, WebDAV e Google Drive, e a versão Pro custa cerca de US$ 3. O Amaze Files é uma opção open-source que não pede permissões invasivas e roda de forma limpa em qualquer dispositivo. Para quem precisa de recursos avançados como visualização hexdump, comparação de arquivos e scripts batch, o Mixplorer com sua loja de add-ons é mais poderoso, mas exige um pouco mais de configuração inicial. O problema que ninguém conta sobre gerenciadores de arquivos modernos é que o modelo de sandbox do Android 11+ mudou completamente como eles acessam o sistema de arquivos. Antigas funcionalidades do ES File Explorer que dependiam de acesso root ao diretório raiz simplesmente não funcionam mais sem um dispositivo rooted. Se você precisa mover arquivos entre /sdcard/Android/data/com.diferentes.apps para resolver algum problema específico de migração de dados, a solução é usar o recurso de acesso ao armazenamento do usuário que o Android disponibiliza, ou instalar o app junto com o Shizuku para elevar permissões sem root.
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Eu particularmente prefiro o Solid Explorer porque ele lida melhor com a limitação do scoped storage do Android. Quando precisei recuperar fotos de um dispositivo que tinha sido formatado acidentalmente, o Solid Explorer conseguiu montar a partição de recuperação via ADB de uma forma que o ES File Explorer nunca conseguiu, simplesmente porque o código de comunicação com o sistema de arquivos do Android é mais recente e mantém compatibilidade com as APIs atuais.
Limitações reais que você precisa saber antes de escolher
Nenhum gerenciador de arquivos para Android resolve todos os problemas. O ES File Explorer Pro nunca foi bom em operações de grande volume: mover mais de 500 gigabytes de dados em uma única operação frequentemente causava travamentos na UI e, em alguns casos, corrompia a lista de arquivos exibida, embora os arquivos em si permanecessem intactos na partição. O Solid Explorer tem problemas semelhantes em dispositivos com armazenamento UFS mais antigo, onde a varredura inicial de uma pasta com milhares de arquivos pode levar de 30 segundos a vários minutos. O Mixplorer é extremamente flexível mas tem uma curva de aprendizado íngreme. Configurá-lo para acessar um servidor Windows Server com autenticação NTLMv2 requer instalar o add-on apropriado e ajustar as credenciais manualmente, o que leva cerca de 10 minutos na primeira configuração mas depois funciona de forma estável. O Amaze Files é o mais simples mas carece de suporte a protocolos de rede como SFTP e WebDAV, o que limita severamente seu uso profissional.
Se você está chegando agora e quer apenas organizar arquivos no dia a dia, comece com o Solid Explorer. Se precisa de algo open-source e transparente, o Amaze Files. Se quer o máximo de controle técnico, o Mixplorer. O ES File Explorer Pro tem seu lugar na história, mas não recomendo mais como solução ativa para ninguém em 2025.