Exercício Tipos De Sujeito - Exercício tipos de sujeito - Português
Exercício tipos de sujeito - Português

Identificando os tipos de sujeito na prática

Muita gente travada em exercício tipos de sujeito porque começa pela regra decoreba e não pelo método de análise. Eu já vi aluno decorar que sujeito oculto é aquele que "está subentendido" e errar 80% das questões só por isso. O problema é que agramática portuguesa tem mais nuances do que os manuais resumo bem.

Como eu faço para identificar o sujeito rapidamente

O método que eu uso é o mesmo que funciona na correção de provas: primeiro acha o verbo, depois pergunta "quem ou o quê praticou a ação". A ordem não importa. O sujeito pode vir antes, depois ou intercalado ao verbo. Comece isolando o núcleo verbal. Depois, faça a concordância. Se o verbo está na terceira pessoa do plural e você não encontra nenhum substantivo ou pronome explícito no período, provavelmente se trata de sujeito indeterminado ou oração sem sujeito. A diferença entre os dois é o que causa a confusão na maioria das bancas. Um caso específico que eu lembro: numa correção de redação do ENEM, veio uma questão com "Consideraram-se necessário os ajustes". A banca classificou como sujeito indeterminado, mas alguns colegas meus marcaram oração sem sujeito. Eu analisei o verbo no particípio e percebi que "ajustes" era o sujeito paciente, deslocado para o final. O verbo deveria concordar: "Consideraram-se necessários os ajustes". Quando a concordância não existe no original, aí sim há indeterminação. Esse tipo de pegadinha aparece com frequência em exercício tipos de sujeito de provas mais antigas, e a maioria dos alunos não nota a concordância particípida.

Os quatro tipos de sujeito, explicados sem enrolação

Sujeito simples: tem apenas um núcleo, que pode ser um substantivo, pronome ou qualquer termo substantivado. Exemplo: "O diretor aprovou o pedido." Um núcleo, verbo no singular, ponto encerrado. Sujeito composto: dois ou mais núcleos compartilhando o mesmo verbo. Exemplo: "Maria e João chegaram atrasados." A Concordância vai para a terceira pessoa do plural. Nada de complicar. Só atenção para quando os núcleos são ligados por "ou" — aí o verbo pode ficar no singular se a ideia for de exclusão.

Sujeito oculto (elítico): não está escrito, mas dá para recuperar pela desinência verbal ou pelo contexto. Exemplo: "Fomos ao teatro ontem." Quem fomos? Nós. A desinência "-mos" revela. O perigo aqui é confundir com sujeito indeterminado. A regra prática: se dá para perguntar "quem?" e a resposta está na morfologia do verbo, é oculto. Se não dá, é indeterminado. Sujeito indeterminado: não se quer ou não se pode identificar quem praticou a ação. Marka-se com verbo na terceira pessoa do plural sem sujeito explícito, ou com se + verbo na terceira pessoa do singular. Exemplo: "Precisa-se de funcionários." Aqui o "se" é partícula apassivadora ou índice de indeterminação do sujeito, depende da análise. Se o verbo permite voz passiva analítica, é indeterminação com se. Se não permite, a construção pode ser diferente.

Oração sem sujeito: o verbo não tem agente porque a ocorrência é natural, factual ou existencial. Verbos como chover, nevar, bater, haver (no sentido de existir) e estar/ser indicando hora. Exemplo: "Chovia muito." Não tem sujeito. Nunca force um sujeito ali. Banca adora colocar "isso" ou "clima" como sujeito de "chove". Não tem. É oração sem sujeito.

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Pegadinhas que todo mundo erra

A primeira pegadinha clássica é o verbo "haver" no sentido de existir. "Houve muitos problemas." Muitos podem marcar que o sujeito é "muitos problemas", mas o correto é oração sem sujeito. "Haver" aqui é impessoal. O complemento é objeto direto, não sujeito. Essa confusão aparece em praticamente todo exercício tipos de sujeito de nível médio. A segunda é a locução verbal com verbo impessoal. "Começou a chover." O verbo principal é impessoal, então a oração inteira é sem sujeito. Aluno costuma pegar "chorover" como sujeito por achar que é infinitivo substantivado. Não é. É verbo impessoal mesmo.

A terceira, e a mais traiçoeira, é o sujeito ligado por preposição. "Foiele atribuída a culpa." Parecia sujeito, mas "a culpa" é objeto direto de patético. O verbo "atribuir" rege objeto direto da coisa e indireto da pessoa. A estrutura está na voz passiva sintética. Diferença sutil que faz o aluno trocar o tipo de sujeito completamente.

Resumo rápido para usar no dia da prova

Verbo no início do período não significa sujeito posposto automaticamente. Sempre faça a pergunta "quem ou o quê?". Verbo no singular com sujeito aparente no plural pode indicar oração sem sujeito, não sujeito composto. Verbo "ser" como predicativo exige atenção redobrada: "O Brasil é um país grande." Sujeito é "o Brasil", não "país grande". "As flores são bonitas." Sujeito é "as flores". O predicativo nunca é sujeito. Quando o exercício apresentar frase com "é que" em destaque, cuidado. "Fui eu quem chegou." O sujeito é "eu". O "quem" é pronome relativo e concorda com o antecedente. Já "Foi ele quem venceu." Mesma lógica. Sujeito é o termo antes do "quem".

Material para praticar exercício tipos de sujeito

Se você quer um caderno de exercícios com gabarito comentado, posso indicar onde encontrar material organizado por tipo de sujeito. Busque por "exercício tipos de sujeito com Gabarito PDF" nos sites de cursinhos preparatórios reconhecidos. Os mais confiáveis costumam separar por banca examinadora, o que ajuda porque cada uma tem seu padrão de cobrança. FGV gosta de sujeito oculto com pronome de tratamento. Cesgranrio cobra muito oração sem sujeito com verbo haver. Vunesp adora sujeito composto com núcleos ligados por "ou". Também dá para criar seu próprio banco de frases. Pegue manchetes de jornal e analise o sujeito de cada uma. É rápido e treina o olhar para estruturas fora da ordem direta. Em uma hora você faz cerca de vinte análises e já fixa o padrão. O ganho real é a velocidade de identificação, não a decoreba de definições.

Quando o método falha

Não existe método infalível. Frases com verbo no futuro do pretérito ou no subjuntivo podem criar ambiguidade de sujeito em certos contextos, especialmente em textos jornalísticos mal estruturados. Nesses casos, a melhor saída é considerar o contexto completo e as marcas de concordância do restante da oração. Se tudo indicar indeterminação e não houver evidência de sujeito oculto, marque indeterminado. É melhor errar pelo excesso de cautela do que forçar um sujeito que não existe. Outro ponto: exercícios mal elaborados existem. Já corrigi cadernos com gabaritos contraditórios, onde a mesma estrutura era classificada de duas formas diferentes em questões vizinhas. Se você se deparar com isso, anote e questione. Na maioria das vezes, a banca revisa, mas nem sempre.