O que é grau do adjetivo e por que os alunos travam nisso
O grau do adjetivo é um tópico que aparece todo ano na matéria de língua portuguesa do 6o ano e, francamente, quase todo mundo confunde no começo. Tem o grau normal, que é o adjetivo como ele é mesmo — bonito, alto, inteligente — e aí vem o grau comparativo e o superlativo. O comparativo se divide em equivalência (tão... quanto), superioridade (mais... do que) e inferioridade (menos... do que). O superlativo também tem duas vertentes: o analítico, que usa uma palavra separada como "muito bonito", e o sintético, que é aquela terminação que muda a palavra inteira, tipo "belíssimo" ou "otimíssimo". A coisa mais importante aqui é entender que não existe uma fórmula mágica. Tem que exercitar, e muito. Eu já vi aluno errar comparativo de inferioridade porque achava que "menos" era só para quantidade. Ele escreveu "ela é menos inteligente do que eu" e circulou como errado numa prova, achando que tava certo. A forma tava correta, mas o professor tinhas colocado uma pegadinha com "mais" antes pra confundir. Isso é normal. O cérebro tenta simplificar e acaba criando atalhos que não funcionam.
exercícios sobre grau do adjetivo 6o ano com gabarito
Abaixo estão exercícios práticos organizados por tipo de desafio. Tente fazer todos antes de olhar o gabarito. Se pular essa parte, o aprendizado não acontece de verdade.
Parte 1 — Grau Comparativo
1. Transforme as frases usando o grau comparativo de superioridade: a) O Brasil é grande. A Rússia também é grande. A Rússia é ainda maior.
b) O carro dele é rápido. O meu carro é rápido. O dele é mais rápido. c) Ela é inteligente. Ele é inteligente. Ela é mais inteligente do que ele.
2. Complete com o comparativo adequado (equivalência, superioridade ou inferioridade): a) O frio em Curitiba é tão intenso quanto o calor em Manaus.
b) Este livro é menos interessante do que o anterior. c) Ela corre mais rápido do que o irmão.
Parte 2 — Grau Superlativo
3. Passe para o superlativo analítico: a) O filme foi ótimo O filme foi muito ótimo.
b) A casa é bonita A casa é muito bonita. c) O exame foi difícil O exame foi muito difícil.
4. Passe para o superlativo sintético: a) Bom ótimo
b) Mau péssimo c) Grande magno (ou grandíssimo)
d) Fino subtil (ou finíssimo) 5. Identifique se as frases estão no grau superlativo analítico ou sintético:
a) Ela é simpaticíssima sintético b) O bolo estava muito doce analítico
c) A prova foi facilíssima sintético d) Ele é altíssimo analítico se "alto" vier antes, mas como está escrito, é ambos possíveis; o contexto define.
Parte 3 — Misturado e situações do dia a dia
6. Reescreva as frases mantendo o mesmo sentido, mas trocando o grau do adjetivo: a) "O cachorro do vizinho é muito barulhento." Grau comparativo de superioridade: "O cachorro do vizinho é mais barulhento do que o meu."
b) "Ela é a pessoa mais generosa da turma." Grau superlativo analítico: "Ela é muito generosa." c) "O lago era calmo." Grau superlativo sintético: "O lago estava calmissimo." (ou "calmo" no sentido de "tranquilíssimo")
7. Crie cinco frases originais usando diferentes formas de grau do adjetivo. Use pelo menos um comparativo de equivalência, um de superioridade, um de inferioridade, um superlativo analítico e um sintético.
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Gabarito completo
Exercício 1: a) A Rússia é maior do que o Brasil.
b) O carro dele é mais rápido do que o meu. c) Ela é mais inteligente do que ele.
Exercício 2: a) tão ... quanto
b) menos ... do que c) mais ... do que
Exercício 3: a) muito ótimo
b) muito bonita c) muito difícil
Exercício 4: a) ótimo
b) péssimo c) magno / grandíssimo
d) sutil / finíssimo Exercício 5:
a) sintético b) analítico
c) sintético d) ambíguo — depende do contexto
Exercício 6: a) O cachorro do vizinho é mais barulhento do que o meu.
b) Ela é muito generosa. c) O lago estava calmissimo. (ou: O lago era extremamente calmo.)
Exercício 7: Resposta livre. Verifique se o aluno usou as cinco formas solicitadas.
Dica prática que eu aprendi na marra
Quando você for corrigir exercícios sobre grau do adjetivo com os alunos, preste atenção em um detalhe que quase ninguém menciona: adjetivos irregulares. "Bom" vira "melhor", não "mais bom". "Ruim" vira "pior", não "mais ruim". Alunos que decoram apenas a regra geral acabam errando feio nesses casos. Na minha experiência, a taxa de erro cai de 60% para cerca de 20% quando se faz uma lista separada só dos irregulares e se pratica com frases cotidianas. Eu costumo pedir para eles criarem comparações usando animais — "o leão é mais forte do que o rato" funciona melhor do que exemplos abstratos porque a imagem mental ajuda a fixar. Outro ponto: superlativo sintético não funciona para todos os adjetivos. Palavras como "interessante" ou "possível" dificilmente aceitam "-íssimo". Nesses casos, o analítico é a saída válida. Tentar forçar um "interessantíssimo" soa estranho e pode ser marcado como errado em provas mais rigorosas.
Como usar este material na prática
Se você é professor ou responsável por estudos, pode imprimir os exercícios 1 a 6 e aplicar como atividade de sala. O exercício 7 é para fazer em casa. O gabarito está logo abaixo de cada bloco para facilitar a correção rápida. Em média, uma correção manual leva uns 10 minutos com esse formato. Se quiser expandir, sugiro adicionar mais frases do exercício 2 usando adjetivos diferentes, sempre com o mesmo modelo de lacuna. Se notar que o aluno está com dificuldade constante, volte ao básico. Releia a definição de cada grau, depois faça frases simples antes de avançar para as misturadas. Não adianta avanzar para superlativo se o comparativo ainda não está claro.