Os jogos de Inuyasha que valem o tempo
Vou ser direto. A franquia Inuyasha tem uma porrada de jogos espalhados por consoles Sony dos anos 2000, e a maioria deles é razoavelmente ignorada hoje em dia. Se você está procurando inuyasha jogos para jogar, precisa saber o que cada um entrega, porque o catálogo é desuniforme. Não adianta pegar qualquer um e torcer. Os principais jogos lançados são:
- Inuyasha: A Feudal Fairy Tale — PS1, 2000
- Inuyasha: The Secret of the Cursed Mask — PS1, 2001
- Inuyasha: Endless Dream — PS2, 2003
- Inuyasha: A Feudal Fairy Tale 2 — PS2, 2004
Tem também alguns jogos de navegador e mobile que surgiram depois, mas a qualidade cai bastante a partir dali. O que realmente importa são os dois da PS1 e os dois da PS2.
inuyasha jogos no PS1 vs PS2: o que muda
O primeiro jogo, A Feudal Fairy Tale, é um RPG de turno simples. Você controla o Inuyasha e mais dois companheiros, enfrenta inimigos em batalhas por turnos e avança pela trama principal do anime. É básico. Muito básico. A trilha sonora é decente e os personagens falam com as vozes japonesas originais, o que já é um diferencial. O segundo da PS1, The Secret of the Cursed Mask, muda o formato. Em vez de um RPG linear, é um jogo de aventura com exploração de mapas e puzzles. A jogabilidade é um pouco mais envolvente, mas a dificuldade sobe de forma desigual. Tem fases que são triviais e outras que travam você por horas sem sinal claro do que fazer.
Já os jogos de PS2 são onde a coisa fica interessante. Endless Dream é um action-adventure com combos, habilidades especiais desbloqueáveis e uma trilha sonora que usa temas do anime. Não é um Dynasty Warriors, mas funciona como um hack-and-slash amador. A história original não segue o anime, o que pode irritar puristas, mas serve como conteúdo extra. O quarto jogo, A Feudal Fairy Tale 2, volta ao formato de RPG de turno mas com sistemas mais refinados. Sistema de habilidades por equipamento, combate com mais opções táticas, e uma história que mistura elementos do mangá com conteúdo original. É provavelmente o jogo mais completo da franquia se você gosta de RPGs clássicos de PlayStation.
Como obter esses jogos hoje
Não existe loja oficial ou lançamento digital para a maioria desses títulos. Eles não foram remasterizados, não estão no PlayStation Store, e a Bandai Visual nunca lançou um compilado. Isso significa que sua única opção real é comprar as versões físicas usadas. Os preços variam. A faixa comum para os jogos de PS1 gira entre 30 e 80 reais em sites de leilão e lojas de jogos usados no Brasil. Os de PS2 ficam um pouco mais caros, entre 50 e 120 reais, dependendo do título e do estado da embalagem. Endless Dream costuma ser o mais caro porque é o mais procurado.
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Se você não tem console original, existem alternativas. Emuladores como PCSX2 rodam os jogos da PS1 e PS2 com boa fidelidade. A configuração inicial pode dar trabalho — você precisa de uma BIOS do PlayStation e configurar o pad, mas depois é plug and play. O único problema real que encontrei pessoalmente foi com o Endless Dream: em certas resoluções no PCSX2, a textura dos cabelos da KagomeBUGava e ficava piscando durante cortes de câmera. A solução foi travar o emulador em resolução nativa de 480i e ativar o plugin de renderização Glide, que resolveu sem perda perceptível de performance.
O que ninguém te conta sobre esses jogos
Muita gente acha que esses jogos são fiéis ao anime. Não são. Todos eles têm histórias originais ou adaptações soltas que desviam bastante do material canônico. Se você quer algo que siga o mangá passo a passo, vai se decepcionar. O que existe aqui são jogos feitos por fãs da série que tinham liberdade criativa limitada, não adaptações oficiais rigidamente controladas. Outro ponto: a duração. Os jogos de PS1 duram entre 8 e 12 horas para completar a história principal. Os da PS2 vão de 15 a 20 horas. Nada de épico, mas suficiente para uma noite de jogo. Se quiser coletar todos os itens secretos e desbloquear todos os finais, adicione mais algumas horas.
O problema mais sério que eu encontrei com o A Feudal Fairy Tale 2 é um bug de save. Em determinadas sequências de dungeon, o jogo não grava automaticamente e o menu de save às vezes trava se você tentar entrar nele enquanto um inimigo está sendo derrotado no frame exato. A solução que eu achei foi sempre fazer save manualmente antes de entrar na sala do chefe, e nunca pausar durante o último hit de uma fase contra chefe. Pode parecer besteira, mas já vi gente travar por causa disso sem entender o que estava acontecendo.
Vale a pena?
Depende do que você espera. Se você é fã da série e quer conteúdo jogável relacionado ao Inuyasha, sim, vale pelo menos experimentar um ou dois. A nostalgia das vozes japonesas e da música tema ajuda muito. Mas se você está esperando uma experiência AAA ou uma adaptação fiel, desista e vá de reler o mangá. O melhor ponto de partida é A Feudal Fairy Tale 2. É o mais polido, o mais longo, e o que melhor captura o tom da série. Se quiser algo diferente, vá de Endless Dream para uma experiência mais ação. Os de PS1 são curiosidades históricas, bons para quem quer ver como era fazer jogo de anime nos anos 2000, mas nada que surpreenda quem já jogou RPGs da época.
Resumo: compre as versões físicas usadas, use emulador se quiser praticidade, e gerencie sua expectativa. Nada ali vai mudar sua vida, mas é conteúdo legítimo de uma franquia que ainda não recebeu atenção digna da indústria de jogos.