King Kong Todos Os Filmes - KING KONG: TODOS OS FILMES - YouTube
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Guia prático para assistir a todos os filmes de King Kong

King Kong tem várias versões ao longo das décadas. Se você quer ver tudo em ordem, pode ficar confuso rápido porque existem produções que não são sequências diretas umas das outras. Vou tentar organizar isso de forma útil, sem enrolação.

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A lista principal, do mais antigo ao mais recente, é a seguinte: O primeiro filme foi lançado em 1933, dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack. É o original, preto e branco, com stop motion feito por Willis O'Brien. Duração aproximada: 100 minutos. A qualidade de imagem varia muito dependendo da restauração que você encontrar.

Em 1962 veio "King Kong vs. Godzilla", produção japonesa da Toho. Não é sequência do de 1933, é um filme de monstros puro. O Kong é um traje, não animação stop motion. Em 1967, Russell Mulcahy dirigiu "King Kong" (também conhecido como "King Kong's Apprentice"). Esse é praticamente desconhecido fora do circuito de filmes B. Muita gente recomenda pular.

Em 1976, John Guillermin fez uma refilmagem com Jessica Lange e Jeff Bridges. O orçamento era alto para a época, o filme durou cerca de 134 minutos. O Kong foi interpretado por Chris Clark dentro de um traje detalhado e parcialmente animado por computador, algo raro para a época. Em 1998, Peter Jackson fez sua versão antes de criar O Senhor dos Anéis. Jean Reno, Naomi Watts. 104 minutos. O filmedividiu opiniões na época e ainda divide hoje. Tem pontos fracos mas a ideia central funciona.

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Em 2005, Peter Jackson fez a refilmagem completa do original. Jack Black, Naomi Watts. Cerca de 205 minutos. Usou performance capture com Andy Serkis no papel do Kong. Technicamente é impressionante e foi considerado um dos melhores filmes de monstros já feitos. Em 2024, Jaume Collet-Serra dirigiu "King Kong Skulle Island". Reboot com Demian Bichir, Rebecca Hall, John Bradley. 118 minutos. É o mais recente até agora.

Tem também a minissérie de 1978 com Ray Harryhausen, que é mais para TV mas vale menção. O problema que todo mundo enfrenta na hora de montar essa filmografia é que algumas versões têm legendas ruins, áudio dublado horrível ou qualidade de vídeo péssima. Já procurei King Kong de 1933 em vários lugares e a maioria das cópias disponíveis são transferências de VHS desgastado. A versão que funciona bem é a restauração da Criterion Collection ou algum release Bluray com scan de 4K direto do negativo.

Outro detalhe que as pessoas esquecem: os filmes de 1933, 1962 e 1976 têm contextos culturais completamente diferentes. O original de 1933 é produto da Grande Depressão e refletia medos da época. O de 1976 é explícito nos aspectos eróticos, algo que o público atual nem sempre leva em conta. Assistir pensando que todos são a mesma coisa é erro comum. Se você quer uma ordem de visualização, eu recomendo começar pelo original de 1933, passar pelo de 1976, ver o de 1998 e terminar com o de 2005. Os outros são curiosidades que não adicionam muito se o objetivo é entender a evolução do personagem. A ordem cronológica de lançamento funciona melhor do que tentar encaixar tudo numa linha narrativa única, porque não existe uma linha narrativa única entre a maioria desses filmes.

Duração total aproximada, se você ver os quatro principais: cerca de 540 minutos. Quase nove horas. Vale a pena dividiro em duas sessões no mínimo. Uma limitação importante: você não vai encontrar todas as versões com qualidade decente na maioria dos streaming nacionais. O catálogo varia por região e alguns títulos somem e voltam. Ter um plano de streaming genérico e complementar com locação digital ou compra em Blu-ray é o que funciona na prática. Eu já gastei dinheiro com versões que pareciam boas e eram na verdade gravações de cinema com legendas fora de sincronia. Teste sempre um trecho antes de investir tempo ou dinheiro.

Se o seu interesse for só o clássico mesmo, foca no de 1933 e no de 2005. São os dois extremos do mesmo conceito e mostram como a tecnologia e o gosto do público mudaram em setenta anos. O resto é complemento, não obrigação.