Lencois Maranhenses Epoca - Melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses | Guia Viajar Melhor
Melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses | Guia Viajar Melhor

Quando ir aos Lençóis Maranhenses

A época certa para visitar os Lençóis Maranhenses é entre junho e setembro. Isso é o que todo mundo sabe, mas saber a data não é o mesmo que planejar a viagem de verdade. O período entre maio e outubro é quando as lagoas se enchem de água da chuva, mas o volume varia muito de ano para ano dependendo da quantidade de precipitação na região.

Lencóis Maranhenses época: o que funciona na prática

O melhor momento absoluto costuma ser julho e agosto. As lagoas estão no nível máximo, o clima está mais seco e as estradas de acesso aos pontos mais distantes, como o Campo das Mortes ou a Pedra do Ingá, ficam transitáveis. Entre junho e setembro, o sol está mais forte e as temperaturas chegam a 33°C durante o dia, mas o vento quase sempre ajuda a amenizar o calor. A partir de outubro, tudo começa a secar. As lagoas vão refluindo e muitos pontos ficam inacessíveis. Em novembro, a maioria das guias locais já descontinua os passeios de quadriciclo para as áreas mais profundas porque o terreno vira lama e o risco de atolamento aumenta significativamente. Se você chegar em dezembro, provavelmente vai encontrar apenas dunas secas com pouca ou nenhuma lagoa visível.

No lado oposto, entre janeiro e abril, é temporada de chuvas intensas. Os acessos por terra podem ficar completamente interditados por dias seguidos. Já vi gente chegando em Primeira Cruz na terça e saindo só na sexta porque a estrada de terra virou um rio temporário. O barqueiro local simplesmente não arrisca atravessar o rio Pregos se a vazante estiver alta demais. Dica que não é clichê: reserve pelo menos quatro dias. Dois dias não são suficientes. Um dia é passado em trânsito de São Luís até Barreirinhas ou Santo Amaro, e o outro dia é insuficiente para ver qualquer coisa além do que fica a cem metros da cidade. Com quatro dias, você consegue fazer o roteiro completo: lagoa Azul, lagoa Bonita, campo das mortes e ainda sobra tempo para um passeio de barco pelo rio Pregos no final da tarde.

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Eu já passei por um problema específico em agosto que ninguém avisa nos guias turísticos. Cheguei em Barreirinhas e o contraturno de aluguel de quadriciclo pediu um depósito de 300 reais que não estava no site da operadora. Era uma taxa informal que eles inventaram naquele momento, alegando que seria devolvida ao final. Não confiei. Mudei de operadora e achei uma que cobrava o valor justo publicado, sem surpresas. A diferença era de cinquenta reais por dia, o que parece pouco, mas soma rápido em um pacote de três dias. Outro detalhe que quase estraga tudo é a escolha entre Barreirinhas e Santo Amaro como base. Barreirinhas tem mais estrutura, mas é mais lotada e os passeios começam com filas de cinco ou seis veículos na mesma trilha. Santo Amaro é menor, mais silencioso e os condutores locais conhecem atalhos que evitam o aglomerado. Eu prefiro Santo Amaro, mas a opção depende do seu orçamento. Barreirinhas tem mais opções de hospedagem em todos os faixas de preço, o que é vantagem se você está apertado de grana.

O transporte de São Luís até a região leva cerca de quatro horas de ônibus, com escala em Caxias e depois Barreirinhas. Se for de carro particular, a distância é de aproximadamente 560 quilômetros pela MA-018 e BR-135. O trecho de Caxias até Barreirinhas é de pista dupla, mas o resto é strada estadual sinuosa com buracos frequentes. Viagens noturnas não são recomendadas porque a iluminação é praticamente inexistente e animais soltos cruzam a pista com frequência. Respeite as regras do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Não é proibidopisar nas lagoas com roupa, mas é proibido usar protetor solar, repelente ou qualquer produto químico que entre em contato direto com a água. A fiscalização é real, especialmente nos pontos mais movimentados como a Lagoa Azul. Multas chegam a duzentos reais e o carro pode ser retido até a situação ser regularizada.

Leve água. Muito água. Pelo menos dois litros por pessoa por dia. O calor em julho e agosto exige hidratação constante, e os postos de combustível são escassos na região. A última bomboca em Barreirinhas é antes de você entrar na estrada de terra que leva aos parques. Abastecer antes é obrigação. A moeda local aceita em quase tudo é o cartão, mas há uma dezena de pequenos barracos na trilha do campo das mortes que só aceitam dinheiro vivo. Leve cem reais em notas pequenas para emergências, propinas de guia e compra de frutas nos caminhos de areia. Cartão de crédito muitas vezes não pegava sinal de internet naquela região.