Mapa De Pernambuco Por Região - Mapa De Pernambuco Por Região - NAZAEDU
Mapa De Pernambuco Por Região - NAZAEDU

Entendendo as divisões regionais de Pernambuco

Se você precisa trabalhar com mapa de pernambuco por região, o primeiro passo é saber que existem pelo menos três sistemas diferentes de divisão, e eles não se sobrepõem perfeitamente. A maioria das pessoas começa confusa porque encontra números que não batem. O IBGE define mesorregiões e microrregiões, mas essas foram desatualizadas em 2017 quando o instituto adotou as território em integração econômica. Depois vem a divisão em regiões geográficas intermediárias e imediatas, criada em 2017 também. E ainda existe a antiga divisão em polos regionais usada por alguns órgãos estaduais. No mapa de pernambuco por região mais comum atualmente, temos nove regiões geográficas intermediárias e 31 imediatas. As intermediárias são: Recife, Caruaru, Petrolina, Serra Talhada, Palmares, Floresta, Garanhuns, Limoeiro e Salgueiro. Cada uma agrupa municípios que fazem parte de uma mesma dinâmica econômica e de deslocamento. Isso importa porque se você estiver fazendo análise territorial, logística ou qualquer coisa que envolva fluxo de pessoas e mercadorias, usar a divisão errada vai distorcer seus resultados.

Como baixar o mapa de pernambuco por região

O caminho mais direto é pelo site do IBGE, na seção de malhas territoriais. Lá você encontra os shapefiles das regiões intermediárias e imediatas com coordenadas geográficas (WGS84) e também em projeção geográfica Sul Americano 1969. O download é gratuito, não precisa de cadastro. A malha atualizada mais recente é de 2023, com ajustes nos limites municipais que vêm do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Statísticos. Você também pode pegar dados do portal do Governo de Pernambuco, mas os arquivos costumam estar em formatos proprietários ou desatualizados em relação à classificação do IBGE. Para trabalho sério, o shapefile do IBGE é o padrão. Se precisar de algo mais elaborado, com cores pronta para publicação, o DataSus às vezes publica mapas temáticos regionais que podem servir de base, mas não confie neles para análise espacial propriamente dita — a precisão dos limites varia.

Depois de baixar, abre no QGIS que é gratuito e resolve 95% do que você precisa. Importe o shapefile, aplique uma projeção adequada e pronto. Leva cerca de cinco minutos se você já tiver experiência. Se for a primeira vez, reserve uns vinte para entender onde estão as ferramentas de projeção e legenda.

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Pegadinhas que todo mundo acaba cometendo

O problema mais comum é achar que os municípios pertencem a apenas uma região e pronto. Em Pernambuco, a cidade de Olinda está na região intermediária do Recife, mas parte do seu território tem dinâmicas mais ligadas à Zona da Mata do que ao núcleo metropolitana. Municípios na divisa entre regiões muitas vezes são empurrados para um lado ou para outro dependendo do critério, e esses critérios mudam de tempo em tempo. O IBGE revisa periodicamente e você precisa verificar a data do arquivo que está usando. Outra coisa que pega desprevenido: a região intermediária de Petrolina abrange o São Francisco pernambucano inteiro, que é enorme. Se você estiver fazendo algum tipo de densidade ou análise por área sem ponderar pela extensão territorial, vai chegar a conclusões completamente equivocadas. Petrolina tem cerca de 35 mil km² só de região, enquanto a do Recife tem menos de 3 mil. A comparação direta sem normalização não tem sentido.

Eu precisei fazer uma análise de cobertura de saúde regional há alguns anos e descobri que o município de Belo Jardim estava classificado de forma diferente em duas bases que eu estava cruzando. Uma usava a divisão antiga de polos regionais do estado, outra usava as regiões do IBGE. O município aparece em regiões diferentes dependendo do sistema. Perdi meio dia conferindo isso. A solução foi padronizar tudo para a classificação do IBGE de 2017 e esquecer as outras. Se você for cruzar dados de fontes diferentes, padronize desde o início e documente qual classificação usou.

O que fazer se o mapa do IBGE não servir

Às vezes você precisa de uma divisão mais granular ou com recortes diferentes. O mapa de pernambuco por região do IBGE é bom para análises macro, mas não atende quando você precisa de recortes específicos como a Zona da Mata setentrional versus meridional, ou o Sertão do São Francisco separado do Sertão Central. Nesses casos, o melhor é montar sua própria classifição a partir dos shapefiles municipais. Você pega os municípios, aplica um filtro por atributos ou por sobreposição espacial com polígonos que você desenha, e gera o mapa conforme sua necessidade. Outra alternativa útil é consultar o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, que às vezes publica divisões regionais adaptadas para fins de fiscalização e prestação de contas. Não é a divisão oficial, mas pode ser mais prática dependendo do que você precisa. Só tome cuidado para não confundir as duas coisas em relatórios ou publicações.

Se seu trabalho envolve dados sociais ou econômicos, considere também olhar os arquivos do IBGE na plataforma Sidra. Lá você encontra séries temporais por região geográfica intermediária e imediata, o que facilita bastante montar tabelas e gráficos sem precisar processar os shapefiles manualmente.