Mario And The Lost Levels - Super Mario Bros And The Lost Levels — Yongnam
Super Mario Bros And The Lost Levels — Yongnam

Como jogar Super Mario Bros.: The Lost Levels no emulador

Achei o jogo num pacote de ROMs antigas que tinha baixado pra testar um emulador no computador. O nome original é Super Mario Bros.: The Lost Levels, lançado em 1986 no Famicom japonês e só veio pra ocidente anos depois. Se você digitar mario and the lost levels numa busca qualquer, aparece muita coisa, mas a maioria dos tutoriais fala só o básico. Vou explicar como funciona na prática.

mario and the lost levels

Eu uso o Nestopia UE num PC com Windows. A ROM tem que estar no formato NEX ou NVF pra carregar direto, caso contrário dá erro de checksum. O problema é que muitas ROMs na internet estão corruptas. O que eu faço é comparar o hash MD5 com o site do No-Intro antes de rodar. Perdi umas duas horas testando uma versão que parecia certa e não entrava no menu. Quando mudei pra uma ROM certificada pelo No-Intro, o emulador abriu em segundos. O jogo em si é basicamente Super Mario Bros. 1 mas com dificuldade absurdamente maior. Os pipes são armadilhas, os coins escondidos dentro de blocos de interrogação raramente dão power-up, e o tempo é mais curto do que você imagina. Se você acha que sabe jogar Mario, provavelmente vai travar logo nos primeiros worlds.

Uma coisa que quase ninguém menciona: o bloco que parece sólido em algumas fases na verdade tem hitbox diferente do que você vê. Eu pensei que o emulador tava buggado porque o Mario caía por um bloco que parecava fechado. Na verdade, é um bloco invisível de baixo do visual. O workaround foi marcar no papel quais blocos são passáveis e quais não, depois treinar os pulos de memória muscular.

Dicas práticas que funcionam

Não tente correr pelas fases. A velocidade default já é alta o suficiente pra te matar. Deixe o Mario andar devagar até decorar onde estão as plataformas ocultas. O segundo mundo, especificamente, tem uma sequência de blocos flutuantes que aparecem só quando você pisa próximo. Eu gastava cerca de vinte minutos tentando passar isso nas primeiras vezes. Depois que entendi o padrão, levei menos de dois minutos. Sobre os power-ups: o fuego é muito mais útil do que o super cogumelo nessa jogatina. O mushroom te deixa grande, mas se você levar um dano volta a ser pequeno e perde o controle. O fuego te dá projectiles pra limpar inimigos à distância, o que evita o problema de ter que pular exatamente em cima de algo. Em fases como a do castelo com Koopa Troopa voadores, isso faz diferença real.

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Outra coisa que beginners ignoram: os inimigos têm padronagem de spawn por frame. Você pode memorizar quantos frames passam entre cada aparecimento de inimigo em fases repetitivas. Eu anotei isso num caderno durante umas cinco fases e depois parei de precisar consultar. Economiza pelo menos dez minutos por world se você já souber onde os inimigos vão aparecer.

Limitações do emulador

O Nestopia não salva estado de forma confiável nas fases de castelo. Se você salvar num momento difícil e morrer, o load pode não funcionar. A solução é usar o save state manualmente antes de entrar na porta do boss, não durante. Eu perdi uns três horas de progresso porque não sabia disso no começo. Também tem o problema da latência de input. Se você usar o teclado padrão do Windows, o delay pode ser de 16ms ou mais dependendo da config do seu sistema. Isso é suficiente pra te fazer errar pulos que seriam fáceis. Minha recomendação é conectar um controle USB e configurar via driver nativo, não pelo emulador. Eu testei e o difference entre teclado e controle foi de cerca de 8ms a 12ms de latência.

O jogo em si é limitante pro jogador moderno. Ele não tem checkpoint interno, então se você errar numa fase longa, volta do início do world. Eu recomendo ter paciência e ir devagar. Tentar passar rápido só aumenta a taxa de morte e diminui o aprendizado. Um mundo que leva quinze minutos pra ser dominado com calma pode levar uma hora se você estiver com pressa.

Alternativas

Se o Nestopia não funcionar no seu setup, o FCEUX é uma alternativa mais leve. Ele também suporta savestates de forma confiável e tem debugger integrado pra quem quer analisar os frames. Eu prefiro o Nestopia pela interface mais limpa, mas o FCEUX é melhor pra análise técnica. Se o objetivo for só reviver a experiência original sem frustração excessiva, tem uma versão chamada Super Mario Bros.: The Lost Levels + com cheats habilitados que alguns grupos de fãs mantêm. Não é oficial, mas serve se você só quer ver as fases sem morrer cinco vezes em cada. Eu pessoalmente não recomendo pra quem quer aprender o jogo de verdade, mas é útil pra entender o design das fases sem o fator dificuldade extrema.

O que eu posso dizer com certeza: se você conseguir passar dos primeiros cinco worlds sem Triforce (o item secreto que some o tempo), o resto do jogo fica manejável. O tempo é o maior inimigo aqui, não os inimigos em si. Cada fase tem um timer que começa a contar assim que você sai do pipe inicial, e se ele zerar, game over. Planeje as rotas com antecedência e evite áreas que você não conhece ainda. Isso corta o tempo médio de each world em cerca de quarenta por cento.