Melhor Amigo Do Mcqueen - MELHOR AMIGO DO MCQUEEN!!! | DISNEY PIXAR - CARS 2 #8 - YouTube
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Conheça o melhor amigo do mcqueen

Mater é um guincho velhinho, enferrujado e bem falante que mora em Radiator Springs, aquela cidadezinha esquecida na Route 66. Ele aparece pela primeira vez quando McQueen, o carro de corrida arrogantinho, chega perdendo a direção e tropeçando num monte de valas. O cara não é inteligente lá essas coisas, fala por cento e vinte, mas tem um coração enorme. O McQueen no começo rejeita ele, acha que é um trouxa sem graça. Com o tempo, as coisas mudam. O Mater salva a pele do McQueen mais de uma vez, e aí viram amigos de verdade.

A origem do melhor amigo do mcqueen

O Mater foi criado pelo Ted Elliott e Terry Rossio, os mesmos que escreveram Pirâmide do Medo. Ele estreou em 2006, no primeiro filme da Pixar. O design original era bem mais assustador, lembra um pouco um zombie de rodovia. O John Lasseter achou que ficava muito scary e pediu pra amaciar. A voz brasileira dele é do Carlos Machado, que empresta aquele jeito caipira mas carinhoso que faz todo mundo gostar. O personagem foi pensado pra ser o contraponto total do McQueen: um é rápido, competitivo e vaidoso, o outro é lento, desajeitado e simples. Essa dinâmica de opostos funciona muito bem pra comédia e pra drama também. Tem um detalhe que muita gente não sabe. O Mater originalmente seria só um personagem coadjuvante, uma aparição rápida. Mas o público reagiu tão bem que a Pixar expandiu o papel dele nos filmes seguintes. Nas curtas-metragens, tipo "Mater e o Pirata" e "Mater Tall Tales", ele é literalmente o protagonista. Tem uma delas onde ele finge ser o Duque de Caronte, o condutor das almas, e outra onde ele vira um espião dos anos 40 chamado Mateo Cao. São episódios de uns 3 minutos, muito criativos, vale a pena assistir.

Como funciona a amizade entre eles na prática

A relação do McQueen com o Mater não é aquela amizade perfeita do dia pra noite. No filme, o McQueen leva uns dois, três dias pra parar de tratar o Mater como inferior. Tem uma cena onde o McQueen tenta fugir de Radiator Springs sozinho e acaba atolado na lama. O Mater vai lá, puxa, resgata, e o McQueen ainda reclama. É assim que funciona a amizade deles: um sempre tá fazendo favor pro outro, mesmo quando não quer admitir. O Mater nunca cobra nada em troca, o que é patético pra um cara que poderia estar cobrando aluguel, serviço de guincho, o que for. Eu já tentei explicar pros meus amigos por que essa dinâmica é tão buena. Não é porque o Mater é besta. É porque ele é autêntico. O McQueen passa os dois primeiros filmes fingindo que não precisa de ninguém, que é o melhor piloto do mundo, que não vai pra nenhum pit stop. O Mater simplesmente não funciona assim. Ele pede ajuda, ele erra, ele se mete em confusão, mas ele nunca trai. Quando o Chick Hicks tenta sabotar o McQueen na terceira hora do Gran Premio, quem tá lá pro McQueen é o Mater. Sempre foi.

Tem um problema comum que as pessoas apontam: o Mater às vezes é demais. Falante, intruso, mete o bedelho onde não é chamado. Em algumas cenas dos filmes 2 e 3, ele quase rouba a cena do protagonista. Eu entendo a crítica, mas acho que é intencional. A Pixar sempre brincou com isso. O Woody tem o Buzz, o Mike tem o Sulley, o McQueen tem o Mater. São personagens que perturbam o ritmo normal da história mas que no final são indispensáveis. Sem o Mater, o McQueen seria só mais um carro de corrida arrogante. Com o Mater, ele aprende que velocidade não é tudo.

Versões e produtos relacionados

Tem muita coisa sobre o Mater pelo mundo afora. Bonecos da Hasbro, já vi versão dele com acessoires de pirata, de cowboy, de espião. O McQueen também tem versões especiais, tipo o McQueen preto com listras vermelhas que aparece no Cars 2. Tem carrinhos de escala 1:55, 1:43, até maquetes maiores pra exposição. A Mattel compra os direitos e lança novas linhas todo ano. Se você quer montar uma coleção, começa com o Mater clássico — é o mais barato e o mais fácil de achar. Depois vai escalando pra versões raras, como o Mater com pintura de guerra ou o Mater com óculos de avião. Tem também os jogos. "Cars: Race-O-Rama" pro Wii e PS3, onde você controla o Mater em vários modos. "Cars 2: The Video Game", com modo história separado. E o mobile, tem vários appz de corrida com personagens da Pixar. A maioria é gratuito mas com microtransações, então cuidado com o bolso. Se o objetivo é só se divertir, o "Cars 3: Driven to Win" pro Switch é interessante, ainda mais porque tem modo local pra jogar com amigos. O Mater sempre aparece como personagem desbloqueável, então dá trabalho pra liberar, mas vale a pena.

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Tenho uma dica prática: se você tá procurando o Mater de verdade, em qualquer formato, o Hot Wheels lança edições especiais todo ano. A linha "Trophy Racers" e a "Caravan Collection" têm versões dele que são bem fiéis ao design dos filmes. Compra pela Amazon ou Mercado Livre, o frete nem sempre é barato mas o preço do carrinho em si costuma ser justo. Tem vendedores que pedem mais de cem reais num Mater de plástico, aí é golpe disfarçado. Desconfie.

A cultura ao redor do personagem

Radiator Springs virou atração turística de verdade. Tem gente que viaja de São Paulo, do Rio, até de fora do Brasil pro Arizona pra ver o lugar que inspirou a cidade do filme. A Route 66 tem musés, gasolineras abandonadas, e um monte de fãs que montam tendas. O Mater não tá fisicamente lá, claro, é um desenho, mas o espírito dele tá em todo canto. Tem tatuagens, camisetas, adesivos de guincho enferrujado com a carinha dele. É estranho mas funciona. No Brasil, o fandom é pequeno mas ativo. Tem grupos no Facebook, canis no Twitter, mas nada comparado com o Star Wars ou Marvel. O Mater às vezes aparece em convenções de animação, como a Comic Con Experience em São Paulo. Já vi cosplays dele feitos com roupa de bombeiro improvisada e rodas de carro de brinquedo. Ninguém leva a sério, todo mundo ri, e aí vem gente pedir foto. É o tipo de coisa que funciona porque o personagem é simpático mesmo sem esforço.

Tem uma coisa que eu acho importante: o Mater não é só um personagem cômico. Ele representa um jeito de viver que é praticamente extinto. Pausado. Sem pressa. Contentamento com o pouco. O McQueen representa o oposto: performance, velocidade, fama. Os dois se completam, e o filme inteira é sobre isso. Quando o McQueen no final do primeiro filme larga a Cup de Pistão pra voltar pra Radiator Springs, ele tá escolhendo o Mater, a comunidade, o lugar, em vez da glória sola. É razoavelmente maduro pra um filme infantil, considerandoo orçamento e o público-alvo. Tem detratores que dizem que o Mater é estereótipo sulista, o cara do interior burrinho mas bom coração. A crítica não é totalmente infundada. O design dele, a sotaque, o jeito de falar remete a certas representações antigas de habitantes do interior americano. Mas a Pixar trabalha essas camadas com mais cuidado do que estúdios concorrentes. O Mater tem momentos de inteligência prática, sabe consertar qualquer coisa, resolve problemas com recursos limitados. Ele não é burro, é diferente. E o filme deixa isso claro sem precisar de discurso longo.

Eu já passei por uma situação bem específica com o Mater que acho que ilustra o ponto. Meu sobrinho de oito anos tinha um Mater de pelúcia que ele chamava de "Meu companheiro de estrada". Levava pros park, pros encontro de família, até pros consulta médica. Eu ria no começo, mas depois percebi que era uma forma saudável dele lidar com ansiedade. Objetos de transição, chama psicologia. O Mater era o objeto dele. E eu não via problema nisso, pelo contrário. Acho que é bonito como um personagem de desenho pode virar apoio emocional pra uma criança. Funciona melhor do que muitos brinquedos caros que a gente compra e acabam esquecidos no armário. O Mater também aparece em mercadorias oficiais da Pixar Store, tanto online quanto nas lojas dos parques temáticos. Tem versão dele em resin, em metal, em tecido. A qualidade varia muito. A linha Premium é boa, mas custa mais de duzentos reais. A linha entry-level, a que a Disney vende em airport e shopping, é aceitável mas o acabamento é mediano. Tem gente que prefere importar dos EUA, aí economia de uns trinta, quarenta porcento, mas o risco de dano no frete é real. Embalagem reforçada ajuda, mas nem sempre resolve.

O legado do melhor amigo do mcqueen

Desde 2006, o Mater permanece relevante. Três filmes, dezenas de curtas, séries, jogos, mercadorias. É um dos personagens mais reconhecíveis da Pixar, ainda mais entre o público brasileiro que cresceu com os DVDs em casa. A Tradição Disney de criar sidekicks memoráveis segue viva com ele. Quando eu vejo crianças imitando a voz do Mater, aquele "Eeeeh heeeh!" característico, eu penso que o personagem cumpriu o papel dele. Entreteve, emocionou, e ainda serve de Referência cultural anos depois do lançamento. Ao mesmo tempo, o Mater tem limitações. O humor dele depende muito da entrega vocal, e não é todo dublador que consegue reproduzir o timbre do Carlos Machado com naturalidade. Em produções não-oficiais, o som sai artificial. Também tem o problema da saturação: apareceu em tanta coisa que pra alguns públicos ele já virou clichê. Você vê o Mater em tudo, desde canecas até adesivo de computador, e isso pode cansar. Mas isso não diminui o valor do personagem, só indica que o mercado explorou demais o potencial comercial dele. O filme continua sendo bom, independentemente de mercadoria.

Se você quer entry no universo do Mater, começa assistindo "Cars" original, versão restaurada em 4K se possível. A diferença de imagem é notável. Depois "Cars 2", que traz o Mater como protagonista disfarçado de espião. Tem action, tem comédia, tem aquela cena do Japão que é visualmente impressionante. Por último "Cars 3", onde o Mater tem papel menor mas ainda presente. A trilogia completa leva umas três horas, divididas em sessões, tranquilamente assistível. Não é necessário ver tudo de uma vez, o personagem evolui gradualmente e você pode pausar entre filmes sem perder o fio.