15 Destinos Imperdíveis para Viagem na América do Sul | Zarpo Magazine
Como planejar uma viagem pela América do Sul sem perder dinheiro
A maioria das pessoas que viajam pela América do Sul faz isso de forma errada. Chegam nos aeroportos sem reserva, negociam com vans informais e gastam o triplo do que precisariam. Eu já vi isso acontecer dezenas de vezes, inclusive na minha própria pele.
Vou explicar como funciona na prática, do jeito que as coisas realmente são.
melhor viagem america do sul: roteiro pela Bus Station Network
O principal erro é achar que precisa de um carro ou voos domésticos. A rede de ônibus rodoviários na América do Sul é uma das mais desenvolvidas do mundo e barata se você souber escolher.
Em relação à melhor viagem america do sul, o segredo começa entendendo como o transporte funciona por país. Na Colômbia, por exemplo, as companhias como Expreso Bolivia e Pullman Bus oferecem leitos com Wi-Fi e tomadas. No Chile, Tur Bus e Via Barredora são confiáveis. Na Argentina, la Veloz del Sur e Fletro São Jorge fazem rotas longas com boa pontualidade.
Eu já perdi um dia inteiro em Puerto Montt porque comprei passagem de um operador informal e o trem foi cancelado sem aviso. Desde aí, só compro online, no site oficial da empresa. Isso custa menos tempo de espera e garante assento confirmado.
Como montar o roteiro real
Comece pelo destino final. Defina onde quer terminar e trace para trás. O sul do Chile e Argentina são caros, o norte do Peru e Bolívia são baratos. Misturar os dois gera custos desbalanceados.
Rotas comuns:
- Santigo Mendoza Buenos Aires (fronteira Chille-Argentina)
- Cusco Arequipa La Paz Sucre (Eje Andino)
- Bogotá Medellín Cali Quito (Cordilheira dos Andes)
- Lima Cusco Puno La Paz (Lago Titicaca)
Cada trecho de ônibus internacional leva de 8 a 14 horas. Reserve o leito, não o semi-leito. Viajar de pé ou sentado em bancos comuns nessas distâncias é exaustivo e desnecessário.
Vistos e documentação
A maioria dos países sul-americanos não exige visto para brasileiros e portugueses. Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela permitem entrada com passaporte válido por pelo menos seis meses. Brasil exige passaporte para estrangeiros, mas o RPNE (Registro de Pessoas Naturais no Exterior) não se aplica aqui.
Já o Peru mudou a regra várias vezes. Em 2023, eles exigiram visto para cidadãos de vários países, mas isso foi revogado após pressão diplomática. Sempre consulte o consulado antes de viajar. Uma vez, um amigo meu teve problemas na fronteira do Peru porque o passaporte tinha menos de seis meses de validade. Ele passou quatro horas sendo interrogado e acabou conseguindo entrar, mas o risco é real.
Dinheiro e pagamentos
O dólar americano é aceito em quase todos os lugares, mas o real brasileiro tem cotação ruim fora dos grandes centros. Leve dólares em notas novas, sem rasuras. Banco do Brasil e Itaú oferecem câmbio mais justo em cidades fronteiriças.
Cartão de débito funciona bem em cidades grandes. Em pequenas, o crédito é problemático — muitos estabelecimentos nem aceitam. Leva sempre dinheiro vivo em pequenas notas.
No Peru, o sol é a moeda local, mas muitos turistas usam dólares. No Chile, o peso chileno é essencial para pequenos gastos. Troque em casas de câmbio autorizadas, nunca na rua. Já vi taxas abusivas em trocas informais em Quito. Evite isso.
Hospedagem econômica
Hostels na América do Sul custam entre 8 e 20 dólares por noite em cidades médias. Em destinos turísticos como Cusco e Cartagena, os preços sobem para 25 a 40 dólares. Reserve com antecedência se for alta temporada.
Airbnb é viável em cidades maiores, mas em países como Bolívia e Paraguai a oferta é limitada. Use plataformas locais como Bolivia Travel ou Viajes Paraguay para encontrar pousadas menores.
Hospedar-se em dormitórios compartilhados é a opção mais barata e social. Mas tome cuidado com objetos de valor. Eu deixei uma mochila aberta em um hostel em La Paz e fui alvo de assalto disfarçado. A lição foi simples: nunca deixe pertences visíveis, mesmo em dormitórios.
Segurança
A América do Sul tem áreas seguras e áreas problemáticas. Evite bairros conhecidos por criminalidade, mesmo em cidades consideradas seguras. Bogotá tem zonas seguras como Chapinero e Usaquén, mas Centro histórico e La Candelaria precisam de cuidado. Lima tem Miraflores e San Isidro como bairros seguros. Buenos Aires tem San Telmo e Palermo como bons.
Transporte público noturno é arriscado em várias capitais. Uber funciona bem em cidades grandes. Táxis informais são abundantes, mas negocie o preço antes de entrar.
O que levar
Roupas em camadas. Clima varia muito entre altitude e litoral. Uma jaqueta corta-vento e tênis confortáveis são essenciais. Protetor solar e repelente de insetos também. Em altitudes acima de 3.000 metros, o sol queima rápido e a umidade é baixa.
Leve adaptadores de tomada universais. O Chile usa tomadas tipo L, a Argentina tipo C e I, o Peru tipo A e B. Não confie que seu carregador encaixe em qualquer lugar.
Doenças e saúde
Vacina amarela é recomendada para áreas tropicais. FEBRE AMARELA pode ser fatal sem prevenção. Certifique-se de estar atualizado antes de viajar para Amazônia, Costa do Pacífico e regiões de selva.
Malária existe em partes do Peru, Colômbia e Brasil. Consulte um médico sobre profilaxia se for visitar áreas rurais ou selvas.
Altitude é o problema mais comum e subestimado. Soro fisiológico para nariz, analgésicos e repouso ajudam nos primeiros dias. Beba bastante água e evite álcool nas primeiras 48 horas em cidades acima de 2.500 metros.
Eu já passei mal em Cusco por não me adaptar gradualmente. Fui direto do nível do mar para 3.400 metros e passei dois dias com dor de cabeça e náusea. A solução foi simple: descer para Arequipa, que está a 2.300 metros, e esperar o corpo se ajustar.