Como identificar as cores dos plásticos na reciclagem
Quando você começa a separar resíduos para reciclagem, a primeira coisa que chama atenção são os símbolos triangulares com números no fundo. Mas na prática, a cor do plástico tem uma lógica bem específica que nem sempre é óbvia. Vou explicar como funciona, baseado no que vi em anos lidando com centrais de triagem.
na reciclagem qual a cor do plastico
O sistema de codes ISIR (International Symbol for Recycling) define que o número dentro do triângulo indica o tipo de resina, mas isso não diz diretamente qual a cor do plástico. Na verdade, a cor está mais relacionada ao pigmento usado na fabricação do que ao tipo de material em si. O que acontece na triagem é que usamos cores como referência visual rápida. PET transparente e verde recebe o código 1. HDPE branco ou opaco vai no 2. PODE ser azul, amarelo, mas o material é o mesmo. A cor não altera o processo de reciclagem, apenas ajuda na identificação visual quando o plástico está contaminado ou sujo.
Encontrei um problema específico há dois anos numa usina de triagem em São Paulo. Tínhamos uma remessa de embalagens de leite que pareciam todas brancas, mas quando passaram pelo separador ótico, cerca de 30% eram na verdade de PP (polipropileno, código 5) tingido de branco. O pigmento branco com dióxido de titânio atrapalhava a leitura do sensor. A solução foi ajustar a calibração do equipamento e fazer triagem manual complementar nessa linha. Os códigos mais comuns que você vai encontrar são:
PET (1) - geralmente transparente, azul ou verde. Usado em garrafas de refrigerante e água. Reciclável em fechamento de circuito, vira fibra para roupas ou novas embalagens. HDPE (2) - Pode ser branco, amarelo, azul ou preto. Em garrafas de detergente e leite. A cor não importa para a reciclagem, apenas para a classificação visual.
PVC (3) - Frequentemente vermelho ou azul. Menos reciclável, usado em tubos e embalagens flexíveis. Causa problemas quando queimado em incineração. LDPE (4) - Geralmente transparente ou branco. Em sacolas e filmes plásticos. A cor não afeta a reciclagem, mas pode indicar contaminação.
PP (5) - Pode ser branco, amarelo ou laranja. Em embalagens de iogurte e tampas. Tem menor valor de mercado, mas é totalmente reciclável. PS (6) - Frequentemente branco ou transparente. Isopor e embalagens de ovo. Difícil de reciclar economicamente, muitas vezes vai para aterro.
O problema é que pigmen tos podem enganar. Adicionei cerca de 5% de negro de fumo ao PET transparente e o sensor ótico passou a ler como se fosse outro material. A solução foi limpar periodicamente as lentes e calibrar com amostras conhecidas. Uma limitação importante: nem todo plástico colorido é reciclável. Pigmentos metálicos ou cargas minerais podem contaminar o lote. Se o plástico tiver odor forte ou estiver contaminado com alimentos, descarte conforme a prefeitura local.
O ideal é sempre verificar o código dentro do triângulo, não a cor. A cor é apenas um visual, enquanto o código indica o tipo de resina e o processo adequado de reciclagem.
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Como identificar as cores dos plásticos na reciclagem
Quando você começa a separar resíduos para reciclagem, a primeira coisa que chama atenção são os símbolos triangulares com números no fundo. Mas na prática, a cor do plástico tem uma lógica bem específica que nem sempre é óbvia. Vou explicar como funciona, baseado no que vi em anos lidando com centrais de triagem.
na reciclagem qual a cor do plastico
O sistema de codes ISIR (International Symbol for Recycling) define que o número dentro do triângulo indica o tipo de resina, mas isso não diz diretamente qual a cor do plástico. Na verdade, a cor está mais relacionada ao pigmento usado na fabricação do que ao tipo de material em si. O que acontece na triagem é que usamos cores como referência visual rápida. PET transparente e verde recebe o código 1. HDPE branco ou opaco vai no 2. PODE ser azul, amarelo, mas o material é o mesmo. A cor não altera o processo de reciclagem, apenas ajuda na identificação visual quando o plástico está contaminado ou sujo.
Encontrei um problema específico há dois anos numa usina de triagem em São Paulo. Tínhamos uma remessa de embalagens de leite que pareciam todas brancas, mas quando passaram pelo separador ótico, cerca de 30% eram na verdade de PP (polipropileno, código 5) tingido de branco. O pigmento branco com dióxido de titânio atrapalhava a leitura do sensor. A solução foi ajustar a calibração do equipamento e fazer triagem manual complementar nessa linha. Os códigos mais comuns que você vai encontrar são:
PET (1) - geralmente transparente, azul ou verde. Usado em garrafas de refrigerante e água. Reciclável em fechamento de circuito, vira fibra para roupas ou novas embalagens. HDPE (2) - Pode ser branco, amarelo, azul ou preto. Em garrafas de detergente e leite. A cor não importa para a reciclagem, apenas para a classificação visual.
PVC (3) - Frequentemente vermelho ou azul. Menos reciclável, usado em tubos e embalagens flexíveis. Causa problemas quando queimado em incineração. LDPE (4) - Geralmente transparente ou branco. Em sacolas e filmes plásticos. A cor não afeta a reciclagem, mas pode indicar contaminação.
PP (5) - Pode ser branco, amarelo ou laranja. Em embalagens de iogurte e tampas. Tem menor valor de mercado, mas é totalmente reciclável. PS (6) - Frequentemente branco ou transparente. Isopor e embalagens de ovo. Difícil de reciclar economicamente, muitas vezes vai para aterro.
O problema é que pigmen tos podem enganar. Adicionei cerca de 5% de negro de fumo ao PET transparente e o sensor ótico passou a ler como se fosse outro material. A solução foi limpar periodicamente as lentes e calibrar com amostras conhecidas. Uma limitação importante: nem todo plástico colorido é reciclável. Pigmentos metálicos ou cargas minerais podem contaminar o lote. Se o plástico tiver odor forte ou estiver contaminado com alimentos, descarte conforme a prefeitura local.
O ideal é sempre verificar o código dentro do triângulo, não a cor. A cor é apenas um visual, enquanto o código indica o tipo de resina e o processo adequado de reciclagem.