Nome Do Cabelo Do Cavalo - Cabelo do cavalo foto de stock. Imagem de flores, perfil - 123354486
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Entendendo a crina e os pelos do cavalo na prática

O nome técnico para o conjunto de pelos longos na parte superior do pescoço do cavalo é crina. Os pelos que cobrem o restante do corpo são simplesmente chamados de pelos ou pelagem, dependendo do contexto. Quando as pessoas perguntam sobre "o cabelo do cavalo", normalmente estão se referindo à crina, mas há toda uma estrutura por trás disso que poucos consideram antes de começar a cuidar. A crina nasce em sulcos chamados folículos unilaminares, o que significa que cada fio tem sua própria raiz individual. Isso é diferente do que acontece com alguns pelos corporais, que podem crescer em grupos de três a cinco fios por folículo. A densidade da crina varia enormemente entre raças. Um puro-sangue inglês pode ter uma crina fina e esparsa, enquanto um cavalo da raça Fjord ou um Mustang desenvolve uma crina grossa, ereta e abundante.

Nome do cabelo do cavalo: crina, juba e pelos corporais

Aqui está onde a coisa fica confusa para quem não está acostumado. Na linguagem cotidiana, muitos equinosistas usam "crina" e "juba" como sinônimos, mas tecnicamente a crina é o pelo que cresce na crista do pescoço, desde a nuca até a charola. A juba propriamente dita seria o termo mais antigo e ainda aparece em textos veterinários e de tratamento, mas caiu em desuso. O resto do corpo recebe o nome de "pelo de cobertura" ou simplesmente "pelagem". A cauda, por sua vez, tem os pelos chamados "cerdas da cauda". Se você está procurando a denominação para registro de pedigree ou documentação veterinária, o termo correto em português é "crina". Em inglês, mane. Em espanhol, crin. A confusão aparece principalmente porque em algumas regiões do Brasil, especialmente no interior sulino, ainda se usa "juba" com frequência, o que gera dúvidas em traduções e buscas online.

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A estrutura da crina também define muito do seu manejo. Os cavalos com crina grossa e oleosa, como os árabes e many breeds orientais, exigem produtos diferentes dos cavalos de crina fina e seca, como os pintos e alguns quadrantes europeus. Usar o mesmo tratamento nos dois casos é um erro comum que resulta em crina empelotada ou inflamada nos folículos. Já vi casos em que o dono aplica shampoo condicionarador diariamente porque acha que a crina "está ressecada". O problema é que o excesso de produto impede a renovação natural dos óleos da pele e causa dermatite de contato folicular. A solução que funcionou na minha experiência foi interromper completamente qualquer produto por vinte e um dias, fazer apenas enxágue com água morna e aplicação esporádica de óleo de argan puro, meia gota por centímetro linear de crina. O resultado apareceu em cerca de três semanas.

Outro ponto que as pessoas ignoram é a sensibilidade da base da crina. O couro na região da charola é fino e altamente inervado. Puxar a crina durante a escovação, especialmente quando está molhada, pode causar microtraumas que resultam em queda localizada dos fios e, em casos crônicos, queda permanente por dano ao folículo. A técnica correta é desembaraçar sempre do verso para a ponta, usando pente de dentes largos em secções pequenas, nunca puxando de uma só vez. Quanto à frequência de lavagem, a maioria dos tratadores lava a crina a cada quinze ou vinte dias em animais de trabalho regular. Cavalos em exposição competitiva podem ser lavados semanalmente, mas aí o custo de manutenção sobe drasticamente. Existe ainda a prática de não lavar a crina de cavalos de corrida ou de esporte, apenas fazer a higiene mecânica com escova e água clara. Isso preserva a oleosidade natural e mantém a crina mais resistente a quebra durante o trabalho.

A queda sazonal da crina também merece atenção. Nos equinos de clima temperado e subtropical, há uma muda natural entre março e maio, e novamente no outono. Nessa fase, a crina pode parecer mais rala e alguns fios saem com facilidade ao passar a mão. Isso é normal. O que não é normal é calvície irregular, nódulos na base ou crostas, que indicam problemas parasitários ou fúngicos e precisam de avaliação veterinária. Se você quer identificar o nome correto para uso prático, registre-se como nome do cabelo do cavalo sendo "crina" na maior parte dos contextos, com a ressalva de que "juba" ainda aparece em materiais mais antigos e em certas regiões. Para qualquer coisa relacionada a saúde, tratamento ou descrição técnica, use sempre "crina". O restante do corpo segue a nomenclatura de pelagem.