Onde Fica A Patagônia Argentina - Patagônia: o que é, onde fica, onde começa e termina – entenda tudo o ...
Patagônia: o que é, onde fica, onde começa e termina – entenda tudo o ...

Onde fica a Patagônia Argentina

A Patagônia argentina ocupa o extremo sul da América do do Sul, basicamente tudo que fica abaixo da linha geral que separa a região Pampeana do resto do país. Ela se estende por oito províncias: Río Negro, Neuquén, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego, mais a parte argentina das Ilhas Malvinas e a Antártida Argentina — embora estas duas últimas sejam disputadas e não tenham controle efetivo. A fronteira com o Chile corre pela Cordilheira dos Andes, então na maior parte do território a Patagônia é simplesmente o lado leste da serra. Do ponto de vista prático, a capital regional é considerata Bariloche, mas o governo provincial de Santa Cruz tem sua sede em Río Gallegos. A cidade mais meridional habitada permanentemente é Ushuaia, no Tierra del Fuego, a cerca de 3.000 quilômetros de Buenos Aires.

onde fica a patagônia argentina

Se você olhar um mapa rodoviário, a coisa fica clara: a Ruta Nacional 40 é a espinha dorsal. Ela corre de norte a sul por toda a Patagônia, desde a província de Santa Cruz até o topo do país, praticamente colada na fronteira com o Chile, sem atravessar os grandes centros urbanos. Viajar por ela é a forma mais realista de entender a geografia local. O trecho entre El Bolsón e la Plata (em Santa Cruz) tem mais de 600 quilômetros praticamente sem posto de combustível. Eu já vi gente passando mal porque não abastecia quando o tanque estava na metade. A regra prática é encher em qualquer cidade que apareça, mesmo que você esteja com dois terços de tanque. O clima é outro fator que as pessoas subestimam. A Patagônia argentina não é só frio. O vento é o problema real. Na primavera, o viento zonda pode soprar a 80 km/h por dias seguidos, e a temperatura cai drasticamente quando a frente passa. Isso afeta voos — o aeroporto de El Calafate cancela uma fração absurda dos voos na temporada de ventos fortes, e alternativa é chegar de ônibus desde Puerto San Julián, o que leva cerca de seis horas. Eu desisti de voar para El Calafate no meio da primavera duas vezes seguidas e simplesmente fiz o trecho terrestre. Foi mais barato e mais previsível.

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Uma coisa que os guias não contam: a Patagônia argentina tem duas estações turísticas bem definidas. De outubro a março é alta temporada, com dias longos e temperaturas relativamente amenas, mas preços disparados e filas nos pontos turísticos. De abril a setembro é baixa temporada, com dias curtos e temperatura frequentemente abaixo de zero, mas o silêncio é quase absoluta. Se você quer ver o glaciar Perito Moreno sem gente, vai em maio. Se quer fazer trekking nos Glaciares, espera até novembro. Não adianta tentar fazer tudo na mesma viagem. O acesso internacional mais comum é pelo aeroporto de El Calafate (FTE), que recebe voos diretos de Buenos Aires com escala em Aeroparque ou Ezeiza. O aeroporto de Puerto Iguazú também é porta de entrada para o lado argentino, mas serve mais para quem vem do Brasil querendo começar pelo norte da Patagônia, em Neuquén. Se você vem de Buenos Aires, o voo dura cerca de três horas e meia. O ônibus leva entre 18 e 22 horas, dependendo do destino final. Eu sempre prefiro o ônibus quando o tempo é curto, porque o voo pode ser cancelado por vento e você fica preso no aeroporto por horas.

Em resumo, a Patagônia argentina fica no sul do país, ocupando cerca de um terço do território nacional, e o melhor modo de realmente entendê-la é passando pela Ruta 40 em um veículo com tanque grande e combustível reservado. A geografia é simples, mas a logística exige planejamento porque as distâncias são maiores do que parecem no papel.