Paises Baratos Para Viajar - Paises baratos para viajar: destinos sorprendentes y económicos que ...
Paises baratos para viajar: destinos sorprendentes y económicos que ...

Como viajar gastando pouco: os países que realmente compensam

A primeira coisa que todo mundo acha é que viajar barato significa comer no McDonald's e dormir em albergues fedorentos. Na prática, não é bem assim. A diferença entre gastar menos e gastar mal é só uma questão de saber onde colocar o dinheiro.

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Vou falar dos lugares onde um dólar ou euro rende de verdade, mas também daqueles que parecem baratos no site de reservas e te quebram na hora de pagar a conta. A regra geral é: fuga das capitais turísticas e fuja ainda mais dos bairros que o TripAdvisor recomenda. No sudeste asiático, Tailândia continua sendo o lugar mais fácil para começar. Bangcoc é armadilha, mas Chiang Mai, Khon Kaen e as cidades do nordeste como Ubon Ratchathani têm custo de vida baixo de verdade. Um almoço comido num food court num centro comercial custa entre 40 e 60 baht, que dá algo em torno de 12 a 18 reais. Quarto em hotel simples fica em média 150 baht por noite, mas se você pegar hostels num lugar como Pai ou Nan, consegue quartos por 80 a 120 baht. Aí sim dá para fazer 20 dias gastando menos de 1500 dólares, contando voos internos.

Buthan é o contraexemplo que as pessoas não esperam. Tem um dia mínimo obrigatório que varia entre 100 e 250 dólares dependendo da temporada. Você precisa contratar guia e transporte local. Para a maioria dos viajantes, isso inviabiliza a viagem. A menos que você vá em grupo e divida os custos fixos, Bhutan é simplesmente fora de preço. O país tem valor cultural absurdo, mas não é barato. Geórgia é o lugar que mais surpreende nos últimos anos. Tbilissi é barata, cáucasus rural é absurdamente barato, e a infraestrutura de albergues melhorou muito. Um jantar completo com vinho local sai por 20 a 30 lari, que é cerca de 60 a 90 reais. Hospedagem simples fica entre 25 e 40 lari por noite. Eu fui pra Svaneti em outubro e paguei 150 lari por um quarto privativo com café da manhã incluso. O problema é que em Mestia e Ushguli, que são vilarejos de montanha, os preços sobem porque tudo precisa ser importado. Se você passar mais de três dias lá dentro, sente o impacto no bolso.

No norte da África, Marrocos continua sendo o equilíbrio mais seguro. Fes e Marrakech são caóticas, mas Chefchaouen e Asfour são mais calmas e baratas. O risco de golpe turístico é real, especialmente em Marrakech, onde vendedores podem te levar por um zoco inteiro prometerendo preço baixo e cobrar o triplo na saída. A prevenção é simples: negocie sempre, tenha uma noção do preço justo antes de entrar na loja, e nunca aceite o primeiro preço apresentado. Um quarto riad simples em Fes fica entre 300 e 500 dirham por noite. Argentina, depois da desvalorização do peso, voltou a ser barata para quem ganha em dólar ou euro. Buenos Aires ainda tem regiões caras, mas Córdoba, Mendoza e Salta são mais acessíveis. O problema é a inflação e as mudanças frequentes de taxa de câmbio. Se você for trocar dinheiro, use o mercado paralelo, conhecido como blue, mas saiba que há riscos legais. Os hotéis formais cobram em dólar turismo, que é uma taxa bem mais alta que a oficial. A dica é usar cartão de crédito internacional, que muitas vezes aplica uma cotação intermediária, ou sacar pesos em caixas eletrônicos e negociar diretamente em restaurantes pequenos que aceitam dollar cash.

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Bolívia é o país mais barato da América do Sul para estadias longas. La Paz, Sucre e Potosi têm custo de vida extremamente baixo. Um quarto simples num hotel econômico sai por 30 a 50 bolivianos, que é cerca de 30 a 50 reais. Refeições caseiras custam entre 10 e 20 bolivianos. O desafio é a altitude. La Paz fica a mais de 3600 metros, e muitos viajantes não se dão conta de que precisam de dois ou três dias apenas para se adaptar. Quem pula direto pro Sal de Uyuni, que está a 3656 metros, corre risco real de mal de montanha. Eu vi gente desistir da viagem por causa disso. O conselho é passar pelo menos dois dias em La Paz antes de subir. Geórgia e Armênia são os países do Cáucaso que mais se beneficiaram da queda do dólar. Ambos têm visa facilitada para a maioria dos países, infraestrutura turística crescente e custo baixo. A Armênia, especificamente, é subestimada. Erevan é barata, a comida é excelente, e os mosteiros antigos nas montanhas valem a pena. Um jantar completo com wine local sai por 2000 a 3000 dram, cerca de 50 a 75 reais. Hospedagem simples fica entre 3000 e 5000 dram por noite.

Os países que parecem baratos mas são armadilhas precisam de atenção. Vietnam tem cidades baratas como Haiphong e Da Nang, mas Ha Long Bay é encarecida pelos pacotes turísticos. Camboja, especificamente Siem Reap, é cara devido à dependência do turismo de Angkor Wat. A entrada no templo custa 37 dólares por um dia, o que já eleva significativamente o custo. Nepal, fora da temporada de trekking, tem preços baixos, mas a infraestrutura de saúde é precária em regiões remotas. A questão do orçamento diário varia muito. Em Tailândia e Geórgia, dá para viver bem com 30 a 40 dólares por dia, desde que evite álcool caro e passeios organizados. Em Marrocos, o mínimo viável é 40 a 50 dólares. Na Bolívia, 25 a 35 dólares cobre hospedagem e alimentação básica, mas trekking e entradas em parques nacionais podem encarecer.

O erro mais comum é subestimar o custo dos deslocamentos internos. Vooslow cost no sudeste asiático custam entre 30 e 80 dólares, e ônibus overnight podem salvar uma noite de hotel mas são desconfortáveis. Na Geórgia, Aluzia são baratas, mas distâncias entre cidades exigem tempo e dinheiro. No Nepal, voos domésticos são imprevisíveis devido ao clima e caros relativamente ao custo de vida local. Dinamize suas economias usando moeda local e evitando câmbio em aeroportos. A taxa de câmbio em aeroportos é sempre a pior, com spreads de 5 a 10 por cento contra você. Em vez disso, saque em caixas eletrônicos em shoppings ou use cartões sem taxa de_IO foreign transaction. No Vietnã, o uso de aplicativo Grab de transporte evita negociações com taxistas que cobram o triplo de turistas.

Saia da alta temporada. Tailândia em dezembro e janeiro é alta temporada, com preços 40 a 60 por cento mais caros. A época das chuvas, entre maio e outubro, oferece os mesmos climas agradáveis e preços baixos. Geórgia no outono, setembro a novembro, tem vinhedos lindos e preços menores que em julho e agosto. Marrocos em março e abril, ou outubro e novembro, evita o calor intenso do verão e as multidões de dezembro. Trabalho remoto tem se tornado uma opção viável. Muitos albergues e cafés em Chiang Mai, Tbilissi e Buenos Aires oferecem wi-fi decente e preços mensais com desconto. Em Tbilissi, por exemplo, há coworking spaces que cobram 150 a 250 lari por mês por espaço e acesso a sala de reuniões. Isso reduz o custo diário de hospedagem quando a permanência é longa.

O segredo final não é escolher o país mais barato do mundo, mas o país onde seu estilo de vida cabe no orçamento. Viajar barato exige planejamento, flexibilidade e disposição para abandonar a ideia de conforto ocidental. Se você consegue comer o que os locais comem, dormir em lugares simples e navegar com paciência, quase qualquer destino se torna acessível. O resto é só decisão.