Para Onde Viajar Em Janeiro Internacional Barato - Os 05 melhores lugares baratos para viajar em janeiro no Brasil em 2018
Os 05 melhores lugares baratos para viajar em janeiro no Brasil em 2018

O guia que ninguém pediu mas você precisa ler

Você entra no Google digitando para onde viajar em janeiro internacional barato e aparece um monte de listinhas genéricas sobre Maldivas e Cancún. Ninguém te conta que janeiro é basicamente a pior época do ano para voos internacionais baratos, exceto se você souber onde bater.

Para onde viajar em janeiro internacional barato: a realidade dos preços

Aqui está o que acontece de verdade. Janeiro coincide com férias escolares no Brasil, férias de inverno no hemisfério norte e alta temporada na Europa mediterrânica. As companhias aéreas sabem disso e sobem o preço. O que funciona na prática é voar para destinos onde o frio ou a seca não atraem o grande público, mas ainda assim oferecem infraestrutura turística decente. Minha experiência prática com isso começou em 2019, quando tentei encontrar passagem para o sudeste asiático num aeroporto europeu. O problema era que voos diretos para Tailândia ou Vietnam ficavam em média 40% mais caros em janeiro comparado a março. A solução que encontrei foi mirar para Tbilisi, na Geórgia, com conexão em Istambul. O voo direto para Bangkok estava a R$ 5.800. A rota via Istambul com escala em Tbilisi e depois de comboio por 12 horas até a Tailândia ficou na faixa de R$ 2.900. Não é prático se você leva muita bagagem, mas o custo-benefício é absurdo.

Outra dica que não aparece nos blogs: voos operados por companhias de baixo custo europeias para o Norte da África, especialmente Marrocos e Tunísia, costumam ter tarifas muito mais baixas em janeiro porque é fora de pico turístico. Um voo Lisboa-Casablanca pela Ryanair pode sair por €35 se você comprar com 6 semanas de antecedência e não reclamar de assento. É uma opção válida para quem quer sair do país sem gastar uma fortuna.

Destinos que realmente funcionam em janeiro

Sudeste Asiático fora da temporada seca completa: Tailândia, Vietnã e Camboja entram na estação seca em janeiro, mas o volume de turistas de janeiro a março já inflacionou os preços de hospedagem. Se você for até lá em janeiro, reserve hotéis com 3 meses de antecedência no mínimo. Voos saem mais baratos se você olhar para aeroportos secundários como Don Mueang (Bangkok) em vez de Suvarnabhumi, e usar transportes terrestres entre países vizinhos. Uma passagem de ônibus Tailândia-Camboja custa cerca de US$15 e leva 12 horas. É cansativo, mas barateia muito a conta total. América Central: Guatemala, Honduras e El Salvador são opções que muita gente ignora. Voos saindo do Brasil com conexão em Ciudad de México ou San Salvador frequentemente ficam abaixo de R$3.500 em janeiro. O problema é a segurança em algumas regiões, então recomendo consultar as recomendações do Itinerary antes de confirmar qualquer coisa. Já vi gente marcar viagem para a Guatemala sem verificar se a zona ocidental de Flores estava segura na época da viagem. Acontece.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

África Subsaariana: voos para Cabo Verde, Senegal e Gâmbia podem sair baratos se você mirar companhias como TAP ou Air France com conexões em Dakar ou Praia. A vantagem é que janeiro é estação seca em grande parte da África Ocidental, o que significa que estradas e transporte local funcionam melhor. O inconveniente é que a infraestrutura de turismo é muito mais limitada do que na Tailândia ou México. Você vai gastar menos com hospedagem, mas também tem menos opções de coisas para fazer.

O que não funciona em janeiro

Europa Central em janeiro é tecnicamente barato para voos, mas o frio pega todo mundo de surpresa. Vienna, Praga e Budapeste têm hotéis a €40 por noite em janeiro, mas a maioria dos atrações fecha mais cedo e os dias têm apenas 9 horas de luz. Se você é do tipo que gosta de caminar 8 horas por dia explorando cidades, vai se decepcionar. Já fiz essa experiência em Praga em janeiro e a maioria das ruas estava praticamente vazia depois das 17h. Para quem busca cultura e vida noturna, março ou abril são bem melhores. Caribe e México em janeiro são o oposto de baratos. Temporada alta absoluta. Passagens para Cancún saem facilmente acima de R$4.500 e hotéis de praia cobram tarifas de verão mesmo em janeiro. Se alguém te indicar isso como opção barata, desconfie.

Dicas práticas que realmente funcionam

Comprar voos com 6 a 8 semanas de antecedência em janeiro costuma ser o sweet spot. Menos que isso e você paga prêmio de última hora. Mais que isso e as promoções ainda não surgiram. O problema é que isso varia conforme a rota. Rotas sul-americana-europeia costumam liberar tarifas promocionais com 2 meses de antecedência, enquanto rotas asiáticas precisam de 8 a 10 semanas. Se você tiver flexibilidade de datas, usar ferramentas como Google Flights com o recurso de datas flexíveis pode economizar entre R$400 e R$1.200 por passagem dependendo do destino. Hospedagem em janeiro pede abordagem diferente. Hostels e pousadas menores negociam melhor se você ligar diretamente em vez de reservar por booking.com. Eu sempre faço isso quando vou para a América Central. Ligação direta e perguntar se têm desconto para estadia de 7 dias ou mais. Em geral, oferecem 15 a 20% de desconto que não aparecem nas plataformas. Vale o tempo gasto, especialmente se você vai ficar mais de uma semana.

Uma última coisa que poucas pessoas consideram: seguros viagem. Em janeiro, o custo de seguro aumenta porque há mais risco de problemas de saúde relacionados ao frio em destinos temperados e mais risco de dengua em destinos tropicais. Compare pelo menos três seguradoras e verifique se a sua política cobre internações no destino escolhido. Já vi gente comprar seguro básico para a Tailândia e descobrir que a cobertura médica máxima era de apenas US$10.000, enquanto um hospital good em Bangkok cobra US$200 por consulta e US$3.000 por internação em UTI. O seguro certo pode economizar milhares de reais em imprevistos. O que resta saber é que viajar barato em janeiro exige planejamento, flexibilidade e disposição para aceitar rotas alternativas. Não existe atalho mágico, mas com as estratégias certas você consegue fazer uma viagem internacional por menos da metade do que a maioria das pessoas gasta.