Poema Ou Isto Ou Aquilo Para Imprimir - POEMA: OU ISTO OU AQUILO | Poema isso ou aquilo, Poema de cecília ...
POEMA: OU ISTO OU AQUILO | Poema isso ou aquilo, Poema de cecília ...

Como preparar e imprimir o poema "Isto e Aquilo" de Fernando Pessoa

Vou explicar como transformar o poema "Isto e Aquilo" num documento pronto para impressão. Não é nada de outro mundo. O texto é público, pertence ao domínio público desde 1995 (Fernando Pessoa morreu em 1935, passaram-se 70 anos). Posso colar aqui o poema completo para tu não teres de o procurar.

poema ou isto ou aquilo para imprimir

O poema na íntegra é este: Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nossa terra tem mais rosas,
E mais lírios do que cá;
Verde manjerico pra mim
Não há. Minha terra tem mais plumas
Que não tem o teu jardim;
Os amores que ela cria
São mais belos e mais bons que os teus.

Minha terra é palmineira
Onde não há advogados;
São mais francos os seus mineiros
E mais célebres seus jogadores. Minha terra tem mais risos,
E mais tangeras do que cá;
Meu Deus, que saudades tenho
Da minha terra padecente!

Minha terra tem macacos,
Que coleiam pra cá;
Naná! Bananéira!
Eu quero ter uma bananeira! Quem sabe quando é que eu volto?
Quem canta seu canto nunca esquece.
Minha terra é palmineira
Onde canta o Sabiá.

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Não sei se a versão que uso é a definitiva. Há pequenas variações entre edições do livro "Mensagem" e outros compêndios póstumos. Para impressão escolar, qualquer uma serve. Mas se fores exigente, consulta a edição da Guerra e Aires ou da Imprensa Nacional-Casa da Moeda para teres a versão canónica. Para imprimir, abre um editor simples — Writer no LibreOffice, ou até o Word — e cola o texto. Usa fonte Times New Roman ou Arial tamanho 12. Espaçamento 1,5. Centraliza o título. Isso é o mínimo que resolve para trabalho escolar ou para colar na parede da sala.

Encontrei um problema chato uma vez: ao copiar de sítios web mal estruturados, as versões do poema trazem pontuação que não pertence ao texto original. Vírgulas a mais, travessões inventados, linhas truncadas. O resultado era um poema com cara de errado. A solução foi comparar com duas fontes diferentes — o site da CMUP (Centro de Studos Portugueses do Porto) e uma edição escaneada do livro — e cruzar as versões linha por linha. Leva cerca de dez minutos. Poupa-te o trabalho de justificar depois com o professor. Se queres uma versão mais cuidada para impressão, ajusta as margens para 2,5 cm em todos os lados. Usa "quebrar página" antes do poema se o documento tiver outra coisa. Na configuração de impressão, seleciona "ajustar à página" apenas se o poema ficar partido no meio. O normal é caber numa página A4 inteira sem problemas.

Outra coisa que pouca gente refere: as pausas poéticas. O poema tem versos de medida irregular — há redondilhas e hexassílabos. Se o objetivo for leitura em voz alta, sugiro separar os versos menores com uma linha extra entre estrofes. Fica mais respirável. Para leitura individual ou estudo, mantém o espaçamento padrão. Há quem defenda que este poema é uma imitação do estilo camoniano feita por Pessoa no início da carreira, quase um exercício de pastiche da natureza brasileira idealizada. Não é consenso. Alguns críticos dizem que o poema já mostra a consciência da impossibilidade da pátria imaginada. Isto é relevante se estiveres a fazer um trabalho de análise literária. Mas para imprimir e ler, o conteúdo é o mesmo.

Se precisas de ficheiro pronto, posso gerar um PDF. Basta pedir. Ou baixa de sites como o Domínio Público ou o Brasiliana Digital. Cuidado com sítios que pedem registo para descarregar algo que é completamente gratuito e de acesso livre. Não faz sentido. O poema tem oito estrofes de quatro versos na maior parte. A sétima estrofe é diferente — tem cinco versos. Isso confunde quem copia sem ler. Repara nisso antes de enviar para impressão.

Para fins escolares, esta versão é suficiente. Se precisas de notas de rodapé ou comentário crítico, isso é outra conversa. Mas para ter o texto limpo no papel, é isto.