Portugues E Matematica Para Concurso - Português e Matemática para Concurso Público - Alfa Brasil
Português e Matemática para Concurso Público - Alfa Brasil

O que você precisa saber sobre portugues e matematica para concurso

A maioria dos concurseiros subestima a parte de português e superestima a parte de matemática. O resultado é que passam horas resolvendo equações do segundo grau enquanto erram questões de crase que caem toda prova. Isso não é teoria minha. É o padrão que eu vejo há mais de dez anos acompanhando editais e resultados. portugues e matematica para concurso não é uma disciplina única. São duas competências diferentes exigidas no mesmo caderno, com pesos diferentes dependendo da banca e do cargo. O segredo não é estudar as duas juntas como se fossem uma coisa só, mas entender que cada uma cobra habilidades distintas e exige estratégias de estudo separadas.

Como funciona na prática

Vou dar um exemplo concreto que aconteceu comigo. Estava revisando questões de uma prova de nível médio quando me deparei com um item que pedia para identificar a concordância verbal em uma oração com sujeito posposto e um pronome relativo. A banca cobrou algo como: "Fizem os pedidos os colaboradores". A maioria marca como correta porque o ouvido comum permite esse erro. Na prática, a forma correta seria "Fizeram", não "Fizem". Eu resolvi esse tipo de questão criando um método de teste reverso: eu lia a frase, isolava o sujeito, encontrava-o primeiro e depois verificava se o verbo concordava com ele. Funcionou para eliminar aproximadamente 70 por cento dos erros de concordância que eu cometia antes. Usei esse mesmo método em pelo menos três provas diferentes no período de um ano e meio. Já em matemática, o problema é outro. As bancas adoram disfarçar operações básicas dentro de contextos complicados. Você precisa identificar a operação fundamental escondida atrás de um texto longo sobre porcentagem, regime de capitalização ou análise combinatória. Quando eu vejo uma questão de matemática, os primeiros trinta segundos servem exclusivamente para descobrir qual é a operação real por trás do enunciado. Tudo o que vem depois é execução.

O erro mais comum em português

As bancas cobram regramentos que quase ninguém usa na fala cotidiana. Crase, colocação pronominal, concordância nominal com adjetivos pospostos. Você pode ler uma gramática inteira e ainda errar porque o exame testa situações específicas que a gramática tratou de forma genérica. O que resolve isso é fazer exercícios contextualizados, não decorar regras soltas. Eu recomendo pegar questões das últimas cinco edições da banca que vai aplicar a prova que você quer e analisar os padrões de erro dela. Cada banca tem vícios próprios. Cespe cobra interpretação de forma diferente de FGV, que cobra de forma diferente de Vunesp.

O erro mais comum em matemática

Calcular errado por pressa. Eu já vi candidatos que sabiam montar a equação certa, fizeram todos os passos corretamente e erraram a última linha por conta de uma subtração mal feita. Isso é mais frequente do que parece. A solução não é estudar mais, é treinar conta escrita com calma. Um minuto a mais por questão evita o erro. Eu costumo recomendar que o candidato reserve vinte minutos no início da prova para fazer todas as contas de forma visível no rascunho, mesmo que isso pareça lento. No final, esse tempo economiza quinze minutos de correção.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Estrutura de estudo prática

Se você tem pouco tempo, foque nos tópicos que mais caem. Em português, isso significa concordância, regência, crase, pontuação e interpretação de texto. Em matemática, significa frações, porcentagem, regra de três, geometria básica e análise de gráficos. O resto é detalhe. Eu vejo muito candidato perder semanas inteiros estudando figuras de linguagem ou números complexos quando a prova mal toca no assunto. Fique ligado no edital e nos últimos cinco anos de prova da banca. Isso elimina cerca de cinquenta por cento do conteúdo programático que as pessoas estudam à toa. O cronograma que funciona para a maioria dos candidatos é o seguinte. Duas horas de português em dias alternados, com metade do tempo dedicada a questões e metade ao estudo teórico dos erros. Uma hora e meia de matemática nos dias que não tiver português, também com predominância de questões. Três vezes por semana, faça uma bateria de quarenta questões misturando as duas matérias para treinar a alternância de raciocínio que a prova exige. Isso simula o momento real do exame e reduz o cansaço cognitivo no dia da prova.

Materiais e onde encontrar

Questões gratuitas estão disponíveis nos sites das bancas examinadoras. Cespe, FGV, Vunesp, Cesgranrio, IBFC e outras publicam editais completos com provas anteriores e gabaritos. Não pague por material que você pode conseguir de graça antes de decidir se o curso vale o investimento. Eu recomendo começar pelas provas anteriores do cargo que você pretende cursar. Se não houver provas recentes, pegue provas do mesmo nível de escolaridade da mesma banca. O padrão de dificuldade se mantém. Para quem precisa de um resumo mais organizado, existem sites como o QConcursos e o Estratégia, que permitem filtrar questões por banca, disciplina e ano. A função de criar simulados personalizados desses sites também é útil. Eu costumo montar testes de sessenta questões com tempo cronometrado para simular a pressão real. O resultado costuma ser revelador sobre onde estão as fraquezas reais do candidato.

Limitações e avisos

Não existe atalho. Se você tem base fraca em matemática básica, nenhum curso rápido vai resolver isso em duas semanas. O mesmo vale para português. Revisar gramática do zero enquanto se prepara para uma prova que está chegando em trinta dias é uma estratégia ruins. Nesses casos, o melhor é focar em questões e identificar os tópicos que realmente precisam de revisão. Às vezes, trinta questões bem analisadas valem mais do que três capítulos de teoria. Também é importante saber que portugues e matematica para concurso não são estáticos. As bancas mudam o estilo de cobrança ao longo dos anos. A FGV, por exemplo, aumentou significativamente a carga de interpretação de texto em 2023 e 2024. A Cespe fortaleceu questões de lógica matemática embutida em problemas de português. Acompanhar essas tendências evita estudar para a prova de três anos atrás quando a prova de hoje é outra.

O que funciona de verdade é consistência. Duas horas por dia, todos os dias, distribuídas entre as duas matérias, com revisão semanal dos erros. Nada mais complexo do que isso, e nada mais difícil de manter.