O guia honesto sobre os Power Rangers Dino Charge Dino Zords
Se você tem esses brinquedos da Bandai na estante, já deve ter percebido que o sistema de combinação deles é mais problemático do que promete no envelope. Os Power Rangers Dino Charge Dino Zords são uma linha de combinações lançada em 2014, onde cada Dino Charger vira uma parte de um Megazord maior. A mecânica básica é simples: encaixar o Dinossauro Carregador nas peças apropriadas e travar os encaixes, mas a prática é bem diferente do que parece na caixa. O Megazord principal, chamado Dino Charge Megazord, é formado pela combinação do T-Rex, Triceratops, Pterodactyl, Stegosaurus e Brontosaurus. Cada um desses zords individuais vem com uma peça Dino Charger que encaixa no peito ou no braço do Megazord. Esses mini-dinossauros são pequenos, com cerca de 5 centímetros, e servem tanto como acessórios de coleta quanto como travas funcionais do conjunto maior.
Como combinar os power rangers dino charge dino zords corretamente
A ordem de montagem importa mais do que a maioria dos manuais sugere. Comece pelo Triceratops na base, que atua como pernas. Em seguida, encaixe o Stegosaurus nos ombros. O Pterodactyl vai nas costas como um par de asas que também segura o bracelete. O Brontosaurus completa o torso superior. Por último, o T-Rex se encaixa na parte frontal central, e é aqui que a coisa fica complicada. O mecanismo de travamento do T-Rex usa uma alavanca que precisa ser pressionada com força considerável para travar no lugar. A maioria das pessoas aperta devagar e acha que não está funcionando. Eu já quebrei duas alavancas assim antes de aprender. A técnica correta é fazer pressão firme e decisiva de uma vez, como se fosse um clique de trava, não um aperto gradual. Você sente o encaixe travar em cerca de meio centímetro de curso.
Outro ponto que ninguém explica bem: os brazos articulados do Megazord travam em três posições, mas o peso do T-Rex na frente desequilibra a coisa toda se você deixar os braços abertos completamente. Para montar em pose, mantenha os braços fechados contra o corpo e ajuste as pernas em ângulo de 45 graus para estabilidade. O centro de gravidade fica muito à frente por causa da cabeça do T-Rex projetada.
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Problemas reais que você vai encontrar
O pior defeito recorrente nesses kits é a quebra das patas dianteiras dos Dino Chargers individuais. Eles são presos por pinos plásticos finos que cedem com muita facilidade quando alguém tenta puxar o zord de baixo para cima para inspecionar o encaixe. Eu liro uma fileira inteira dessa forma antes de parar de tentar remontar sem primeiro remover os encaixes laterais. O correto é desmontar puxando pelas costuras de moldagem, nunca pelos membros. Um problema secundário mas igualmente irritante é que o encaixe do Brontosaurus no torso superior solta com o tempo. O pino que segura ele se afrouxa depois de cinco ou seis montagens e desmontagens. A solução caseira que eu uso é colocar uma minúscula gota de cola silicone transparente na articulação. Não use supercola porque ela funde o plástico e impossibilita a desmontagem futura. Silicone mesmo, aquele de aquário, aplicado com uma palito de dente na quantidade de uma cabeça de alfinete.
O que os compradores despreparam
A linha Dino Charge foi planejada para combinações múltiplas além do Megazord principal. O Stego-Tricera Megazord, por exemplo, junta apenas dois zords e funciona melhor do que a versão completa porque tem menos pontos de falha. Se o seu orçamento for limitado ou se você está tendo problemas com a combinação completa, comece pelo Stego-Tricera. A construção é mais robusta e o resultado visual é bastante satisfatório. Os Dino Chargers avulsos também são problemáticos como peças de coleção pura porque as pintura amarela e laranja desbota relativamente rápido perto de janelas com luz solar direta. Eu perdi dois Triceratops Charger assim em dois anos. Mantenha-os fora da luz solar direta e eles duram muito mais. Isso vale para todos os zords da linha, não só os Chargers individuais.
Disponibilidade e preço atual
A linha foi descontinuada há anos, então peças avulsas só aparecem no mercado de revenda. Um Megazord completo usado, dependendo do estado dos encaixes, varia entre 150 e 400 reais em plataformas como Mercado Livre. Kits novos lacrados, se ainda aparecerem, podem passar de 600 reais por causa da escassez. É importante verificar o estado dos pinos de articulação antes de comprar usado, pois essa é a parte que mais se desgasta com o tempo e não tem reposição oficial da Bandai. Se o objetivo é apenas montar e brincar sem se preocupar com valorização, kits usados em bom estado oferecem o melhor custo-benefício. Se for investimento ou coleção, foque em versões lacradas com os Chargers originais inclusos, pois os reposicionados genéricos não têm a mesma qualidade de encaixe e acabam soltando durante a combinação.