Lista prática de fillers de Naruto Shippuden
Voltar e assistir tudo de novo pra saber o que é canônico e o que não é uma perda de tempo que eu já cometi. O problema é que a divisão entre filler e canon no Shippuden não é linear, tem um monte de episódios híbridos e também os episódios de itálico que ficam num meio-termo chato.
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Aqui vai a lista que eu uso como referência e que resolve a maioria das dúvidas sem precisar ficar consultando três sites diferentes. Os números seguem a contagem oficial em 220 episódios, que é a mais usada no Brasil. Fillers de naruto shippuden começam logo no início. O arco do Kurama é o primeiro bloqueio grande, dos episódios 50 ao 65. Esse trecho é inteiro filler e não tem nada a ver com o mangá. Depois vem o arco de Kage Tsuki, que ocupa os episódios 144 ao 151. Tem coisa pior e melhor nesse bloco, mas no geral é rebuscado e alongado.
Existe ainda um bloco menor, bem no começo, dos episódios 29 ao 33, que são aventuras autônomas fora do mangá. E no finalzinho tem o arco do Konoha Shangri-La, episódios 168 ao 170, outro trecho isolado que não encadeia em nada que você vai ver nos filmes ou no Boruto. Só isso? Não. Tem episódios de preenchimento espalhados, como o 128, que é só uma cena jogável sem relevância, e o 176, que também é enredo próprio. E tem o especial de Itachi Shinden, episódios 171 e 172, que muitos consideram filler apesar de ser adaptado de light novel, porque não entra na narrativa principal do anime.
Quem quer pular tudo errado costuma marcar esses trechos como fillers totais. É uma abordagem válida se você só quer acompanhar o parte do mangá, mas eu recomendo ler antes de decidir. O anime adicionou cenas extras em vários pontos que ajudam a entender motivações e diálogos que o material original deixa implícitos. Tem um detalhe que a maioria das listas ignora: os episódios de flashback, como o 105, que é uma animação separada chamada "A Lenda do Ninja Explosivo", classificada como filler por alguns e como non-canon por outros. Se você entrar na conversa, vai ver gente defendendo os dois lados com firmeza. No fim, o que vale é o que faz sentido para seu propósito de assistir.
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Para quem está montando uma playlist no Plex ou no Kodi, eu costumo colocar um marcador visual com cores. Episódios canônicos ficam verdes, fillers totais ficam vermelhos, episódios de itálico ficam amarelos. Quando a lista cresce, isso economiza uns minutos preciosos de caça a episódios perdidos. Outra questão que as pessoas não gostam de reconhecer é que nem tudo que não é mangá é ruim. O arco da reunião dos Kage, especialmente os episódios 222 a 224, tem momentos animados que funcionam bem mesmo sendo adaptações de conteúdo suplementar. Se você não liga para a pureza do canon, esses trechos podem ser divertidos.
Se você for usar alguma ferramenta externa para marcar fillers, saiba que muitas listas online atualizam os números de forma inconsistente. Eu já vi gente usar números errados que levam a episódios certos serem pulados sem motivo. Recomendo checar a data da fonte. Fontes mais antigas costumam ter lacunas sobre episódios mais recentes, enquanto listas mais novas às vezes incluem episódios de itálico na contagem de fillers sem avisar. Se você quer só os dados práticos, essa é a estrutura básica: episódios 50-65 e 144-151 são os dois blocos principais de filler. Os episódios 29-33, 128, 168-170, 171-172, 176 e 222-224 merecem atenção separada porque têm natureza diferente. E os episódios de itálico, especialmente os que vêm após o arco dos Pain, são híbridos que dependem do seu gosto.
Há quem prefira ignorar qualquer episode que não seja estritamente mangá e seguir só o cronograma original. Outros preferem ver tudo que é produzível e deixar o anime falar por si mesmo. Ambas as abordagens têm lógica. A minha preferência pessoal, depois de anos assistindo e relutando, é pular os blocos maiores e revisar os episódios de itálico caso a caso, porque o custo-benefício costuma ser positivo. Eu já perdi tempo procurando um episódio que eu achava que era filler, mas que na verdade era uma adaptação de cena secundária do mangá. O episódio em questão era o 155, que muitos listam como filler, mas que eu acabei considerando útil pela cena extra sobre o clã Uchiha. Isso mostra como a linha entre filler e canon pode ser tênue dependendo do que você considera relevante.
Se você vai montar sua própria lista de episódios para maratonar, considere anotar não apenas os números, mas também uma nota curta sobre cada bloco. Uma palavra tipo "híbrido" ou "light novel" já ajuda muito quando você volta a assistir semanas depois e esquece o que eram aqueles episódios cinzentos. A diferença entre uma maratona organizada e uma bagunça é só isso: uma planilha simples e uma memória que não falha tão rápido. No geral, a divisão de fillers não é perfeita e isso é normal. O anime foi feito com tempo de produção apertado, roteiro em paralelo e vários roteiristas trabalhando ao mesmo tempo. Então você vai encontrar episódios que parecem filler, mas carregam algo do mangá, e episódios claramente canônicos que foram animados de forma mediocre. A lista que eu passei acima cobre o que a maioria das comunidades leva em conta. Se você quiser ser mais criterioso, pode consultar fontes específicas, mas lembre-se de que nenhuma lista é impecável.
Acho que essa explicação te dá base suficiente para decidir o que assistir e o que pular. A lista principal é 50-65 e 144-151, com atenção especial aos episódios 29-33, 128, 168-170, 171-172, 176 e 222-224. Se você preferir algo mais flexível, use os blocos de itálico como referência e decida com base no que faz sentido para você. Assim, você evita perder tempo revisando conteúdo desnecessário e consegue manter o ritmo que preferir.