Qual A Melhor Tinta Para Cabelo Com Progressiva - qual a melhor tinta de cabelo para quem tem progressiva? Descubra!
qual a melhor tinta de cabelo para quem tem progressiva? Descubra!

Escolhendo tinta quando o cabelo já passou por progressiva

O assunto sempre volta quando alguém chega na cadeira com cabelo quimicamente tratado e quer colorir. A pergunta mais comum é sobre qual produto usar, mas a resposta curta é: não existe tinta universal que funcione bem nesse cenário. O que funciona depende do histórico do cabelo, do tempo desde a última progressiva e de quanto a fibra já absorveu ou perdeu durante o processo.

qual a melhor tinta para cabelo com progressiva

A melhor opção, na prática, é o creme de coloração direta sem amônia, preferencialmente com grau deDevelopers baixo, tipo 10 ou 20 volumes no máximo, e fórmulas que tenham pigmentação neutra ou levemente acastanhada quando o objetivo for cobertura de raiz. Produtos com base de óleos e silicones voláteis tendem a grudar mais na fibra já sensibilizada e dar um acabamento mais uniforme. Eu costumava recomendar linhas com complexo de queratina ou hidrólise de proteína na composição, mas isso mudou com o tempo. O que eu vejo agora é que proteína demais junto com tintura pode travar a penetração do pigmento em cabelos que já receberam progressiva há menos de quinze dias. O resultado é um tom que nasce escuro e sai mais claro depois de três lavagens, porque o pigmento não conseguiu entrar direito.

O problema mais específico que eu encontrei foi com um cliente que tinha feito progressiva com tioglicolato de amônia há onze dias e quis fazer uma tonalidade loira médio com desenvolvedor 20 volumes. A cor abriu mal, ficou irregular, e o cabelo parecia ter uma película pegajosa. A solução que funcionou foi adiar o processo por pelo menos sete dias, fazer uma lavagem prévia com shampoo neutro seguido de condicionador pesadão, aplicar uma máscara de reconstrução leve na noite anterior, e só então aplicar a cor com developer 10 volumes em vez de 20. O tom final ficou homogêneo e o nível de dano visível caiu quase pela metade. Existem dois pontos que poucos iniciantes levam em conta. O primeiro é que a progressiva altera o pH natural da fibra e isso pode fazer com que a cor oxidis mais rápido ou mais devagar do que o esperado. Você precisa testar sempre uma mecha antes de aplicar no couro cabeludo todo. O segundo ponto é que alguns salões usam produtos com formaldeído ou derivados na progressiva, e isso pode reagir com os oxidantes da tinta e liberar cheiro forte, além de causar queimaduras no couro cabeludo em casos mais sensíveis. Se o cliente mencionar cheiro de produto de limpeza após a aplicação, lave imediatamente e não insista.

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Vou listar o que eu recomendo como configuração padrão hoje em dia, porque parece ser o que dá menos dor de cabeça:

Se o cabelo tiver muitas pontas brancas, aí a situação muda. A cobertura de grisalhos com progressiva previa pede um produto com maior poder de penetração, e aí entra a coloração semiperene ou mesmo uma permanente leve. Eu prefiro usar uma mistura de 70% de cor permanente com 30% de semi-perene para não sobrecarregar a fibra, mas isso é opinião técnica e depende muito do estado real do fio. O cenário em que essa abordagem falha completamente é quando o cabelo já passou por mais de duas progressivas em menos de seis meses, especialmente se a última foi feita com ureia ou formaldeído em concentração alta. Nesse caso, qualquer tinta vai abrir de forma imprevisível e provavelmente causar mais quebra. A recomendação honesta aqui é interromper o uso de progressiva por pelo menos sessenta dias, fazer tratamentos de hidratação profunda semanais, e só então tentar uma tonalidade escura, como um castanho médio, que exige menos ação oxidativa.

Se você está tentando fazer tudo em casa, use luvas, aplique primeiro nas pontas e só depois na raiz, e nunca deixe o produto agir por mais de quarenta minutos. Se notar ardor no couro cabeludo, retire imediatamente. Não existe cor que valha uma queimadura.