O fim da LG e a realidade dos celulares que sobraram
A LG desistiu do mercado de smartphones em 2021. Isso significa que não há mais lançamentos novos vindo da marca, mas os modelos que ficaram são, honestamente, alguns dos mais competentes que já vi no segmento alto. A pergunta qual celular da lg é melhor não tem uma resposta única porque dependia demais do que você priorizava.
qual celular da lg é melhor: a resposta que ninguém quer dar
O LG V60 ThinQ foi, sem dúvida, o celular mais completo que a marca produziu nos seus últimos anos. Tela OLED de 6,8 polegadas com taxa de atualização de 60Hz — sim, apenas 60Hz em um flagship de 2020, o que já soa obsoleto hoje —, processador Snapdragon 865+, 12GB de RAM e uma bateria de 5.000mAh que durava tranquilamente dois dias de uso moderado. O secundário, o LG G8X ThinQ com o modulo Dual Screen, era interessante na teoria mas sofria com aquecimento excessivo e compatibilidade limitada de apps quando usava a tampa como teclado físico. O problema real que eu encontrei pessoalmente com o V60 era o software. A LG estava cortando suporte ativo quando muitasROMs customizadas começaram a aparecer, mas o processo de instalação não era trivial. Eu precisei rootear o dispositivo, desbloquear o bootloader e depois instalar o TWRP manualmente usando fastboot, o que eliminou permanentemente a garantia e quebrou o Knox software equivalent. Funcionou, mas qualquer coisa que der errado a partir daí é seu problema.
Especificações que realmente importam nos modelos finais
O LG Wing, lançado em 2020 com aquele design dobrável em T, tinha um Snapdragon 865 e 8GB de RAM. Era único, sim, mas a dobradiça que permitia rotacionar a tela superior criava um ponto de falha mecânico real. Eu vi vários unidades com a tampa trêmula após 18 meses de uso. Não é defeito de fabricação, é desgaste natural de um mecanismo que nunca foi testado em volume tão alto. O LG G8X ThinQ com o modulo Dual Screen era basicamente um G8th com tela adicional. A tela principal era OLED HDR de 6,4 polegadas com resolução QHD+. O modulo Dual Screen adicionava uma tela secundária de 6,4 polegadas com resolução FHD+, mas o processador continuava sendo o Snapdragon 855+ de gerações anteriores, o que criava um gargalo perceptível em multitarefa pesada. A LG prometeu que o modulo funcionaria com Android Multi-Window, mas na prática muitos apps não se adaptavam corretamente, especialmente apps bancários e de streaming protegidos por DRM.
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O modelo mais equilibrado, na minha experiência, era o LG V50 ThinQ com tela de 6,4 polegadas, Snapdragon 855 e a famosa tela com filtro infravermelho para leitura biométrica. Isso permitia desbloqueio facial mesmo com óculos escuros, algo que poucos celulares atuais ainda fazem. A câmera traseira duplas de 12MP e 16MP com estabilização óptica eram competentes, mas nunca competitivas com Samsung ou Google na mesma faixa de preço.
O que considerar antes de comprar um LG usado em 2025
O principal risco é a falta de atualizações de segurança. A LG parou de enviar patches há anos. Se você usa o celular para banking, autenticação de dois fatores ou armazenamento de dados sensíveis, isso é um problema real e crescente. Navegar na internet com o Chrome atualizado ajuda, mas o sistema operacional em si não recebe correções desde meados de 2022. Outro ponto importante: a bateria dos modelos usados no mercado de segunda mão provavelmente já está degradada. Uma bateria de íon-lítio perde capacidade significativamente após 500 ciclos completos de carga. Um V60 comprado usado com dois anos de uso anterior pode ter uma bateria com apenas 70 a 75% da capacidade original. A substituição custa entre R$ 150 e R$ 250 em oficinas especializadas, mas exige abrir o dispositivo, o que void qualquer garantia residual que ainda exista.
Se o seu foco é pura performance bruta por um preço baixo, o V60 ainda entrega. Mas se você precisa de um celular que funcione como dispositivo principal a longo prazo, considere seriamente um Samsung Galaxy S20 FE ou um Google Pixel 5 usados da mesma época — ambos recebem suporte muito mais prolongado e têm ecossistemas de manutenção muito mais acessíveis no Brasil.