Quando Começa A Engatinhar - Quando o Bebê Começa a Engatinhar? Guia de desenvolvimento · Sue Maistro
Quando o Bebê Começa a Engatinhar? Guia de desenvolvimento · Sue Maistro

O que esperar do desenvolvimento motor do seu bebê

A maioria das crianças começa a engatinhar entre os 6 e os 10 meses de idade, mas essa janela é mais ampla do que muita gente acha. Algumas começam aos 7 meses, outras só por volta dos 11, e ainda existem aquelas que simplesmente não engatinham de jeito nenhum e vão direto para o ficar em pé e caminhar. Isso é normal, embora cause ansiedade em muitos pais que comparecem o filho com vídeos da internet ou com primos mais velhos. Os primeiros sinais costumam aparecer semanas antes do movimento propriamente dito. A criança passa mais tempo de bruços, levanta o peito do chão apoiada nos antebraços, balança o quadril como se estivesse tentando encontrar um ritmo, e às vezes até arrasta o corpo para trás antes de aprender a ir para frente. Esse período de pré-engatinhar pode durar de duas a quatro semanas. Eu vi isso acontecer com um sobrinho meu: ele passava horas no tapete chutando o ar e empurrando o chão com as mãos, e eu já estava começando a achar que ele nunca ia engatinhar. No terceiro dia, de repente, ele fez o movimento completo — dois arrastões e já estava perto do brinquedo que queria. Não tem como prever o dia exato.

Quando começa a engatinhar: os marcos reais

O que a literatura pediátrica chama de "engatinhar propriamente dito" envolve coordenação cruzada: o bebê move o braço esquerdo e a perna direita ao mesmo tempo, depois inverte. Esse padrão de marcha cruzada é importante porque indica que os hemisférios cerebrais estão se comunicando de forma adequada. Antes disso, muitas crianças fazem o que eu chamaria de "engatinho animal" — ficam de quatro mas movem o braço e a perna do mesmo lado, ou então se arrastam de barriga no chão puxando-se com os braços. Eu trabalhei com avaliação motora em um consultório e tinha uma criança, quase 9 meses, que só sabia rastejar de barriga. Os pais estavam preocupadíssimos, achando que era um atraso. Na verdade, ela tinha força suficiente nos membros superiores e estava conseguindo chegar onde queria. O que acontecia era que a versão com as quatro membros apoiados exigiria mais coordenação fina, e ela ainda não tinha desenvolvido esse padrão. Dei o mesmo conselho que dou agora: deixar a criança brincar muito de bruços, em superfícies firmes mas confortáveis, sem usar andadores ou carrinhos de estímulo. Em três semanas ela começou a fazer o movimento cruzado. O importante não é o formato do engatinhar, é a progressão e a intencionalidade do movimento.

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Alguns fatores podem atrasar o início do engatinhar. Bebês com sobrepeso significativo tendem a começar um pouco depois porque precisam exercer mais força para deslocar o próprio peso. Bebês que passam muito tempo contidos em cadeirões, Bangs ou carrinhos também podem ter menos oportunidades de praticar. E aqui vai uma coisa que os pais geralmente não consideram: o tapete. Superfícies muito escorregadias, como cerâmica polida ou madeira encerada, dificultam o agarre das mãos e joelhos. Eu sempre recomendo um tapete de espuma ou um tecido com alguma textura para dar aderência. Isso por si só pode adiantar o processo em uma ou duas semanas. Existem situações em que o atraso no engatinhar merece atenção profissional. Se a criança não demonstra interesse em se deslocar por volta dos 10 meses, se apresenta assimetria marcada — usa apenas um lado do corpo —, se mantém os punhos flexionados ao apoiar as mãos no chão em vez de abri-los, ou se perdeu habilidades motoras que já havia desenvolvido, aí é recomendado procurar um pediatra ou fisioterapeuta pediátrico. Não se trata de entrar em pânico, mas sim de não ignorar sinais claros de que algo pode estar fora do padrão esperado.

O que realmente funciona para estimular o engatinhar é simples e chato ao mesmo tempo: muito tempo de bruços supervisionado, desde os 3 ou 4 meses de vida. Comece com sessões curtas de cinco a dez minutos, várias vezes ao dia, e vá aumentando conforme a criança ganha força. Coloque brinquedosinteressantes um pouco afastados, na diagonal, para incentivá-la a se mover em todas as direções. Evite o uso de andadores — eles dão mobilidade sem esforço e na verdade podem retardar o desenvolvimento da força necessária para o engatinhar e para a marcha. Estudos mostram que crianças que usam andadores tendem a ficar em pé e andar um pouco mais tarde do que aquelas que não usam. Outro ponto importante: o engatinhar não é obrigatório para o desenvolvimento normal. Crianças que não engatinham e vão direto para a marcha costumam ter desenvolvimento neurológico e motor dentro da normalidade. O que importa é a capacidade de se locomover de forma intencional e coordenada, independentemente do método. Se o seu bebê pula essa etapa e já está se arrastando para os lados ou subindo escadas de quatro apoios, não há problema. Apenas continue oferecendo um ambiente seguro para exploração e acompanhe o crescimento geral junto com o pediatra.