Quando usar are e is
A diferença entre are e is não é complicada, mas os falantes de português erram consistentemente porque tentam traduzir o verbo ser/estar palavra por palavra. O problema é que português varia o verbo pelo sujeito de maneira diferente do inglês. Is vai com he, she, it e substantivos singulares. Are vai com I, you, we, they e substantivos plurais. Pronto. Mas na prática as coisas ficam mais confusas. Eu estava revisando um texto técnico para um cliente brasileiro e vi uma frase como "The data is incorrect" repetida três vezes. O cliente havia escrito assim porque "data" parece plural para um português falante — lembra "datos" em espanhol ou a sensação de que é múltiplo. A forma correta aqui depende do registro. No inglês americano formal, data como substantivo incontável pede is. No inglês britânico acadêmico, are é aceitável porque tratam data como plural. Se você escrever para um público americano genérico, is é mais seguro. Se for uma revista científica britânica, verifique o guia de estilo antes de decidir.
O que todo mundo esquece sobre when to use are e is
Here e there invertem a ordem natural da frase. "There is a problem" é correto, mas "There are many problems" também. O verbo concorda com o substantivo que vem depois dele, não com "there". Isso causa erro recorrente: as pessoas escrevem "There is many issues" porque "there" soa singular. Não é assim que funciona. O trick rápido é perguntar: o quê há? "Many issues" — plural. Então are. Outro ponto que ninguém ensina direito: expressões como "everybody", "someone", "each" são gramaticalmente singulares em inglês, mesmo que semanticamente pareçam coletivas. "Everybody is here", não "everybody are here". O mesmo vale para "nobody", "anyone", "either". Eles exigem is mesmo quando a intenção éplural.
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Frases imperativas também pegam muita gente. "You are welcome" nunca "you is welcome". Mas quando o "you" é implícito em comandos, o are desaparece porque não há verbo de ligação. "Be careful" em vez de "You are careful". Isso não é regra de are/is, mas mostra que o inglês corta verbos que o português manteraria. A contração também importa mais do que parece. Nobody fala "is not" em conversação normal. Falam "isn't". E "aren't" tem usos que parecem erros mas são padrão: "Aren't they coming?" como pergunta negativa esperada, e "I ain't" em certos dialetos — isso é fora do padrão, então evite. O mais importante é saber que "isn't" e "aren't" não são intercambiáveis. "She isn't ready" está certo. "She aren't ready" é erro de quem confunde a concordância.
Uma armadilha avançada: sujeito composto com "or" ou "nor". "The teacher or the students are coming" — o verbo concorda com o substantivo mais próximo do verbo. Inverta: "The students or the teacher is coming". Esse tipo de regra raramente aparece em materiais didáticos básicos mas aparece em testes como TOEFL e IELTS com frequência suficiente para justificar aprendizado. Se você quer uma regra prática que cubra 95% dos casos: encontre o sujeito, determine se é singular ou plural, e escolha. He/she/it/singular noun = is. I/you/we/they/plural noun = are. Quando houver dúvida, leia a frase em voz alta. "The list of items is long" soa certo. "The list of items are long" soa errado mesmo para ouvido amador. A intuição fonética ajuda quando a gramática falha.
A principal limitação desse sistema é que inglês tem exceções que não obedecem à lógica simples. "News is exciting" embora termine em s. "The police are investigating" embora "police" pareça coletivo singular. Esses casos precisam ser memorizados, não deduzidos. Não existe atalho que elimine essa necessidade.