A regra básica, mas ninguém explica direito
O do e o did são auxiliares de tempo no inglês. Isso significa que eles não carregam significado próprio — servem apenas para sustentar a estrutura da frase. O do aparece no presente simples e o did no passado simples. A confusão acontece porque brasileiros costumam traduzir palavra por palavra e acabam empilhando verbos errados. No presente, você usa do para perguntas e negações. Na terceira pessoa (he, she, it), vira does. No passado, o did é universal — não muda para ninguém. Aí já parece simples, mas a pegadinha começa na hora de formar a pergunta.
Como saber quando usar did ou do na prática
O primeiro passo é identificar o tempo verbal da frase. Se a ação aconteceu no passado e você já sabe disso pelo contexto, vai de did. Se é um hábito, algo que acontece agora ou no presente geral, vai de do/does. O erro mais comum que eu vejo as pessoas cometerem é adicionar o passado ao verbo principal junto com o did. O did já carrega o passado, então o verbo principal volta ao infinitivo sem o to. Pergunta: Did you go to the party? Não "did you went". Resposta curta: Yes, I did. Para o presente: Do you work here? / Does she like coffee?
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Eu já passei aperto em uma tradução técnica onde precisei manter a coerência temporal entre frases em seqüência. Tinha um parágrafo inteirinho no passado, e numa das perguntas eu coloquei do por impulso. O revisor apontou na hora. A solução foi reler todo o parágrafo antes de qualquer pergunta ou negativa, identificando o tempo verbal dominante, e só então decidir entre do e did. Isso economizou horas de retrabalho.
O detalhe que os manuais ignoram
There é um caso específico que causa dor de cabeça: com o verbo to be no passado, não se usa did. O be no passado é was/were, e a pergunta e a negativa já se formam invertendo ou adicionando not. Você diz Were you tired?, nunca Did you tired?. O mesmo vale para o presente — usa-se is/am/are, não do. A regra de usar do/did só se aplica a verbas comuns, não ao to be. Outra situação rara: verbas modais como can, should, must. Eles têm suas próprias formas de pergunta e negativa, então do e did nem entram na briga. Can you swim? em vez de Do you can swim? Isso parece óbvio, mas aparece com frequência em textos de aprendizes que estão traduzindo automaticamente do português.
O principal limitação do método é que ele não funciona bem com tempos perfeitos ou contínuos. Se a frase tem has/have done ou is doing, o auxiliar já está definido pelo tempo verbal e não há espaço para do ou did. Nesses casos, a pergunta ou negação já segue outra regra. Se você está começando agora, recomendo dominar o presente e passado simples isoladamente antes de misturar com os outros tempos. O risco de erro aumenta muito rápido.