Como marcar e cobrar faltas no futebol society
Futebol society tem regras de falta próprias que diferem do futebol de campo em pontos que a maioria dos jogadores amadores não observa. A confusão começa porque o regulamento oficial varia entre federações estaduais e ligas privadas. Mesmo assim, existem padrões que se repetem na maioria das quadras avaliadas pelo Brasil a fora. O tipo de contato define se a cobrança será marcada a 9 metros ou direta, sem barreira. Empurrão, segurar o braço, entradinha por trás e carga nos joelhos são os quatro casos que aparecem com mais frequência nos jogos de sábado de manhã. O árbitro deveria assobiar todos eles sem hesitar, mas na prática ele costuma levar em conta a intensidade do jogo e o nível técnico dos envolvidos. Jogo de várzea braba tende a receber apitagem mais branda do que campeonato federado de base.
Entendendo as regras de futebol society faltas na prática
A principal nuance que ninguém ensina é que a cobrança a 9 metros só é cobrada se a falta ocorrer dentro da área de gol. Se a falta for fora dessa área, a marcação segue a distância normal definida pelo regulamento local, que pode ser a distância da falta, a 9 metros ou até mesmo direta, dependendo de como a liga escreveu o regulamento. Li uma quantidade absurda de cartilhas amadoras que afirmam que toda falta de sociedade é a 9 metros. Isso não é verdade. Um exemplo concreto: joguei um campeonato municipal em São Paulo onde a regra local determinava que faltas dentro da área grande eram cobradas a 8 metros e não 9. O árbitro do jogo marcou a distância errada na primeira partida e os dois times começaram a discutir. A solução foi consultarmos o caderno de normas da competição antes do segundo jogo. Nada resolvia aquela confusão no meio do campo porque o regulamento estava impresso em um PDF que nenhum dos árbitros havia lido na íntegra.
Outro ponto que gera prejuízo constante é a definição de entrada por trás. O texto oficial fala em "recepção de bola com presença de perigo", mas isso significa que se o jogador tocar a bola antes do contato corporal, o árbitro pode não marcar falta. Na minha experiência, isso funciona ao contrário na maior parte das quadras: se houve contato com a perna do adversário antes da bola, a falta existe independente de quem ganhou a posse. Eu já vi dois gols anulados por esse critério em partidas que eu arbitrei de forma amadora quando o regulamento do torneio pedia aplicação estrita dalei do jogo em vigor. A barreira no futebol society também tem particularidades. Não existe barreira oficial em muitas competições para faltas a 9 metros, mas em ligas que permitem barreira, ela deve ficar a pelo menos 5 metros da bola. Isso é importante porque muitos jogadores armam barreira a 3 metros e o gol acaba sendo anulado ou a cobrança é refeita. A regra original da Confederação Brasileira de Futebol de Salão permite barreira apenas em competições que especificamente autorizem, então o primeiro passo antes de qualquer campeonato é verificar se a liga adotou essa modificação.
Sobre faltas técnicas e cartões, o society usa o mesmo sistema de amarelo e vermelho do campo, mas com uma diferença relevante: não existe falta progressiva que leva automaticamente à cobrança livre direto após uma certa quantidade de.Infrações acumuladas pelo mesmo time em um segundo tempo só ganham relevância se o regulamento da competição prever isso. Na ausência de previsão, o árbitro aplica a penalidade individual da falta, nada mais. Um detalhe prático que economiza tempo e conflito: sempre leve o regulamento impresso da competição para o jogo. Não confie na memória dos árbitros. Eu costumo ter uma versão salva no celular e outra em papel. Quando surge dúvida sobre se uma falta é punível com cartão ou apenas cobrança, o regulamento responde em trinta segundos. Sem o documento, a discussão dura dez minutos e o jogo atrasa.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
O que costuma funcionar bem como método de prevenção é combinar com a equipe de arbitragem, antes do início da partida, quais critérios serão usados para faltas de contato leve. Se vocês decidirem que empurrões sem vantagem tática serão apenas advertidos com voz e não assobiados, o jogo flui melhor e os cartões diminuem. Isso precisa ser conversado nos cinco minutos antes do apito inicial, não no meio do jogo. Quando tentamos ajustar a rigorosidade depois que o placar já está aberto, a desconfiança entre os dois times aumenta e as reclamações se tornam constantes. Se você busca material de consulta rápido, a CBF de Salão publica o regulamento atualizado em seu site oficial a cada temporada. A versão mais recente pode ser baixada diretamente do portal da confederação. O documento contém todas as modificações aplicadas ao jogo society, incluindo as regras de conduta, falta, escalação e critérios de desempate. O link costuma ficar na seção de regulamentos técnicos, mas o endereço exato muda conforme o ano, então é mais seguro entrar no site institucional e procurar por "regulamento futebol de salão".
Existe um problema real em confiar exclusivamente no regulamento escrito: a interpretação dos árbitros. O texto é genérico e deixa margem para bom senso. Um empurrão no peito que num jogo é falta, noutro é brinquedo. Um arrastão de camisa que num campeonato é cartão amarelo, noutro gera apenas cobrança. Não há como resolver isso com leitura de regras. A única solução é experiência em campo e consciência de que a aplicação varia conforme o contexto da competição. Para jogadores que querem evitar faltas desnecessárias, a dica mais útil é simples: não estique a perna quando a bola está longe do seu corpo. A maioria das faltas por entrada por trás acontece porque o jogador acha que vai alcançar a bola e acaba atingindo a perna do adversário. Se você toca a bola primeiro, o risco de falta diminui drasticamente. Se toca o jogador primeiro, a falta está marcada, independente da intenção.
Outro ponto negligenciado é a posição do goleiro nas cobranças a 9 metros. Ele não pode avançar antes da cobrança ser executada. Se avançar e o gol não entrar, a cobrança é repetida. Eu já vi arbitragens em que o gol foi marcado, o réu comemorou, e só depois perceberam que o goleiro tinha saído da linha. O gol precisou ser anulado e repetido. Perdeu-se cerca de quatro minutos de jogo e houve discussão acalorada. Anotar esse detalhe no caderno de anotações antes da partida evita esse tipo de susto. O sistema de punição por reincidência também merece atenção. Cartão amarelo resulta em suspensão do próximo jogo apenas se o regulamento da competição assim determinar. Na maioria dos campeonatos abertos de sociedade, o cartão fica registrado, mas a suspensão só acontece com cartão vermelho ou acumulo previsto em regulamento específico. Sempre confirme essa informação antes de começar a torneo, porque se você jogar sabendo que dois amarelos implicam suspensão e o regulamento na verdade não prevê isso, sua equipe pode entrar com seis jogadores por erro de interpretação.
Para resolver a questão de forma organizada, eu recomendo que cada capitão tenha uma cópia do regulamento da liga em seu celular e que as dúvidas sejam tiradas antes do jogo, não durante. O tempo gasto com isso na véspera é infinitamente menor do que o tempo desperdiçado discutindo uma cobrança mal marcada no segundo tempo. O futebol society é jogado com intensidade e contato frequente, o que torna a cobrança correta das faltas um dos pontos mais sensíveis da partida. Dominar as regras principais, saber onde elas variam conforme a competição e consultar o regulamento escrito antes de qualquer dúvida são atitudes que reduzem conflitos e tornam o jogo mais fluido. O resto depende da competência de quem apita, e nessa parte o jogador comum tem pouco controle.
Documentação oficial e atualizada sobre as regras pode ser encontrada no site da Confederação Brasileira de Futebol de Salão. O regulamento técnico completo, com todas as alterações válidas para a temporada em curso, está disponível para download gratuito. Recomenda-se baixar a versão mais recente antes de cada campeonato, pois modificações costumam ser publicadas entre uma edição e outra.