O que é o The Lion King live action e por que as pessoas falam tanto
O remake de The Lion King de 2019, dirigido por Jon Favreau, é basicamente um filme inteiro feito com animação gerada por computador com estilo fotorrealista. A Walt Disney Pictures produziu, o elenco de voz original foi mantido na maioria dos casos — Matthew Broderick, James Earl Jones, Nathan Lane, Ernie Sabella voltaram — e o filme foi lançado em julho de 2019. Recebeu uma indicação ao Oscar de melhores efeitos visuais e ganhou. É isso. As pessoas discutem o filme há anos porque ele toca em um ponto sensível: até que ponto um filme animado clássico precisa ser "refeito" quando a tecnologia já permite algo que parecia impossível dez anos antes. Alguns acham que é brilhante. Outros acham que é uma obra sem alma. A verdade prática é mais chata: o filme funciona como espetáculo técnico, mas tem problemas reais de narrativa e performance.
rei leão live action — o que você precisa saber antes de assistir
Vou explicar como funciona na prática, porque tem gente aqui perguntando em fóruns e eu tenho visto os mesmos problemas repetindo todo mês. O método usado foi o que a Disney chama de "virtual cinematography". Em vez de filmar animais reais ou usar captura de movimento tradicional, a equipe construiu cenários virtuais inteiros dentro do motor da Pixar, o RenderMan. Os atores de voz gravavam seus diálogos primeiro. Depois, os animadores usavam essas gravações como base para sincronizar expressões faciais e movimentos dos personagens digitais. A câmera também era virtual — diretores de fotografia como Peter Chiú manipulavam câmeras digitais nos ambientes 3D para criar enquadramentos que imitassem documentários da natureza.
O problema prático que eu vejo todo dia é que muita gente acha que rei leão live action significa "gravação com animais reais". Não é. Não há um único animal vivo em cena. Tudo é CG. Quando você vê uma manada de gnus correndo, são modelos digitais. Quando Simba corre sobre a planície, é renderizado. Isso importa para o que você espera do filme. Um exemplo específico que eu encontrei pessoalmente: alguém postou no fórum pedindo o link do filme dizendo que queria ver os animais reais. Eu precisei explicar três vezes que não existiam animais reais. O problema real era que o cara não tinha lido a sinopse antes de comprar o ingresso no cinema. Custou R$ 35,00 e ele ficou decepcionado. A lição é simples: verifique o que o filme realmente é antes de gastar dinheiro.
Aqui está algo que ninguém conta: a maior fraqueza do filme não é visual. É narrativa. O roteiró é praticamente idêntico ao original de 1994. Acontece que o filme animado original tinha trinta e um minutos a mais de conteúdo. Cenas como a sequência de "I Just Can't Wait to Be King" eram muito mais expansivas no original. No remake, essas sequências foram encurtadas porque o formato virtual cinematográfico priorizou a atmosfera sobre a ação. O resultado é que o segundo ato arrasta. Outro ponto técnico que iniciantes ignoram: a gravação de voz. Como os personagens não tinham expressões faciais reais para capturar, os atores tiveram que gravar as falas com intenções dramáticas muito claras. Beyoncé, por exemplo, gravou "He Lives in You" de forma diferente das sessões de diálogo porque a música precisava de uma carga emocional que o rosto digital do personagem não transmitia sozinho. Isso é uma decisão criativa importante que passa despercebida na primeira assistida.
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Se você quer assistir, as opções disponíveis são: Disney+ (streaming oficial, disponível no Brasil desde março de 2020), compra digital na Apple TV, Google Play e Amazon Prime Video, ou DVD/Blu-ray que ainda é vendido em algumas lojas. O preço varia entre R$ 25,00 e R$ 50,00 dependendo da plataforma. Eu recomendo Disney+ se você já tem a assinatura, porque o custo marginal é zero. Uma ressalva importante: o áudio em Dolby Atmos no Disney+ é significativamente melhor que o streaming padrão. Se você tem home theater, ative essa opção. A diferença no som da cena da cerimônia de apresentação do Simba é concreta — você ouve os gritos dos birds em spatial audio que o streaming comum nivelaa.
Não recomendo para crianças pequenas. O tom é mais sombrio que o original e algumas cenas podem assustar. A classificação indicativa é Livre, mas isso é questionável. Eu vi crianças chorando na sessão em que assisti no cinema. A cena do hyena cantando "Be Prepared" é intencionalmente perturbadora e o tratamento visual fotorrealista torna isso mais intenso do que a versão animada. Se o seu interesse é técnico e você quer estudar como o filme foi feito, o documentário "The Crown Makes the King", disponível no Disney+, tem cerca de quarenta e cinco minutos e mostra o processo de produção de forma bem detalhada. É mais informativo do que o próprio filme em muitos aspectos. Eu assisti duas vezes antes de decidir se valia a pena o filme principal.
O filme faturou aproximadamente U$ 1,66 bilhão mundialmente, tornando-se o terceiro filme de maior bilheteria de 2019 e o terceiro filme animado de maior bilheteria da história na época. Isso coloca a proporção do investimento: orçamento estimado de U$ 260 milhões, sendo a maior parte em efeitos visuais. AIndustrial Light & Magic e o Pixar Animation Studios foram os principais estúdios envolvidos. Se você procura uma alternativa com qualidade similar mas com abordagem diferente, recomendo o remake de "O Rei Leão" de 2019 assistido com atenção aos detalhes de dublagem. Os diferenciais estão nas escolhas de direção de arte, na trilha sonora adaptada por Hans Zimmer e na decisão de manter os atores originais em vez de contratar celebridades apenas por fama. Esse último ponto é controverso, mas funcionou bem na prática.
Eu não vou recomendar fortemente porque cada pessoa tem um critério diferente. O que posso dizer é que o filme existe, está disponível oficialmente, e vale a pena pelo menos uma assistida se você tem curiosidade sobre o estado atual da animação fotorrealista. Se você já viu o original e não gostou da ideia de um remake, talvez não valha o tempo. A escolha é sua.