Restaurantes Aeroporto Curitiba - Hotel em Curitiba | Slaviero Hotel Curitiba Aeroporto
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O guia não muito entusiasmado de quem já passou fome no Afonso Pena

Voar por Curitiba costuma ser uma experiência gastronômica mediana, mas não precisa ser uma tragédia. O aeroporto Afonso Pena (CWB) tem opções limitadas, e saber onde mirar faz diferença entre jantar bem ou comer um pão de queijo morno às 22h30 com sede de água mineral por preço de hotel cinco estrelas.

O que existe de verdade em restaurantes aeroporto curitiba

O terminal doméstico do Afonso Pena é pequeno. Isso é vantagem e desvantagem. Vantagem porque você não perde 40 minutos caminhando até o portão. Desvantagem porque a oferta de comida é Basicamente isso: uma rede ou duas de fast-food, um bar-restaurante com carta média, e coisas que variam conforme o turno do dia. O terminal internacional é ainda menor e serve pouco mais que café e sanduíches pré-embutidos. Se você precisa de algo substancial, as melhores opções ficam na área de embarque, pós-check-in e segurança. Antes do raio-x você encontra basicamente lanchonetes e places para comprar água. Depois do raio-x é onde mora a carne do assunto.

Eu passei por um problema específico há uns meses: cheguei ao aeroporto às 21h45, meu voo era às 23h15, e tudo o que estava aberto eram redes de fast-food encerrando o expediente por volta das 22h. Eu queria algo mais sério. A solução foi simples: pedir um lanche mais cedo, às 20h30, quando o salão ainda estava cheio e todas as portas funcionando. Se você voa de voo noturno, pense em ajustar seu horário de chegada ao aeroporto para as 2 horas antes, não para as 1h30. Isso resolve 90% dos transtornos.

Opções que valem a pena

Não vou listar nomes com a empolgação de blogueiro de viagem. Vou ser direto: Redes de fast-food: Mac Donald's, Burger King ou similares costumam estar presentes. Preço de aeroporto, qualidade previsível. Bom para emergências, ruim para quem tem standards alimentares.

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Bares e restaurantes com menu mais elaborado: Algumas redes de bar-restaurante como o tipo "boteco elevated" ou cadeias nacionais aparecem nos aeroportos. A qualidade varia. Pedir um prato principal aqui sai por volta de R$40 a R$60, às vezes mais. Água mineral de 500ml pode custar R$12. Aceite isso como parte do jogo. Cafeterias: Starbucks ou similares aparecem em muitos aeroportos brasileiros. Não são baratas, mas pelo menos o café é decente. Útil se você precisa de um lugar sentado com ar-condicionado enquanto espera.

Há também opções de comida brasileira mais caseira em alguns balcões. Pastéis, tapiocas, açaí. São baratos, rápidos, e funcionam bem para um almoço de emergência. O problema é que a disponibilidade depende do horário. Pastelaria às 7h da manhã é uma coisa. Pastelaria às 23h pode ser apenas uma memória.

A armadilha que ninguém menciona

Aqui vai uma coisa que os guias turísticos não contam: a maioria dos restaurantes no aeroporto fecha portas específicas muito antes do último voo decolar. O último voo pode sair às 23h, mas o restaurante pode fechar às 22h. Ou pior: alguns lugares só abrem em horários comerciais, entre 10h e 21h. Se você chega tarde, vai encontrar portas fechadas com placas de "fechado" mesmo que o terminal esteja iluminado e cheio de gente. Minha workaround: chego ao aeroporto com pelo menos 2h30 de antecedência para voos noturnos. E compro a comida antes de passar pela segurança, na área pública. Na área de embarque, as opções são mais restritas e mais caras. Fora da segurança há sempre um supermercado ou uma padaria que vende algo razoável por preço humano.

Dica prática sobre bebida

Leve uma garrafa de água vazia. Passa pelo raio-x, enche no bebedouro. Isso economiza uns R$15 por viagem e evita que você fique hidratado à força pagando preço de airports premium por Coca-Cola em lata.

Resumo sem resumo

O Afonso Pena não é um aeroporto gastronômico. É um aeroporto funcional. Se você tratar como tal — chegar com tempo, comer na área pública quando possível, e não esperar milagres na área de embarque — a experiência é perfeitamente administrável. O pior cenário é chegar tarde, ter fome, e descobrir que o único lugar aberto vende um lanche por R$35 que não vale cada centavo.