Rogue And Souls - Rogue Souls on Steam
Rogue Souls on Steam

O que é esse jogo e como ele funciona na prática

Rogue and Souls é basicamente um roguelike com mecânicas de soulslike misturados. Você entra numa masmorra, morre, e tudo reseta. A diferença em relação a outros jogos do gênero é que o progression é mais lento no início, mas ganha força conforme você desbloqueia itens permanentes. Eu joguei cerca de 40 horas na minha primeira vez e levei mais tempo para entender o sistema de crafting do que para derrotar qualquer chefe. O jogo tem três categorias principais de loot: armas, runas e itens passivos. As runas são o que realmente faz o jogo diferente. Cada runa modifica uma mecânica específica — velocidade de ataque, dano de magia, resistência a veneno — e você pode equipar até seis ao mesmo tempo. O problema é que algumas combinações criam efeitos colaterais estranhos. Eu descobri isso na pior forma quando coloquei runa de dano crítico junto com runa de velocidade de dodge e meu personagem acabou parado demais para esquivar, morrendo para o primeiro boss três vezes seguidas.

Aprendendo a jogar rogue and souls sem perder tempo

A melhor abordagem inicial é escolher uma classe e não mexer nela nas primeiras dez rodadas. O jogo te oferece cinco classes no começo: Guerreiro, Mago, Ladino, Clerigo e Arcanista. Cada uma tem builds diferentes que só fazem sentido se você investir pelo menos três partidas seguidas nela. Mudar de classe toda vez que morre é o erro mais comum que eu vejo gente cometendo. Os chefes seguem um padrão previsível depois da segunda fase. O primeiro chefe, Lorde das Cinzas, sempre usa um padrão de três golpes seguidos seguido de uma pausa longa. O segundo, a Feiticeira dos Pântanos, tem dois padrões alternados. Não tente memorizar cada movimento individual. Observe os olhos do inimigo. Quando ele pisca antes de atacar, o golpe vem em 0,5 segundos. Isso te dá tempo suficiente para esquivar se você estiver longe o suficiente. Nos primeiros Encontros, eu costumava contar os segundos na cabeça até notar esse padrão visual. Agora leio em automático.

O sistema de morte é onde a maioria dos jogadores desiste. Quando você morre, perde todas as runas coletadas naquela corrida. Mas há um mecânico chamado Essência que funciona como moeda permanente. Você acumula Essência em cada corrida, independente de morrer ou vencer, e pode gastá-la na loja entre corridas para desbloquear itens que ficam no seu inventário para sempre. O detalhe importante é que a Essência ganha por morte é fixa, mas a Essência ganha por vitórias escala. Derrotar o último boss te dá 10x mais Essência do que simplesmente sobreviver até o final. Se você está ficando sem recurso na loja, foque em terminar corridas longas em vez de acumular mortes rápidas.

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Dicas que ninguém conta

O jogo tem um sistema de dificuldade dinâmica que muitos não percebem. A cada morte subsequente na mesma sessão, o jogo aumenta levemente o dano dos inimigos. Isso é bom no início porque te força a melhorar, mas vira peso morto depois de cinco ou seis mortes seguidas. Eu aprendi isso na terceira semana quando comecei a morrer para inimigos que eu já havia derrotado dez vezes. A solução foi usar a opção de reiniciar a sessão após cada derrota completa, o que zera o multiplicador de dificuldade. Outro ponto negligenciado é o sistema de encantamento. Você pode encontrar pedras de encantamento em criptas secretas e aplicar elas em armas. O efeito é permanente na arma, mas apenas durante aquela corrida. Então a jogada certa é encantar as armas mais cedo possível na corrida, antes de entrar nas fases mais difíceis. Eu costumava deixar para o final e nunca tinha item ativo nos chefes. Agora encantu na primeira cripta que encontro e tenho buff permanentemente até morrer.

O jogo também tem um limite de FPS que não é óbvio. Em resoluções acima de 1440p, o jogo trava em 60 FPS e alguns inputs ficam ligeiramente delayados. Eu tive que desligar V-Sync e limitar manualmente para 120 FPS no menu de opções para resolver. Sem isso, a jogabilidade fica frustrantemente inconsistente.

Por que ele não é perfeito

O maior problema do Rogue and Souls é a falta de balanceamento entre as classes. O Ladino é francamente quebrado em builds de velocidade. O Mago é o oposto — difícil até em runs bem-feitas. Os desenvolvedores sabem disso e anunciaram patches de balanceamento, mas até agora apenas três classes receberam ajustes significativos. Se você gosta de jogar com classes específicas, espere frustração nas primeiras cinquenta horas. Também há um problema sério de conteúdo repetitivo. Os mapas são gerados proceduralmente, o que é bom, mas os biomas são apenas quatro. Depois de cinquenta corridas, você começa a reconhecer os mesmos corredores e salas. O jogo tenta compensar com eventos aleatórios, mas eles são poucos e nunca mudam a sensação geral de repetição.

O único lugar para baixar o jogo é a Steam, e não há versão para consoles ainda. Se você joga em PC e não tem Steam, infelizmente não tem opção. O preço atual é R$ 49,90, que considero justo pelo que oferece, mas o lançamento oficial no Brasil tem uma versão traduzida que ajuda bastante quem não domina inglês técnico.