Planejar um roteiro pela Toscana parece simples até você tentar fazer isso sozinho
A Toscana é uma das regiões mais visitadas da Itália e também uma das mais mal planejadas pelos turistas. Se você chegar com a ideia de que vai alugar um carro em Florença e simplesmente dirigir até cada cidade bonita que aparecer no Instagram, vai perder pelo menos dois dias e provavelmente vai se estressar com estacionamento em lugares onde as ruas têm a largura de um carrinho de mão. Aqui vai o método que eu uso e recomendo. Primeiro, escolha sua base. A maioria dos guias diz para ficar em Florença e fazer batis diários, mas isso é uma recomendação preguiçosa para quem nunca conduziu por estradas seniores italianas no verão. Florença tem tráfego ZTL que multas automáticas cobram em euros sem aviso prévio. Eu já levei uma multa de 85 euros por entrar numa zona que eu achava que era livre porque estava na periferia. Não estava. A multa chegou três semanas depois no cartão de crédito usado para o aluguel do carro.
Então a primeira decisão real do seu roteiro pela toscana é onde você vai dormir. Sienna, Montepulciano ou até mesmo uma vila mais pequena como Chianciano Terme são bases muito mais estratégicas se o seu foco é o interior da região. De Sienna você chega a quase tudo em 30 a 40 minutos de carro. De Florença, o mesmo percurso leva o dobro e com muito mais trânsito.
O verdadeiro roteiro pela toscana que ninguém conta nos blogs
O erro mais comum é tentar ver tudo em cinco dias. A Toscana inteira cabe confortavelmente num roteiro de sete a dez dias, e qualquer coisa menor que isso vira um tour de ônibus com paradas cronometradas. Eu costumo dividir a região em três eixos:
Eixo vinícola: Val d'Orcia, Montalcino, Montepulciano. Isso demanda pelo menos dois dias completos porque as cantinas fecham no início da tarde e as reservas para degustações exigem antecedência mínima de uma semana na alta temporada. Eixo urbano: Florença, Sienna, Pisa, Lucca. Florença sozinha precisa de três dias para ser feita com calma. Sienna merece meio dia mínimo. Pisa é uma piada de dez minutos se você já viu a torre. Lucca é subestimada e fica entre Sienna e Florença, então faz sentido parar lá de passagem.
Eixo costeiro: Versilia, Viareggio, Marina di Pietrasanta. Isso só vale a pena se você estiver indo no final do verão e quiser misturar cultura com praia. Caso contrário, pule. Um detalhe que poucas pessoas mencionam: a melhor época para percorrer a Toscana não é junho nem julho. Agosto é caótica com turistas italianos de férias e temperaturas que passam dos 35 graus nas zonas rurais. O período ideal é entre meados de setembro e outubro. As vindimas estão acontecendo, as Multas por excesso de velocidade nas estradas estaduais são menos frequentes porque o trânsito diminui, e os preços de hospedagem caem cerca de 30% comparado ao pico de verão.
Quanto ao transporte, carro é essencial fora das cidades históricas. Os trens conectam bem Florença-Sienna-Pisa, mas Val d'Orcia não tem estação de trem útil. Já tentei usar ônibus regionais na zona rural e desisti depois de uma viagem de duas horas que deveria levar trinta. Os horários são fantasiosos e os ônibus frequentemente não param onde você espera porque o condutor decide que o ponto oficial fica a duzentos metros da estrada principal. Dica prática sobre estacionamento: em qualquer cidade medieval, deixar o carro noParking fuori porta (estacionamento fora dos muros) e caminhar é sempre a jogada certa. Os parkings subterrâneos em Sienna custam cerca de 25 euros por dia e são confusos na saída. Os parkings em Florença fora do centro histórico custam entre 15 e 20 euros e economizam pelo menos uma hora de volta e meia de procura por vaga.
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Reserva de restaurantes também merece atenção específica. Em Florença e Sienna, mesas em restaurantes com avaliação acima de quatro estrelas no TripAdvisor frequentemente exigem reserva com três a cinco dias de antecedência durante a alta temporada. Lugares bons de verdade, aqueles que os locais frequentam, muitas vezes não aceitam reserva e funcionam no modelo de chegada. Isso significa que chegar às 19h30 para jantar já é tarde demais. A maioria dos italianos janta às 20h30 ou 21h. Chegar às 20h em hora regular e sem reserva em um lugar popular pode significar esperar quarenta minutos em pé na calçada. Um problema específico que encontrei e que raramente aparece em guias: algumas cantinas no Val d'Orcia exigem reserva obrigatória e cartão de crédito para garantir o lugar, mesmo para visitas gratuitas. Sem reserva, você pode dirigir trinta quilômetros e encontrar um letreiro de chiuso (fechado) ou simplesmente ser recebido com um olhar que indica claramente que você deveria ter ligado antes. Eu levei dois dias assim antes de aprender a regra. Agora ligo ou envio WhatsApp para qualquer cantina com pelo menos quatro dias de antecedência.
Orçamento realista para um roteiro pela toscana de sete dias com carro alugado e hospedagem em alojamentos de qualidade média: cerca de 1.200 a 1.800 euros por pessoa, dependendo do nível de conforto. Carro alugado sai entre 350 e 550 euros na temporada, hospedagem entre 80 e 150 euros por noite em buena alojamento, e alimentação variando de 40 a 80 euros por dia por pessoa se você alternar entre trattorias e refeições mais modestas. Degustações em cantinas premium custam entre 20 e 40 euros por pessoa e geralmente incluem uma seleção de três a cinco vinhos mais um piccolo de petiscos. O ponto onde esse roteiro falha completamente é quando você viaja com crianças pequenas ou idosos que não dirigem bem em estradas sinuosas. Nesse caso, a alternativa viável é focar em Florença como base, fazer excursões guiadas de dia inteiro para o Val d'Orcia e Sienna, e pular a condução por conta própria. As excursões saem de Florença todos os dias e custam entre 60 e 120 euros por pessoa, incluindo transporte e entrada em pelo menos duas paradas. Não é tãoflexível quanto ter seu próprio carro, mas evita o estresse de navegar por estradas que não têm placa indicativa nenhuma e onde o GPS perde o sinal a cada vinte minutos.
Detalhes que fazem diferença no dia a dia
Compre o passaporte Enitourismo se pretende visitar mais de quatro museus em Florença em cinco dias. Custa 85 euros e entra em quarenta e cinco monumentos. Na prática, só vale a pena se você for ao Duomo, aos Uffizi, à Galleria dell'Accademia e mais alguns locais extras. Se seu plano for apenas Uffizi e Accademia, sairá mais barato comprar ingressos avulsos com horário marcado. Cerveja e vinho fora da Toscana são exceções. Na região, o vinho casesal custa entre 2 e 4 euros por copo em bares e trattorias. Um litero de vinho tinto regional na cantina custa entre 6 e 12 euros e é frequentemente melhor que vinho Engarrafado do mesmo preço comprado em São Paulo. Levar garrafas para casa funciona, mas o transporte aéreo tem regras específicas para líquidos que variam conforme a companhia aérea. Eu costumo comprar diretamente na cantina e solicitar envio postal para meu endereço. Custa entre 15 e 25 euros para seis garrafas e chega em cerca de dez dias úteis.
Pedágios nas autoestradas italianas são automáticos e cartórios. A tarifa Florença-Sienna pela Strada Statale não tem pedaggio, mas é lenta e cheia de radares. A Autostrada del Sole (A1) tem pedaggio que custa cerca de 8 euros por trecho Florença-Siena, mas economiza quarenta minutos. Se você tiver peu de tempo e estiver cansado de dirigir em estrada estreita, pague o pedaggio. Se quiser ver a paisagem e não se importar com o tempo, use as statali. A regra não escrita dos horarios em pequenos estabelecimentos: many trattorias no interior fecham entre 14h30 e 16h e reabrem apenas às 19h. Se você chegar às 15h com fome, vai encontrar tudo fechado. Leve snacks e água no carro. Supermercados italianos como Conad e Coop funcionam de manhã e às vezes à tarde, mas em vilas pequenas podem fechar no final da tarde sem aviso.