Planejando um roteiro turquia grecia sem perder a cabeça
Eu já montei esse tipo de rota pelo menos meia dúzia de vezes. A primeira foi em 2018, quando resolvi fazer Istanbul-Istambul-Capadócia e depois pular para a Grécia. O problema é que a maioria dos planos falha na logística de transporte entre os dois países. Não é falta de opções, é má organização. O segredo é entender a geografia antes de fecharanything. Turquia e Grécia compartilham fronteira terrestre na Trácia, o que significa que dá para cruzar a pé ou de ônibus. A rota mais prática sai de Istanbul pela rodovia O-5, passa por Malkoçköy e cruza a fronteira de Ipsala/Kapitan Andreevo. O ônibus IC Bus faz essa linha com frequência, e a viagem leva cerca de 4 a 5 horas com a imigração incluída.
roteiro turquia grecia: a parte logística que ninguém conta
Muita gente compra o voo de Istanbul para Atenas sem considerar o custo-benefício real. Um voo interno ou internacional nessa rota custa entre 80 e 200 euros se comprado com antecedência média. O ônibus custa uns 25 a 35 euros e leva o dobro do tempo. A diferença de preço não compensa para a maioria das pessoas, a não ser que você tenha tempo sobrando. Depois de chegar a Atenas, o itinerário precisa de ajuste fino. A maioria dos guias sugere ir direto para Santorini ou Mykonos, mas isso cria um problema de logística interna. O ferry de Atenas para as ilhas do Egeu leva entre 4 e 8 horas dependendo da compagnia e da estação do ano. Na alta temporada, os ferryboats ficam lotados e as reservas precisam ser feitas com pelo menos 3 semanas de antecedência. Eu perdi minha passagem num ferry da SeaJets em julho de 2022 porque comprei com 10 dias de antecedência. Fiquei dois dias travado em Port de Piraeus sem opção viável.
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A solução que eu encontrei e uso desde então é combinar voos domésticos gregos com ferry boats estratégicos. A Olympic Air e a Sky Express operam rotas Atenas-Santorini e Atenas-Quios em aviões pequenos. O voo custa entre 60 e 120 euros e leva 45 minutos. É muito mais rápido e previsível. O problema é a bagagem: aviões domésticos na Grécia têm limite de 20kg incluso e cobram excesso de 10 a 15 euros por quilo. Se você viaja com mochila grande, compensa mais o ferry mesmo. Para quem quer fazer algo mais completo, existe uma rotização que muitos não consideram: entrar pela Turquia, descer pela costa egeia turca (Selçuk, Bodrum, Marmaris), atravessar para a Grécia de ferry internacional e subir pelas ilhas gregas. O ferry de Bodrum para Kos sai diariamente e leva 30 minutos. A tarifa é uns 30 euros. A partir de Kos, você sobe por Samos, Lesbos e Chios de ferry local, cada trecho custando entre 15 e 30 euros.
O ponto fraco dessa rota é a estação. Fora de junho a setembro, many desses ferries reduzem a frequência drasticamente. Em março, por exemplo, o Bodrum-Kos pode operar apenas 3 vezes por semana. A Olympic Air cancela voos domésticos com frequência emwinter por mau tempo. O melhor período para executar esse roteiro completo é entre maio e outubro, com junho e setembro sendo os meses ideais por equilibrarem clima, preço e lotação. Uma última coisa prática: visto. Cidadãos brasileiros não precisam de visto para Turquia até 90 dias e também não precisam para Grécia no espaço Schengen. Mas a Turquia exige o e-Visa, que é obtido online antes da viagem. O site oficial é evisa.gov.tr e o processo leva 3 minutos. O custo é 60 dólares americanos. Já vi gente chegar no aeroporto de Istanbul sem o e-Visa impresso e ter que resolver na hora, o que causa atrasos desnecessários. Imprima o e-Visa e leve junto com o passaporte. Tudo simples, mas importante.