San Martin De Los Andes Argentina - San Martín de los Andes, un fabuloso rincón de Argentina - Mi Viaje
San Martín de los Andes, un fabuloso rincón de Argentina - Mi Viaje

Visitar San Martin de los Andes exige preparação que a maioria dos turistas ignora

A cidade fica na província de Neuquén, no coração da Patagônia argentina, entre lagos e florestas de araucárias. A estação alta vai de dezembro a fevereiro, quando os preços dispararem até 40% em relação ao resto do ano. Se você agendar uma hospedagem com mais de três meses de antecedência, consegue taxas normais. Nos outros meses, a cidade praticamente adormece e muitos restaurantes fecham às terças e quartas-feiras por reforma. Eu passei três dias ali em outubro tentando alugar um carro. As agências na pista do aeroporto de El Bolson não tinham nenhum utilitário disponível. O que funcionou foi ligar para uma locadora local da própria cidade antes de chegar e deixar o cartão de crédito como garantia por telefone. Eles sempre reservam um carro pequeno para a baixa temporada, mas só atendem quando você liga diretamente, não pelo site.

O que fazer em san martin de los andes argentina

A atividade central é o Lago Lácar. A água tem temperatura que varia entre 8 e 14 graus Celsius mesmo em janeiro. Banho só para quem tem neoprene ou tolerância alta ao frio. O circuito trilha ao redor do lago tem cerca de 32 quilômetros e a maior parte é asfaltada, o que facilita para bicicleta de estrada ou corrida. Quem gosta de trilhas mais técnica pode subir até o Miradror Cerro Castillo, mas o acessso exige GPS porque os marcos somem na neblina facilmente. O Parque Nacional Lanín é a outra atração principal. A subida até o reflúgio dos Conejeros leva aproximadamente quatro horas de caminhada moderada e exige botas com cling real, não tênis de trail. Eu vi muitos turistas tentarem com equipamento inadequado e terem que desistir no km 6 por fadiga nos pés. O refundofica a 2.100 metros e tem capacidade para cerca de 30 pessoas, então reserve com antecedência pelo site do Parque Nacional Argentino.

O artesanato local é decente mas os preços variam muito. Lojas na Avenida Libertador cobram o dobro de uma loja na Calle Chubut, que fica a duas quadras do centro. A diferença não é qualidade, é apenas localização premium. Compre nas ruas laterais.

Clima e o que vestir

O vento sul pode atingir 80 km/h em qualquer época do ano. Um anoraks leve é mais útil do que um casaco grosso que você usará uma vez. A precipitação média anual gira em torno de 1.200 mm, concentrados de abril a setembro. Julho e agosto são os meses mais secos mas também os mais frios, com temperaturas diurnas na casa dos 8 graus e noturnas abaixo de zero. Uma coisa que ninguém conta: a altitude da cidade é de cerca de 800 metros. A maioria das pessoas não sente nada, mas se você tiver sinusite crônica ou problemas respiratórios, a secura do ar patagônico pode piorar os sintomas rapidamente. Leve um spray nasal e hidrate bastante.

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Como chegar

O aeroporto mais próximo é El Bolson (ESR), a 130 quilômetros de distância. Voos domésticos saem de Buenos Aires com escala em Zapala ou directamente em temporada alta. Há voos diretos apenas em janeiro e fevereiro. O traslado até San Martin leva cerca de 2 horas e meia por estrada nacional 40 e 258. Táxis disponíveis no aeroporto cobram cerca de 25 mil pesos argentinos por viagem. Um transfer compartilhado custa metade mas exige agendamento prévio. Se você vier de Buenos Aires de ônibus, a viagem dura cerca de 22 horas e custa entre 40 e 80 mil pesos dependendo da classe. A empresa Balut faz o percurso diretamente. As camas são apertadas mas funcionais para quem não tem problema nas costas.

Dinheiro e pagamentos

A Argentina usa o peso argentino e o sistema cambiário é confuso. O llamado "dólar blue" circula em paralelo à taxa oficial, mas usar dinheiro verde em espécie é arriscado porque a fiscalização é frequente. O cartão de crédito estrangeiro funciona bem na maioria dos estabelecimentos, mas a taxa de câmbio aplicada pelo cartão (known as "dólar turismo") é significativamente pior do que a taxa paralela. Para o dia a dia, saca pesos em caixas eletrônicos locais com seu cartão internacional. O limite diário varia entre 50 e 150 mil pesos dependendo do banco emissor. Não confie em aplicativos de transferência entre particulares. Alguns são golpes e outros simplesmente falham na hora do pagamento. Cash é rei ali, especialmente em pequenos comerciantes.

Pontos cegos que ninguém menciona

O sinal de celular é irregular. Movistar cobre bem o centro mas Embratel tem cobertura ruim em quase toda a região lacustre. Se você depende de GPS em tempo real para trilhas, baixe os mapas offline antes de sair da cidade. Eu já fiquei sem sinal por 6 horas seguidas em uma trilha próxima ao Lago Espejo e não consegui voltar sem um mapa físico impresso. A internet nos hotéis é lenta na melhor das hipóteses. Se você precisa trabalhar remotamente, leve um roteador 4G com chip local. Os hotéis geralmente fornecem Wi-Fi mas a velocidade média é de 3 a 5 Mbps, insuficiente para videoconferências estáveis.

O supermercado principal é o Carrefour na entrada da cidade. Produtos orgânicos e importados são escassos e caros. Se você tem restrição alimentar severa, leve o que for necessário de Buenos Aires ou compre no Shopping del Sur, um empório local que faz entregas semanais desde Bariloche. A segurança geral é boa durante o dia. À noite, mantenha atenção em áreas próximas à estação de ônibus e nas ruas menos movimentadas do centro. Crimes contra turista são raros mas existem, principalmente furtos de celulares em filas de restaurante.

Se você estiver planejando ir em julho, considere alternatives como Bariloche ou Junín de los Andes, que têm infraestrutura mais robusta para temporada baixa. San Martin é bonita mas pequena demais para sustentar o fluxo de visitantes fora da alta estação.