O problema que todo mundo erra em semelhança de triângulos 9 ano
No ano passado, eu estava corrigindo uma prova para uma turma do nono ano e um aluno chegou ao resultado certo para um problema de semelhança de triângulos, mas o caminho era completamente equivocado. Ele tinha calculado a razão de semelhança como sendo a diferença entre os lados, em vez da razão (divisão). O resultado final deu certo porque os números do exercício eram bonitos e simétricos. Esse tipo de erro passa despercebido na correção rápida e só aparece quando você pede para o aluno explicar o raciocínio.
O que você realmente precisa saber sobre semelhança de triângulos 9 ano
Dois triângulos são semelhantes quando têm os mesmos ângulos e os lados correspondentes são proporcionais. A proporcionalidade é a chave aqui. Não é uma opinião, é uma condição necessária e suficiente. Se os ângulos são iguais, os lados são automaticamente proporcionais, e vice-versa. Existem três critérios de semelhança que o currículo do nono ano exige que você domine. O primeiro é AA (ângulo-ângulo): se dois ângulos de um triângulo são iguais a dois ângulos de outro triângulo, eles são semelhantes. Esse é o mais simples e o mais usado. O segundo é LAL (lado-ângulo-lado): dois lados proporcionais e o ângulo compreendido entre eles igual. O terceiro é LLL (lado-lado-lado): todos os três lados proporcionais.
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A razão de semelhança, representada por k, é o número que relaciona as medidas dos lados correspondentes. Se k = 2, cada lado do triângulo maior é o dobro do lado correspondente no triângulo menor. A área do triângulo maior será k² vezes a área do menor, ou seja, quatro vezes maior. Os alunos costumam esquecer esse detalhe da área e tentar aplicar a razão linear diretamente nos valores de área, o que dá errado quase sempre. Na prática, quando você se depara com um exercício que não diz explicitamente quais critérios se aplicam, o mais eficiente é primeiro procurar ângulos iguais. Marque os ângulos correspondentes no papel. Se encontrar dois pares iguais, use AA e está resolvido. Se não, verifique as proporções entre os lados usando a regra de três simples.
Um ponto que quase ninguém explica direito nas aulas é o problema da orientação. Triângulos semelhantes não precisam estar alinhados da mesma forma. Um pode estar girado, invertido ou espelhado em relação ao outro. Eu já vi alunos deixarem de identificar a semelhança simplesmente porque os triângulos estavam desenhados em posições diferentes no papel. A solução é copiar os triângulos separadamente, alinhar os ângulos iguais visualmente e então verificar as proporções. Isso economiza tempo e evita erros de correspondência entre os lados. Outro detalhe importante: o teorema de Tales é basicamente uma aplicação direta da semelhança de triângulos. Quando retas paralelas são cortadas por transversais, os segmentos formados são proporcionais porque os triângulos criados são semelhantes pelo critério AA. Saber essa conexão ajuda a resolver problemas que parecem nada ter a ver com triângulos à primeira vista.
Quanto aos exercícios mais chatos, aqueles que envolvem sombras e alturas — o clássico do poste e da pessoa projetando sombra —, a estratégia é sempre a mesma. Identifique os dois triângulos retângulos formados pelo objeto, sua sombra e os raios de luz. Como os raios são paralelos, os ângulos são iguais e a semelhança é garantida pelo AA. Monte a proporção com os lados conhecidos e desconhecidos e resolva. Leva cerca de dois minutos se você já automatizou o processo. O limite dessa abordagem é que ela funciona perfeitamente apenas quando há informação suficiente para aplicar um dos três critérios. Se o exercício fornece apenas dois lados de um triângulo e um lado do outro, sem nenhum ângulo ou outro lado correspondente, você não consegue provar semelhança com os dados disponíveis. Nesse caso, o problema pode estar pedindo para você calcular algo diferente, como uma razão de perímetros, ou pode haver informação implícita no desenho que não está explícita no enunciado. Recomendo nesses casos voltar ao desenho, verificar se há ângulos alternos internos, correspondentes ou opostos pelo vértice que possam estar escondidos, e se ainda assim não tiver dado, questionar se o exercício está mal formulado. Isso acontece mais do que deveria em material didático.