Sequencia Didatica Parlendas 2 Ano - Sequência Didática 2 Ano Para Imprimir - NAZAEDU
Sequência Didática 2 Ano Para Imprimir - NAZAEDU

O que na verdade funciona com parlendas no segundo ano

A sequência didática de parlendas para o segundo ano não é sobre recitar e pronto. É uma ferramenta de alfabetização que, quando bem construída, trabalha reconhecimento silábico, consciência fonológica e fluência leitora ao mesmo tempo. A BNCC aponta as habilidades EF02LP01, EF02LP06 e EF02LP08 como as mais relacionadas. A questão é que muitos professores copiam planos prontos da internet e veem os alunos decorarem sem compreender nada de texto escrito. Isso acontece porque falta a etapa de análise linguística.

Como montar uma sequencia didatica parlendas 2 ano que realmente funcione

Eu já vi professor passar duas semanas inteira com parlendas e no final do bimestre os alunos ainda não diferenciavam sílaba inicial de final. O problema era simples: eles só decortinavam. A correção foi transformar a parlenda num objeto de análise, não num objeto de decoração. Cada atividade precisava ter um foco linguístico claro. A estrutura que eu uso funciona assim, em cerca de oito a dez aulas:

Na primeira aula, eu leio a parlenda em voz alta enquanto mostro o texto completo na lousa. Os alunos acompanham com o dedo. Não tem atividade escrita ainda. Só escuta e visualiza. A maioria dos planos pula essa etapa e vai direto para a cópia, o que é um erro porque o aluno de segundo ano ainda está construindo o princípio alfabético. Ele precisa ver o texto antes de tocá-lo. Na segunda e terceira aula, trabalho a decomposição silábica. Coloco a parlenda no painel e pedimos para contar quantas palavras têm cada verso. Aí vamos separando sílaba por sílaba em voz alta. Aqui entra o ponto que ninguém menciona: parlendas com rimas truncas ou com palavras polysilábicas incomuns geram confusão. Eu já tive um aluno que reclamou que "biscoito" tinha seis sílabas porque ele contava "bis-qui-to-i-to". A solução foi mostrar que o "i" forma ditongo com a vogal anterior, não sílaba separada. Isso resolveu de vez.

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Na quarta aula, foco na rimas e na previsibilidade textual. Peço para eles identificarem quais versos rimam e Completar versos que eu deixo incompletos. Esse exercício de previsão é importante porque desenvolve a antecipação leitora. Alunos que dominam isso leem muito mais rápido no final do ano. Na quinta e sexta aula, trabalho a identificação de letras e fonemas. Eu escolho palavras-chave da parlenda e peço para encontrá-las em outras palavras. Por exemplo, se a parlenda tem a palavra "sapo", os alunos listam outras que começam com a letra S. Ébasicão, mas eficiente. O detalhe é não fazer isso de forma solta. Precisa ter registro escrito. Cada lista vira um produto avaliable.

Na sétima aula, faço a releitura coletiva. Os alunos leem a parlenda completa sozinhos, em duplas ou em roda. A fluência melhora perceptivelmente depois dessa etapa, principalmente para quem tinha dificuldade de leitura silabada. Nas aulas restantes, repito o processo com outra parlenda, mas agora os alunos já sabem a rotina e trabalham com mais autonomia. Às vezes eu uso parlendas diferentes por turma. Duas turma que eu acompanhei em 2023 tinham níveis muito distintos, então uma trabalhou "O sapo não lava o pé" e outra trabalhou "Atirei o pau no gato". O conteúdo muda, a estrutura pedagógica permanece a mesma.

Pontas que a literatura didática geralmente esquece

Tem dois pontos que você não vai encontrar em manuais padrão. O primeiro é que parlendas muito conhecidas podem ser um problema. Se o aluno já decora de cor da creche, ele para de ler o texto e passa a repetir de memória. Aí a aula perde o foco na decodificação. O fix workaround é usar parlendas menos óbvias ou pedir para os alunos encontrarem palavras específicas no texto escrito antes de tentar decorar. O segundo ponto é a questão da avaliação. Muitos professores avaliam apenas a recitação, o que não mede aprendizado de leitura ou escrita. A avaliação deve considerar a produção escrita de listas de palavras, a identificação de rimas e a fluência de leitura. Um portifólio simples com três produções escritas por bimestre já dá uma visão clara do progresso real.

Se você precisa de materiais prontos, o portal do Ministério da Educação e os sites das secretarias estaduais costumam ter sequências alinhadas à BNCC. Também existem compilados em livros didáticos como o SMAR ou o PIC. O que funciona mesmo é adaptar o material ao nível da sua turma. Planejar do zero levando em conta as especificidades de cada classe leva mais tempo no início, mas poupa correções no final do semestre.