Um guia prático para quem quer entrar no universo do slade deathstroke
O personagem foi criado por Marv Wolfman e George Pérez em 1980, estreando em The New Teen Titans número 1. Slade Wilson é um ex-militar americano que recebeu um soro experimental durante a Guerra do Vietnã, resultando em força, velocidade e capacidade de cura sobre-humanas. Ele trabalha como mercenário, não como vilão tradicional, o que já cria uma diferença fundamental na forma como os roteiristas o tratam ao longo dos anos. A maioria das pessoas começa pelo arco "Os Novos Titãs" da década de 80, mas essa é uma armadilha comum. A versão mais coesa do personagem surgiu com o trabalho de Joe Kelly em "Deadpool vs. Deathstroke" e depois se consolidou com o reboot da New 52 em 2011, onde Geoff Johns e Ivan Reis reintroduziram Slade como uma ameaça direta à família Wayne. Se você quer entender por que ele é considerado um dos antagonistas mais competentes do Universo DC, leia primeiro "Deathstroke: The New 52" números 1 a 12.
Onde encontrar slade deathstroke para leitura
O problema é que o catálogo dele está fragmentado entre diferentes editoras, épocas e continuidades. Aqui vai o que realmente vale a pena, em ordem de prioridade: Leitura essencial: The New Teen Titans (1980-1988) volumes 1 e 2, Deathstroke (1991) série solo com Chuck Dixon, "Deadpool vs. Deathstroke" (2004) de Joe Kelly, "Batman and Son" (2006) de Grant Morrison, a New 52 "Deathstroke" (2011-2013) de Joseph Michael Linsner e Tony S. Daniel, e "Deathstroke Annual: The Last Crime Wave" (2017) de Charles Soule. Qualquer outra coisa é material secundário ou retrabalho desnecessário.
Essa lista cobre todas as versões canônicas principais. Não adianta tentar coletar tudo em vez disso, porque a continuidade do personagem mudou três vezes — Crise nas Infinitas Terras, O Quebra-Cabeças Final e o Rebirth — e cada retcon reescreveu parte do histórico dele de formas que frequentemente se contradizem. Foque nas histórias autocontidas.
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Por que slade deathstroke funciona como vilão (e quando não funciona)
O que diferencia Slade Wilson da maioria dos adversários superpoderosos no DC Universe é que ele raramente luta por ideologia. Ele luta por dinheiro, por contrato, às vezes por ódio pessoal. Isso significa que o escritor precisa construir motivação externa toda vez, e a maioria não consegue fazer isso direito. Já vi roteiros onde ele ataca heróis apenas "porque sim", o que transforma o personagem num mero pacote de golpes fortes em vez de um estrategista. Numa experiência prática, tentei organizar uma leitura cronológica completa para um projeto de artigo e percebi algo que poucos notam: a linhagem temporal do Slade pré-Crise é praticamente incompatível com a pós-Crise em pelo menos três pontos cruciais. A idade dele, a origem do soro e o envolvimento com a Família Assassina são tratados de forma diferente. A solução que funcionou foi tratar os dois corpos como continuidades separadas e não forçar uma síntese. Qualquer tentativa de unificar resulta em contradições que irritam leitores atentos.
Outro ponto que beginners ignoram: Slade tem tônia com a filha, Justice, e o filho, Jericho. A dinâmica familiar é parte do que sustenta o personagem nas histórias melhores. Quando um roteirista remove essa camada, Slade vira apenas um mercenário genérico com capa e espada. As melhores histórias — como "Batman and Robin" de Grant Morrison, onde ele persegue Damian — funcionam justamente porque ele age com motivação emocional disfarçada de profissionalismo. O lado negativo que ninguém gosta de admitir: slade deathstroke muitas vezes aparece em histórias onde ele deveria ser uma ameaça credible, mas o roteirista o enfraquece artificialmente para que o protagonista não pareça incompetente. Isso acontece com frequência em crossover events. O personagem perde a consistência e acaba sendo usado como filler. Se você notar que Slade está sendo derrotado por heróis que ele normalmente superaria, a culpa é do enredo, não do personagem em si.
Uma alternativa melhor para quem quer ver o Slade no seu melhor nível é procurar histórias onde ele não é o adversário final, mas sim um elemento do cenário político. Ele aparece bem em "Infinite Crisis" como um dos recrutadores do lado oposto, e em "Titans" (2016) da DC como uma força que opera nas sombras. Nessas posições, o personagem brilha sem precisar ser o foco central de cada página. Se o objetivo é apenas consumo casual, considere começar pela série animada "Teen Titans" (2003-2006). O design do personagem é simplificado, mas a essência — frieza calculista, lealdade condicional, habilidade de luta — está presente. Não é fidelidade ao material original, mas é uma porta de entrada útil antes de partir para os quadrinhos.
Detalhes técnicos sobre as edições
A série original de 1980 tem 60 números, mas os primeiros 12 são os mais importantes para establishing o personagem. A série solo de 1991 durou 80 números e tem um tom mais noir, com arte de Scott McDaniel e depois Adam Hughes. A New 52 teve 39 números regulares mais dois anosinhos, e a versão do Rebirth teve 16 números antes de ser cancelada. O formato coletivo mais acessível é a edição hardcover "Deathstroke by Joe Kelly: The Complete Collection", que reúne todo o trabalho essencial do escritor em um volume só. A maioria das graphic novels está disponível em paperback, mas se você quer a versão definitiva, hardcover ou digital via DC Universe Infinite é o caminho. Versões avulsas de bancada muitas vezes vêm em qualidade de papel inferior e com cortes de conteúdo em reimpressões baratas.